A Dama Negra Nocturna VII – Por você faria o sacrifício

A Dama Negra Nocturna VII – Por você faria o sacrifício

Canto gregoriano - Pater noster ( acapella )

Nocturna VII

Por você faria o sacrifício

Semana antes da virada do milênio…

Pater Noster, qui es in caelis, sanctificétur nomen Tuum, adveniat Regnum Tuum, fiat volúntas tua,sicut in caelo et in terra. Panem nostrum cotidiánum da nobis hódie, et dimitte nobis débita nostra, sicut et nos dimittímus debitóribus nostris; et ne nos indúcas in tentationem, sed libera nos a malo. Amen.

A jovem ordenada freira fazia suas orações naquela manhã. Apreensiva, pedia a Deus que o Arcebispo retornasse com uma boa notícia sobre seu pedido. Ela ainda não acreditava, aliás, duvidava plenamente do fato de padre Salvatore ter falecido. Sentia que não era real, dentro dela gritava que algo estava errado. Por fim, pediu autorização para ir a Nova Iorque, alegou visitar uma amiga de infância, o que era verdade, porém aproveitaria a estadia para descobrir sobre o assassinato.

Ao terminar suas preces, levantou e fez o sinal da cruz diante do altar, depois voltou silenciosa para a saída da pequena capela que tinha dentro do convento ao qual era usado pelos padres caçadores como sede e cárcere de vampiros. Sim, ela fazia parte daquele grupo seleto de homens e mulheres escolhidos para servir a Deus em prol de exterminar aquelas criaturas sanguinárias. As freiras não saíam em campo, no entanto eram encarregadas das pesquisas e coleta de informações para serem lançados nos arquivos dos caçadores. Era mais um trabalho administrativo e cabiam as freiras daquele convento preparar as cartas e enviar aos padres caçadores pelo mundo para lhe transmitirem as missões designadas.

Maria Imaculada era a freira que preparava as missões do grupo formado pelos Padres Miguel, João e Salvatore. Porém, a missão a qual vitimou os dois padres, e deixou seu amigo muito abalado, fora ordenada de forma estranha pelo arcebispo, já que ele mesmo assumiu a parte que lhe cabia. Estranhamente preferiu não procurar de imediato saber sobre a missão, deixando a critério do próprio Dom Emanuel a preparação daquela caçada.

Era uma sangue puro, de fato algo muito além do que os padres já haviam caçado, era um nível maior dado somente àqueles com décadas de experiência. Após saber da morte do padre Salvatore ficou muito desconfiada, a postura do arcebispo que, mesmo abalado, não falava sobre o assunto e fez todo o grupo se silenciar sobre o ocorrido. O ataque ao refúgio da Dama Negra fora encoberto e o assunto fora enterrado junto com o padre Salvatore. Ela não vira o corpo, o caixão fora velado lacrado com a alegação do estado de decomposição avançado já que fora encontrado na baía de Manhatan. Maria fazia aqueles questionamentos, porém não podia falar a ninguém e, mesmo que fosse verdade, que ele estivesse morto, preferiria tirar suas dúvidas indo até a cidade americana.

Logo que chegou em seu quarto, recebeu a visita da madre com o recado de que Dom Emanuel lhe aguardava. Estranhou a primeiro momento, já que não viu necessidade de ser recebida por ele para ter autorização para viajar.

Direcionou-se à sala do arcebispo dentro do convento, ao bater na porta ouviu a confirmação que podia entrar.

– Sua benção, Dom Emanuel. – Ela cumprimentou.

– Deus lhe abençoe, Irmã Maria – Sorridente como sempre ele a recebeu e apontou a cadeira a sua frente para que ela sentasse.

Ela se sentou um tanto tensa e esperou olhando-o atenta.

– Recebi seu pedido e claro que lhe autorizo a viajar. – Ele pegou algo de dentro da estante e levou à mesa. Era uma caixa de veludo cor vinho. – Chamei-a aqui para lhe pedir um favor. – Estendeu a caixa para ela. – Aproveitei que viajará à cidade americana para lhe pedir que leve essa caixa ao arcebispo da cidade de Nova Iorque, ele já foi informado que alguém irá lhe entregar essa encomenda.

Maria olhou a caixa e a pegou. Não abriu, somente olhou-a um momento e depois concordou.

– Claro, Dom Emanuel, eu levarei. -Sorriu gentil e contente por ter a permissão para aquela viagem.

– Eu fico muito grato por essa gentileza, pagar tributos e alfândega para mandar uma caixa é um tanto caro, porém, não posso deixar de aproveitar sua viagem para esse favor. – Levantou e foi até ela. – Não vou lhe tomar mais tempo, sei que tem que se preparar para viagem. Assim que estiver partindo mande a madre me informar que encaminharei uma mensagem ao arcebispo para lhe recepcionar. Desejo uma boa viagem, Irmã Maria.

– Obrigado Dom Emanuel, fico agradecida pela consideração. Devo ficar pouco tempo, somente uma breve visita, logo retorno para minha missão no convento. – Levantou e se despediu recebendo a benção dele para a viagem.

