Nostalgia – Disney Cruj

Nostalgia – Disney Cruj

 

Você se lembra do “Disney Cruj”, importante programa infantil na infância de muitos? #nostalgia

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Nostalgia. Palavrinha que possui significado especial. Quando a nostalgia nos envolve sempre nos lembramos de sensações boas, dos momentos que gostaríamos de retomar e dos sentimentos que queremos experimentar novamente. Algo nostálgico pode nos deixar tristes de vez em quando, mas sempre é bom relembrar de algo que nos fez tão bem em algum momento. Alguns dicionários definem nostalgia como “o estado de profunda tristeza causado pela falta de algo.” Porém, creio que nostalgia é muito mais que isso, ela desperta em nós as mais profundas memórias e sensações positivas e se ficamos triste pela falta daquele momento, é porque ele foi espetacular.

 

No dia 28 de abril de 1997 estreou na televisão brasileira, mais especificamente no SBT, um dos programas juvenis/infantis mais aclamados na época, O Disney Club, ou mais popularmente conhecido, Disney Cruj. O programa, que era exibido inicialmente de segunda a sexta, às 18:00 da noite trazia, em meio aos desenhos, as aventuras de três meninos que, juntos, fundaram uma  TV Pirata: O Disney Cruj.

O programa teve várias fases, com desenhos e histórias variadas, mas sempre conseguiu conquistar os mini-expectadores pela criatividade do roteiro. No contexto do Disney Club, os irmãos Juca (Diego Ramiro) e Guelé (Leonardo Monteiro), juntamente com o amigo Macarrão (Caíque Benigno) montaram uma TV Pirata dentro de casa, com peças abandonadas no porão e um guarda-chuva do Mickey, que servia como antena. Assim, fundaram a TV CRUJ (Comitê Revolucionário Ultra-Jovem), que supostamente interceptava o sinal do SBT. Para não serem reconhecidos em sua TV pirata, Juca, Guelé e Macarrão criaram codinomes: Caju, Chiclé e Macaco, respectivamente. Sem esquecer que este último tinha uma linda função: dar o play.

 

Caracterizados e mascarados, eles desabafavam, protestavam e reclamavam na TV sobre os problemas que tinham na escola e em casa, enquanto transmitiam desenhos como Timão e Pumba,  A Turma do Pateta,  TV Quack Pack e Bonkers para a diversão das pobres crianças que estudaram o dia todo e precisavam descansar. Depois de um tempo, a presença feminina chegou… Reivindicando o espaço das mulheres, Malu, com seu codinome Maluca, chegou caindo de paraquedas. Mais tarde, Macaco acabou saindo do programa dando lugar a Pipoca, ou Ana Paula. Mais a frente no programa, o mimado Frederico, também entrou para a turma.

101 Dálmatas, Marsupilami, Os Super Patos, Sardinha e Filé, Doug, Ana Pimentinha, Alladin, Hércules, Timão e Pumba foram alguns dos desenhos transmitidos pelo programa em seus 5 anos de existência. Foram desenhos que marcaram a infância de muitos de nós. Cachorrinhos fugindo de Cruella DeVil; Marsupilami correndo pela mata; Doug e sua amizade com Costelinha; Anna Pimentinha e sua rebeldia, “Hakuna Matata”… são as lembranças mais fortes que veem a minha mente quando me lembro dos desenhos. Sem contar as inúmeras aparições de Mickey e Cia.

 

Quanto às histórias que aconteciam com as personagens do programa, é inegável que, muitas vezes, ficávamos loucos para que acabassem os desenhos para continuarmos a acompanhar suas aventuras e desventuras. Era como uma série teen, mas que não tinha muito drama e sabia conversar diretamente com o espectador, nós, as crianças. Eram histórias divertidas que tinham vilões, mocinhas, romances e problemas. Nada muito complexo para as cabeças infantis e pré-adolescentes, mas nada como ursinhos carinhosos. Eram olhos fixos na TV, o tempo todo.

 

Mas o que começou a enfraquecer o programa foram as repetições. Primeiro dos desenhos, depois dos episódios inteiros. Mas era o SBT, e como todos sabemos, ele adora reprisar. Assim foi indo, até que no final de 2003 o Disney Cruj, agora já com esse nome oficial, foi cancelado. Tristeza geral entre as crianças e também para as mães, que agora necessitavam de outra atividade para entreter seus filhos nas manhãs de sábado.

Foram cerca de 930 episódios do Disney Cruj. Confesso, eu era apaixonada pelo Caju e achava Chiclé uma coisa muito fofa.

Enquanto escrevo esse texto, fico lembrando-me de quando sentava no sofá, ou na cozinha, e ficava assistindo a esse programa. Ele era criativo, chamativo, interessante. Eu largava minhas bonecas, meus brinquedos e qualquer outra coisa que me distraísse e me focava naqueles garotinhos mascarados que estavam na frente da TV. E me perguntava se eles realmente achavam que eu não os reconhecia com suas mascaras que não disfarçavam em nada.

Hoje em dia não existem mais programas deste nível na TV brasileira e os que existem acabam sendo cortados, como foi o caso de “Cocoricó”. Disney Cruj era bom demais. Poderia adicionar a que fim levou cada um deles, mas prefiro continuar com a imagem deles pequenos, rebeldes e jovens.

Ainda está muito nostálgico? Que tal reassistir o primeiro episódio?

 

Wellyngton Vianna

Recifense, 23 anos, CEO fundador do CYBER SÉRIES.

“Escrever liberta, podemos criar, recriar e inovar. Podemos tornar públicas as nossas idéias”.