Ao sair da sala com aquela sacola levando a caixa, olhou-a por um momento e por fim deixou de lado já que ainda havia muitos questionamentos na mente. Pouco depois estava no táxi para o aeroporto, demorou bem mais do esperado para tomar o avião para a cidade americana, já que havia muitos visitantes em Roma e os vôos estavam partindo com atraso. Depois de quase três horas de espera seu avião levantava vôo para a primeira conexão, foi assim todo o percurso até finalmente pousar na noite seguinte no aeroporto JFK.

Olhava tudo um tanto nervosa, o local era agitado e havia muitas pessoas mesmo naquele horário. Procurou na saída do desembarque sua amiga de infância. Cloe, uma jovem de cabelos loiros, estava com um bebê no colo e uma menina ao lado e ela acenava sem parar para Maria.

– Cloe… – Sorridente foi arrastando a pequena e única mala que levara – Quanto tempo… – chegou perto da amiga e abraço-a com o bebê.

– Jessica, minha nossa, você é freira mesmo… – Riu surpresa. – Esse é Jonath e essa é Sophia, meus filhos. Vamos, eu vim de carro para lhe ajudar.

– Estou feliz em revê-la. Sim, me tornei freira, agora Irmã Maria Imaculada. – Seguiu a amiga sorriu para as crianças. Foram para o estacionamento, logo todos estavam no carro.

– A cidade está um caos, noite de ano novo, trânsito e turistas para todo lado. – Cloe olhava o sinal esperando abrir enquanto tagarelava. – Irmã Maria, chego até ficar sem jeito com isso. – Riu encantada com a amiga.

Ambas foram católicas fervorosas na infância e juraram se tornarem freiras quando fossem mais velhas, mas Cloe se apaixonou no secundário e resolveu abdicar daquele sonho, já Jessica, continuou e seguiu seus votos indo morar em Roma.

Algumas horas de trânsito pesado e chegaram na área residencial onde a amiga morava com os filhos e marido. Na residência, depois de se acomodarem, ficaram conversando sobre o tempo que ficaram longe e sobre como era a vida em Roma.

Josef, o esposo de Cloe, chegou com alguns amigos e foram apresentados a Irmã Maria, todos muito respeitosos ficavam sem jeito com a freira que, apesar de sua posição, era muito jovem e bela. Convidada a assistir a queima de fogos e a descida da bola na Time Squeare, Irmã Maria mesmo cansada aceitou, assim saíram novamente tomando o rumo ao local. As crianças estavam eufóricas pela contagem regressiva.

– Está gostando, irmã Maria? – Cloe perguntava perto dela falando um tanto mais alto devido ao barulho.

– Sim, muito animado. – Maria não queria dizer que aceitara ir mais para agradar, porém queria voltar e descansar. No momento seguinte que a jovem freira acabara de falar, ficou em estado de choque ao ver quem passava ao seu lado.

O rosto pálido e cabelos tão claros quanto a luz da lua, a vampira caminhou entre a multidão e parou alguns metros a sua frente. Lya estava olhando o alto assim como todos esperando a bola descer na contagem regressiva. Maria estremeceu, ela sabia que aquela vampira era responsável por tantas tragédias naquele último ano. Ficou observando de longe até que seu campo de visão fora bloqueado por um homem alto de preto, parecia ir falar com a vampira. Maria tentou ver quem era, mas a multidão se juntava mais e atrapalhava ver o que estava acontecendo. Distraída pela amiga, virou o rosto para respondê-la e ao voltar a face procurou a vampira. Havia a perdido de vista, virou o rosto para todos os lados procurando-a. Cloe estranhou o jeito de sua amiga freira e perguntou se tinha algum problema.

Maria negou, apenas dizendo que tinha pensando que vira alguém conhecido, falou por fim a Cloe que estava abafada com tanta gente e ambas se afastaram mais do tumulto.

Assim que ambas chegaram a um lugar mais aberto, Cloe com seu bebê no colo olhou a amiga preocupada. Maria avisou que estava melhor, naquele momento viu a silueta de Lya passar do outro lado da calçada, imediatamente a seguiu com os olhos e viu quem a arrastava pelo braço. Seus olhos arregalaram-se tamanho foi o susto e surpresa ao ver quem era.

– Padre Salvatore?! – Ela virou e andou para mais perto e viu ambos atravessarem a rua, ele ainda arrastava a vampira pelo braço. – Como? – Maria estava perplexa com a cena. Afinal, ele estava vivo, mas o que fazia com a vampira? Surpresa, voltou para Cloe que olhava a chamando sem entender o estado da amiga.

– Aconteceu algo? Você está pálida, minha nossa, irmã Maria, está sentindo-se mal? – Cloe olhou para a direção onde estava o marido com a filha e alguns amigos. – Fique aqui vou chamar Josef, vamos para casa. – Rapidamente ela foi até o homem.

Maria ainda olhava para o lugar onde a dupla havia sumido e caminhou até lá, mantendo uma distância segura escondeu-se perto de uma árvore ao ver ambos saindo de um beco. Era ele mesmo, o padre Salvatore, ele seguia a vampira e ambos desceram a rua interditada até a esquina onde passavam vários táxis. Maria seguiu até o final da rua e assim que viu ambos pegarem um táxi fez o mesmo. Apesar de estar nervosa, foi praticamente no automático esquecendo-se de sua amiga Cloe e família. Pediu ao taxista para seguir o táxi da frente. Pouco depois estavam diante de um hotel de luxo de frente ao Central Park.

Pediu ao motorista que aguardasse e ficou observando ambos entrarem. Esperou para ver se voltavam, porém não ocorreu. Desistiu e resolveu voltar para a casa de Cloe, era próximo da meia noite e o taxista já reclamava que queria passar com a família.

Quando chegou, encontrou a amiga e sua família muitos nervosos. Pediu perdão, não queria mentir, mas omitiu a informação dizendo que viu uma pessoa que havia desaparecido e acreditava ser a pessoa, porém perdeu de vista e resolveu voltar.

Passada a virada do milênio, em seu quarto, mil perguntas rondavam sua mente. Ele estava vivo, afinal por qual motivo não procurara o Vaticano? E por que estava com a vampira? Ele arrastava ela pelo braço, como poderia ter tamanha intimidade para aquilo? E o pior de todos os questionamentos, por que ele fingira morrer?

A jovem freira mal conseguiu pregar os olhos, e vencida pelo cansaço adormeceu quase ao amanhecer.

Noite seguinte a virada do milênio, 1 de janeiro de 2000…

O ex-padre havia levantado primeiro que ela, andara pelo quarto inquieto, olhava-a dormir tocando sua face enquanto sua mente relutava contra aquele sentimento, lutava para partir, sentira um arrepio na nuca quando a ouviu murmurar seu nome. Vendo que ela ainda dormia, tomara um banho e vestira-se, no entanto daquela vez não partira, sentara em uma poltrona no lado mais escuro do quarto e a esperara acordar.

Lya sentiu a noite chamar, seu corpo anunciava a hora do despertar, rolou-o para o lado e estendeu a mão, procurando por ele.

– Gianni? – Olhou por todo quarto e não o viu. – Gianni? – Voltou a chamá-lo e levantou enrolando-se no lençol, saiu da cama e sua face entristeceu. – Gianni… – Inspirou baixo olhando pela janela.

Gianni estava sentado na poltrona intrigado vendo-a levantar e chamar por ele chegando até a passar ao seu lado sem notá-lo, estranhou.

– Lya.

Lya deu um salto para trás assustada, olhou-o ali sentado e colocou a mão sobre os lábios, fora tão rápido que não o vira ali, estava com os olhos arregalados e caminhou tentando se recompor.

– Gianni, eu não… Você estava ai sentado? – Ela olhava-o desconfiada.

– Você não me viu aqui? – Olhou-a intrigado. – Estava o tempo todo aqui Lya, não me viu?

Ela, espantada com o que ele dissera, negou com a cabeça, andou para trás e sentou na beira da cama inclinando a cabeça de lado analisando a situação.

– Eu achei que tivesse ido embora, como daquela vez. – Farejou leve o ar e teve certeza que era ele e não uma ilusão de sua cabeça. – Gianni…

– Eu pensei em ir embora, mas ainda não respondeu meus questionamentos, afinal fui morto certo? Quero respostas. – Levantou e saiu das sombras parando na frente dela, o quarto estava sendo iluminado pela luz que vinha da rua através da janela, mostrando-o como se fosse uma sombra.

Lya olhava-o intrigada e confusa.

– Como… Fez isso?

– Fiz o que? – Ele percebeu a confusão, afinal ela não o vira ali sentado perto da cama.

– Gianni, como controla as sombras?

Ele fitou-a um tempo mudo e afastou-se indo até a cadeira e pegando seu casaco.

– Agradeça a você, além de ter me tornado um monstro igual a ti, me deu seus dons.

Ela ficou alarmada e negou com a cabeça ainda bestificada.

– Não é possível, não há como você controlar as sombras.

Ele vestiu o casaco negro e ajeitou as mangas.

– Por que não? – Olhou-a no canto dos olhos – Pode ser que Dio tenha tido piedade e agora posso usar a mesma arma que usa.

Ela soltou um breve sorriso nervoso e voltou a falar dessa vez mais firme e séria.

– Não há como isso acontecer, você não deveria ter controle de dons como eu, não é nascido vampiro, foi transformado. – Ela levantou e ainda enrolada no lençol chegou perto dele.

Ele olhou o nada por um momento e pensativo lembrou do arquivo de Lya que falava de seu histórico virou o rosto para ela questionando.

– E você, Lya, segundo o seu arquivo era humana e como conseguiu controlar as sombras?

Ela abriu os olhos espantada, ficou muda alguns segundos, afinal ele era curioso e sabia que dificilmente o enganaria.

– Eu… – Preocupada em o que lhe falar, andou até seu closet para pegar uma roupa e vestir.

Seguindo-a com os olhos soltou o ar chateado.

– Vejo que mais uma vez meus questionamentos ficaram sem resposta. – Andou até a porta para sair.

– Gianni? – Ela voltou rápido ao notar que iria sair, vestiu um vestido e parou na frente dele empurrando a porta e olhando-o com apreensão. – Partirá novamente?

– Eu avisei que iria assim que passasse a virada do milênio. – Tocou a maçaneta e olhou-a sério – Saia da frente.

– Gianni, eu posso ajudá-lo, com sua mudança e adaptação. – Ela tocou o peito dele e seus olhos brilharam solicitando que não partisse.

– Eu me viro bem, sobrevivi uma semana sem você, então vê que não há necessidade de ficar ao seu lado, afinal mentiu e mente o tempo todo para mim. – Rolou a maçaneta e puxou para abrir a porta.

– Você não me dá chance de explicar, fala tudo que bem entende e sai sem me ouvir. – Ela se afastou da porta.

Gianni esperou olhando-a um tempo.

– Eu poderia lhe falar tantas coisas, você me ouvia antes, aceitava minha presença ao seu lado, pense os motivos de nunca ter dito de nossos momentos na paróquia. – Ela apelava pelo que ele sentia.

Gianni ficava abalado toda vez que lembrava daquele período, irritou-se ainda mais com aquilo e abriu a porta saindo.

– Adeus, Lya.

A vampira ficou olhando-o partir. Trêmula, inspirou fundo e desabou no centro do quarto colocando as mãos nos olhos cobrindo-os tentando conter as lágrimas.

Gianni andou pelo corredor do andar que ficava a cobertura onde ela se hospedara, tomava o rumo do elevador quando esbarrou com uma garota de roupas negras.

– Desculpe-me, senhorita. – Desculpou-se sem olhá-la até que parou na porta do elevador.

– Lya cometeu um grave erro em lhe transformar, isso vai custar caro para ambos e sinceramente, desejo que você desapareça. – A garota olhava-o por cima dos ombros até chegar na porta da cobertura.

Gianni observava-a após falar aquelas palavras até que ela entrou no quarto fechando a porta. O ex-humano estranhou aquelas palavras e quando a porta do elevador se abriu entrou rapidamente.

Ao chegar no hall de entrada do hotel, caminhou rápido entre os hóspedes até sair a rua, olhou a sua volta e passou a mão na cabeça e tentando controlar os instintos. Sua sede de sangue voltara, mas não iria voltar para Lya, se controlava ao máximo para não sucumbir a ela novamente. Andou pela calçada, rapidamente lembrando da cena anterior onde ela não o via no quarto.

“Ela não me viu ali, afinal de contas como isso é possível? Um recém transformado não consegue evitar o chamado do vampiro que o transformou, porém eu consigo evitar, me esforçando ao máximo. Além disso, os dons dela, eu os tenho e consigo controlar. Tantos questionamentos… Ela omite informações, irei descobrir com ou sem sua ajuda.”

Ele estava tão distraído naqueles pensamentos que não notou que era seguido, foi uma brisa contrária lhe tocar a face que o aroma familiar lhe despertou daqueles pensamentos.

– Padre Salvatore.

Gianni parou repentinamente ouvindo aquela voz suave chamá-lo. Virou o rosto e ficou estático olhando-a.

Maria estava ali de pé, olhava-o com olhos lacrimejantes e ao mesmo tempo assustada por vê-lo e constatar que realmente era o ex-padre. No entanto, a jovem freira em seu traje negro com casaco pesado para se proteger do frio, tocou os lábios se dando conta do que via.

Dio, está vivo… – caminhou lento até ele, de repente parou, seus olhos se arregalaram.

Gianni olhava-a com os olhos sofridos e engoliu seco quando ela olhou-o receosa, sabia que o reconheceria, caminhou devagar olhando para os lados para que a jovem freira não chamasse atenção.

– Irmã Maria… Eu… – estendeu a mão para segura-la.

Ela se afastou uns passos e negou com a cabeça ainda sem conseguir pronunciar uma palavra, amedrontada andou mais de costas, até que se virou e apertou o passo.

– Preciso fugir… O táxi… – Mal viu ele se aproximar e antes que pudesse esboçar qualquer reação foi agarrada por ele e levada para um canto das ruas paralelas perto do hotel. – Dio mio, por favor, não me machuque. – Ela fechou os olhos quando ele a soltou e mentalmente orava pedindo por sua vida.

– Irmã Maria, por Dio, nunca te machucaria. – Ele estava próximo a ela e olhava-a com sofrimento. – Eu… Perdoe-me… – Os olhos vermelhos e a sede apertando lhe dava desespero. – Aconteceram tantas coisas, por favor, não temas, ainda sou eu.

Maria tremia, abriu os olhos temerosa e confusa, afinal era por isso que ele estava com a vampira, ele era um deles.

– P-padre… Eu… estou com medo…- Ela balbuciava trêmula a ele.

– Não tema, não lhe machucarei.- Olhou para a saída do beco e se afastou dela. – Se vier comigo contarei tudo. – Estendeu a mão a ela. – Por favor, estou precisando de ajuda e por Dio, encontro você, por favor…

Ela engoliu seco, olhou-o desconfiada, mas estava curiosa e mesmo que tentasse fugir era certo que ele a alcançaria antes de chegar ao final do beco. Ela olhou em volta e baixou a cabeça concordando segurando a mão dele.

Gianni sorriu e a levou para fora dali e andaram para o outro lado da avenida onde pegaram um táxi que o levou de volta ao apartamento de Willian e Greg, que ficava em Greenwich Village . Ao entrar, notou que estavam sós, ambos os vampiros não estavam e ele pediu que ela se sentasse.

– Irmã Maria, entendo que esteja assustada, aconteceram tantas coisas que não sei por onde começar…- Passou a mão nos cabelos ansioso e sentou na poltrona de frente a ela, que estava sentada no sofá encolhida e amedrontada. Olhou-a notando seu medo e isso lhe doeu fundo. – Não lhe farei mal. – Levantou irritado consigo, quando viu no espelho que seus olhos estavam vermelhos, era a sede que apertava e a presença dela ali começava a piorar. – Idiota. – Tocou a têmpora tremulo. – Foi uma ideia ruim lhe trazer para cá.

Maria olhava em volta pelo canto dos olhos e conforme Gianni falava e andava pelo lugar, procurava uma rota de fuga. Pensativa, ela buscava forças para ser corajosa, já que ele poderia atacá-la a qualquer momento. Decidiu por fim, falar com ele.

– Padre… Digo, Sr. Salvatore, eu posso ouvir o que tem a contar… – Finalmente conseguiu falar uma frase inteira sem gaguejar.

Ele olhou-a e notou que ela espantou-se com seus olhos vermelhos.

– Perdoe-me, meus olhos, sei que está com medo. – procurou pelo apartamento por óculos escuros e achou em uma gaveta na estante, colocou e prendeu a respiração. – Eu tive o pior dos destinos, não posso voltar mais atrás, acabou para mim… – Arrastou uma das cadeiras da mesa de jantar que ficava ao lado oposto da sala e sentou longe dela. – Ela me fez isso, agora sou amaldiçoado como ela.

– Sinto muito… – falou murmurando, tocada pelas palavras sofridas de seu amigo. – Então, foi dado como morto por esse motivo?

Ele negou com a cabeça, foi aos poucos contando tudo que lhe aconteceu desde que chegou em Nova Iorque, conforme relatava a freira olhava-o alarmada e por muitas das vezes compadecida pela situação que estava enfrentando. Gianni ainda estava sedento e o seu auto controle era o que ajudava aguentar, pior era ter que se alimentar daquela forma, isso para ele era degradante.

– Eu nem posso fazer ideia do que está sentindo, afinal estou tão chocada com tudo que falou que mal consigo acreditar. – Ela já estava mais calma e olhava-o triste. – Sinto tanto por ti, eu sai de Roma por acreditar que estava vivo de alguma forma, não vimos seu corpo, foi enterrado caixão fechado. Não deram muitas explicações e segundo Dom Emanuel o caso estava nas mãos da polícia. – Ela esfregava as mãos, ansiosa. – Eu achei tudo muito estranho, o senhor era um do clero de caçadores, a prioridade sempre foi cuidar dos nossos em qualquer circunstâncias e simplesmente arquivaram tudo e deixaram de lado. – Estava apreensiva. – Talvez, porque sabem que foi transformado, certo?

Gianni ouvi-la dizer que haviam esquecido dele, aquilo era ruim. Ele estava sozinho, não poderia contar com Roma, contar com os caçadores e com Dom Emanuel. O que realmente estava acontecendo? Era tudo misterioso e sem explicações, que o deixavam ainda mais angustiado.

– Irmã Maria, não sabem que fui transformado, Lya me manteve por um mês trancado até que fugi e, desde então, venho tentando descobrir os motivos que armaram minha morte.

– Padre… mas…

– Não me chame assim… por favor, o padre não existe mais, Salvatore ou se preferir Gianni… – Ele interrompeu.

– Gianni… – Ela preferiu o primeiro nome para lhe dar um voto de confiança. – E a vampira não lhe deu explicações?

Ele olhou-a gostando de ser chamado pelo nome, ao menos alguém além de Lya a qual ele gostava o chamando assim lhe dava mais conforto.

– Ela, a maledeta, não fala e quando fala são palavras soltas sem confirmar ou negar nada. – Engoliu seco. – Está sempre negando os seus erros, isso me enlouquece, Irmã Maria, eu me deixei envolver por ela, acreditando em tudo e achando que ela era diferente. -Sua face ficou sombria – Sou um idiota, estou sofrendo as consequências de ser ingênuo em acreditar nela. – Abaixou a cabeça colocando as duas mãos agarrando os próprios cabelos em desespero. – Ela domina a minha mente, quando percebo, cedo a ela, não resisto ao que sinto por ela, a maldita me tem nas mãos e odeio cada dia mais ser esse monstro.

Maria levantou e foi até ele receosa. Ainda trêmula levantou a mão para tocá-lo, até que afagou sua cabeça. Gianni sentiu-a se aproximar, em sua mente não podia permitir, mas seu coração pedia aquele acalanto e se deixou tocar por ela.

Dio… Ele se compadece das criaturas e só “Ele” sabe o quanto foi dedicado a sua obra, em levar a palavra aos mais necessitados. Quem sou eu para negar a ti uma palavra de Dio? – Ela olhava-o com piedade. – Eu não sei o que posso fazer, Gianni, mas estou ao seu lado, meu amigo.

Ele ouvia trêmulo e tentava se controlar. Porém, a sede apertava e novamente vencido, passou o braço na cintura dela e levantou empurrando-a para o canto da sala.

Maria gritou assustada, mas sua voz foi abafada pela mão dele cobrindo a sua boca, seus olhos vermelhos e sua expressão sedenta era vista pela freira, que amedrontada começou a chorar.

– Por favor…- Ela murmurava com a boca tapada pela mão dele. – Gianni…

Gianni não ouvia nada, o cheiro dela o atiçava e seus instintos de predador gritavam juntamente com sua sede. Rapidamente puxou o casaco dela pela gola e afastou com força chegando a rasgar uma parte da mesma. Com a outra mão ele puxou o capuz do hábito que ela vestia e expôs o pescoço. Os seus olhos brilharam vendo a pele alva da jovem freira, onde as veias saltavam pulsantes que denunciavam o sangue quente correndo frenético pela adrenalina e medo da jovem que chorava compulsivamente.

– Por favor… Não… – Com os lábios livres ela começou a pedir a ele para não fazer, não mordê-la. – Por favor Gianni, tu és mais forte… Por favor, por Dio não… – Chorosa murmurava perto do ouvido dele.

Um rosnar brotou do peito dele e não conseguia tirar os olhos do pescoço de Maria, aproximou os lábios e passou na pele sorvendo o aroma. Com as presas expostas, avançou para morder até ouvir a voz dela cantarolando uma oração.

Pater Noster, qui es in caelis, sanctificétur nomen Tuum, adveniat Regnum Tuum, fiat volúntas tua,sicut in caelo et in terra. – Com olhos cheios de lágrimas e perdidos olhando o nada ela continuava a entoar aquela oração. – Panem nostrum cotidiánum da nobis hódie, et dimitte nobis débita nostra, sicut et nos dimittímus debitóribus nostris; et ne nos indúcas in tentationem, sed libera nos a malo. Amen.– Engoliu seco e fechou os olhos esperando o ataque dele, porém conforme ele a soltava, correu para longe dele ajeitando suas vestes. Olhava-o apavorada parando de trás do sofá.

Gianni estava imóvel sua face ainda transformada com presas e olhos vermelhos esmorecia diante daquela oração, estava insano, ele sabia que essa maldita sede o faria cada dia mais e mais virar um monstro, temendo essa possibilidade virou a face a ela.

– Fique longe de mim… – Ordenou – Vá embora e esqueça-me… – Uma sombra saiu debaixo de seus pés e foi até a porta abrindo-a para jovem freira partir.

Maria seguia aquela sombra com os olhos saltados até ver a porta aberta, correu até ela e parou dando uma última olhada para Gianni, a porta bateu fechando em seguida.

Gianni engoliu seco e passou o ante braço nos lábios ainda sedentos.

– Ei, cheguei… – Greg entrou e franziu a testa. – Gianni, cara, quem é essa freira? Trazendo lanchinho para casa, hen? – riu divertido

Gianni virou o rosto para a porta e Maria ainda estava de pé dentro do apartamento.

– Falei para ir embora. – Ordenou exaltado.

– Não. – Ela enfrentou negando. – Você precisa de ajuda e posso ajudar de alguma forma, não vou deixá-lo sozinho. – Apesar de temerosa ficou firme em sua decisão.

Greg ficava olhando um e depois o outro confuso.

– Irmã Maria, ainda há pouco quase te ataquei e por que quer ficar? Enlouqueceu? Vai embora.

– Não… Vou ficar, vou te ajudar… – Negou novamente. – E, além do mais, conseguiu parar antes de me morder, quer dizer que po… de…

– Foi sorte… Eu não consigo parar, foi por sorte que parei, mas e da próxima vez? E se eu não conseguir parar, vai querer mesmo ser atacada? – Ele olhava-a furioso. – VÁ EMBORA .

Greg andou boquiaberto até o sofá e sentou, olhava ambos discutirem abrindo o balde de coxinhas fritas comendo uma, olhando tudo ainda sem entender.

– Não grita comigo… – Ela ralhou. – Vou ficar e bom, podemos fazer assim, antes de perder a cabeça posso dar meu sangue.

– O que?!! – Gianni colocou as mãos na cabeça e começou a gesticular falando em italiano. – Enlouqueceu?!

– Na verdade … – Greg ensaiou falar algo, mas os olhos furiosos de Gianni o calaram. – Ok… Eu hein, nervosinho…- Deu de ombros e continuou a comer assistindo a discussão.

– Volte para Roma, eu vou dar meu jeito. – Ofegava tentando se acalmar. – Por favor, Irmã Maria, volte e esqueça tudo, você não precisa passar por…- se calou alarmado ao ver ela fazer um talho no braço com a unha e o sangue rubro surgir em gotículas na pele.

Greg ficou atento a ela e os olhos ficaram vermelhos, imediatamente lambeu os lábios e levantou. Gianni avançou e se colocou de frente a ele protegendo-a.

– Toque nela e te mato. – Estreitou os olhos ameaçando.

– Suavão, Gianni… – Levantou os braços em sinal de paz. – É melhor dá um jeito na freira, ficar pingando sangue em um refúgio com vampiros não é uma boa…- Riu andando de costas e sentando novamente no sofá pegou mais uma coxinha de frango frito e comeu olhando-os no canto dos olhos.

Gianni procurou algo para tapar o sangue que saia do ferimento dela e achou uma caixa de primeiros socorros na estante, tirou a atadura e olho-a.

– Vê… Consegue se controlar, não me atacou. – Ela dizia enquanto ele envolvia com a gaze o ferimento depois de limpar com soro.

– O que está querendo provar, Irmã Maria? Arriscando ser morta por dois vampiros, acha mesmo que isso me convence? – Soltou o braço dela e afastou-se.

– Quero saber da verdade tanto quanto você, Gianni. Padres João, Miguel e você eram da equipe que eu apoiava. – Olhou-se. – E agora, dois estão mortos e um transformado… Preciso fazer algo e posso te ajudar.

– Aceita. – Greg se meteu novamente. – Ela pode ser sua serva de sangue, aliás, ao que vi, esta se oferecendo de bom grado. – riu divertido.

– Não pedi a sua opinião, já disse para não se meter. – Olhou-o no canto dos olhos para o tatuado o repreendendo e depois voltou para ela. – É perigoso, melhor não.

– Perigoso ou não, isso sou eu que decido e pense bem, pode tomar meu sangue, sou nova e saudável o que beber recupero logo. Além do mais, e se atacar um inocente quando estiver com sede? – Ela argumentava.

Greg concordava mesmo não falando nada.

– É loucura… Não imaginava que fosse tão teimosa. – Inspirou baixo e andou pela sala pensando. – Ainda assim, tenho medo de que algo lhe aconteça.

Ela sorriu e andou até ele.

– Irá me proteger, Gianni. Veja, você não perdeu a sua bondade, sua mente ainda esta firme apesar de tudo, e sua fé lhe faz não perder a cabeça. – Falava suave ao lado dele. – Vamos descobrir tudo e vou te ajudar.

Greg riu baixinho.

– O cara nem tem dois meses de vampiro e já conseguiu uma serva de sangue tsc… tsc… tsc…

Gianni olhou-a vendo que não adiantaria muito falar, rolou os olhos e voltou a sentar na cadeira afastado deles.

– Não vou mordê-la. – Bufou.

– Podemos ver outra forma. – Ela sorriu vitoriosa.

– Ei, freira, psiu..- Greg chamou-a. – Olha, tem como, assim, liberar um “tiquinho”, assim, um “tapinha” aí no seu sangue, vez ou… aiii…- Greg olha Gianni que usava as sombras para lhe bater na cabeça. – Ô cara egoísta, é só um pouco. E depois diz que foi padre.- resmungou levantando. -Vocês da Igreja não tinham que ser mais benevolentes, não? – Saiu puto da sala, voltou e pegou o balde de frango frito. – Ah sim, esqueci, estamos ferrados, eu e você. – Apontou para Gianni.

– O que? – Olhou-o confuso.

– O Regente quer falar conosco, sobre a confusão na delegacia… – Falou indo para seu quarto. – Boa noite, “noviça rebelde”

Ela olhou-o confusa.

– Longa história… – Gianni bufou.

Naquela noite compraram aparatos para transfusão de sangue. Irmã Maria era formada em enfermagem e sabia usar os materiais necessários para aquilo. Pouco depois Willian chegou e foi apresentado à mulher, e acabaram contando a ele tudo o que ocorreu em Roma.

– Louco isso, interessante também… Isso vai de encontro com o que andei descobrindo lá na sede do Regente, ao que parece tudo foi organizado pelo enviados de Roma em relação a sua morte. Há um vampiro no Brouklin que foi comprado para encobrir tudo. – Willian olhava ambos – Eles vão querer falar com ambos, Greg dessa vez exagerou e deu trabalho acalmar os ânimos, principalmente dos lobisomens, porém creio eu que conseguiram. – Fez uma pequena pausa. – Terá que ir ao Regente e ele vai querer saber de tudo que aconteceu e quem é você. – Willian tinha um ar preocupado. – Vai falar da Lya?

Gianni ficou calado pensando no que Willian falara, eles sabiam que Lya escondia sua natureza de sangue puro e que possivelmente o Regente não iria gostar de saber que ela fazia tal coisa. A cada minuto que Gianni vivia naquele mundo, mais descobria que tudo era muito mais que uma simples batalha de caçadores contra vampiros. Era algo grande e terrível, não sabia ao certo o que fazer para sobreviver a tal mundo.

– Eu não sei, Sr. Botan, não faço ideia do que fazer…

– Quer uma sugestão? – Levantou da poltrona e bateu no ombro dele. – Procure Lya, tente se entender com ela e resolvam isso. Sozinho você não durara muito e, meu caro colega, infelizmente eu ainda não quero morrer e, se for o caso, não poderei fazer muito por ti. – Afastou-se e olhou a freira. – Pensem nisso, melhor ter um sangue puro do lado do que contra você.

Gianni o viu sair e se recolher em seu quarto, era quase dia e olhou para Maria.

– Melhor ir para onde está hospedada, já vai amanhecer.

– Eu vou, mas à noite volto e vamos descobrir uma maneira de resolver tudo.

Ele andou até a porta e após se despedirem trancou-a, ficando um tempo ali de pé pensando em tudo e em Lya.

Continua…

Sleeping Sun - NightWish

Curiosidades de Nova Iorque

Cenário de A Dama Negra

Greenwich Village

Residência de Willian, Greg e Gianni

Greenwich Village em Nova York, também é conhecido como “West Village” e carinhosamente chamado de “The Village”, está localizado em Manhattan. Essa área de atmosfera intimista e europeia, com prédios relativamente baixos, é o cenário perfeito para uma caminhada em uma tarde de domingo. Há muitos pátios e jardins e, devido à falta de edifícios altos, você vai pegar mais sol aqui do que em qualquer outro lugar em Nova York. Quando se trata de Greenwich Village, tédio não existe. Esta parte da cidade sempre foi um importante santuário da contracultura nos Estados Unidos. Nos anos 30 e 40, um monte de artistas e cantores folk se estabeleceram lá, na década de 50 era conhecido por seus experimentos com drogas, e na década de 60 atraiu um monte de músicos. Eles tinham grande influência uns sobre os outros, o que resultou em novos gêneros musicais e artistas como Bob Dylan e Neil Diamond. Dylan menciona The Village em algumas de suas canções. Dentro deste ambiente livre, rapidamente surgiu um movimento gay. Na verdade, a primeira Parada Gay do mundo ocorreu aqui, em 1970. É possível esbarrar em alguns prédios conhecidos em Greenwich Village. Lembra da série “Sex and the City”? A personagem principal do show, Carrie Bradshaw, supostamente morava em 66 Perry Street. Você era mais fã de “Friends”? Não se desaponte, mas o café Central Perk, onde os seis amigos mais famosos do mundo costumavam se encontrar, nunca existiu. Entretanto, o café The Little Owl serve como consolo: situado embaixo do edifício onde os seis supostamente moravam.

Staten Island

Residência de Lya e seus servos ( Rodney e Michael)

Staten Island é um dos cinco distritos de Nova York. Muitos nativos americanos viviam em Staten Island milhares de anos atrás, muito antes de os europeus chegarem. O primeiro visitante ocidental era um italiano e mais tarde, em 1609, o inglês Henry Hudson foicontratado pelos holandeses e enviado para explorar a ilha. O nome da ilha vem do holandês “Staten Generaal” (o nome coletivo para a primeira e segunda câmaras do parlamento holandês), como uma homenagem a esta instituição. Demorou um pouco para a colonização entrar em andamento, houveram várias lutas com os nativos. No final, uma “Aldeia Velha” foi fundada e, desde então, a população cresceu lentamente até atingir 500.000 pessoas. É um dos maiores distritos, mas tem, de longe, o menor número de habitantes. Isto significa que há muitas árvores. Esta é uma das grandes qualidades desta área. 

Aeroporto Internacional John F. Kennedy

O Aeroporto Internacional John F. Kennedy é um aeroporto internacional, localizado no subúrbio do Queens e que serve principalmente à Cidade de Nova Iorque, sendo o quinto aeroporto mais movimentado dos Estados Unidos e o primeiro em movimento de voos internacionais no país. O aeroporto fica na seção sudeste do bairro de Queens, a norte da Jamaica Bay. Ele fica a 25 km da cidade pela estrada de Midtown Manhattan. É um dos aeroportos mais movimentados do país, especialmente a nível de voos internacionais, e foi inaugurado a 1 de Julho de 1948, na altura com o nome de Aeroporto de Idlewild. Em 1963, o aeroporto foi rebaptizado como Aeroporto John F. Kennedy, em homenagem ao presidente dos Estados Unidos da América que fora recentemente assassinado em Dallas. A partir de 1977, o JFK passou a acolher os voos do Concorde, o que aconteceu até 2003. Era o aeroporto que mais operações recebia do Concorde, até este avião supersónico ser retirado de circulação. A 19 de Março de 2007, o JFK foi o primeiro aeroporto dos Estados Unidos da América a receber o novo Airbus A380 com passageiros a bordo.

Hotel Central Park

Hotel onde Lya e seu grupo estão hospedados para virada do milênio.

A menos de 1,6 km do Central Park e da Avenida Times Square, este hotel moderno, em Manhattan, apresenta quartos totalmente renovados e com comodidades como TV de tela plana. Você pode desfrutar de alimentos e bebidas no local, disponíveis no Central Market e no Park Lounge. O Park Central Hotel fica a uma curta caminhada das atrações mais famosas de Nova York, tais como o Rockefeller Center (complexo de edifícios) e o bairro de teatros da Broadway. O Carnegie Hall (arena de eventos) fica em frente à propriedade, assim como uma estação de metrô com conexões para o resto da cidade.

Biblioteca Pública de Nova Iorque

Local onde Lya encontra com Solomon Strack

A New York Public Library (NYPL) (em português: Biblioteca Pública de Nova Iorque) é uma biblioteca pública localizada em Manhattan, Nova York, Estados Unidos da América. É uma das principais bibliotecas do mundo e está entre as mais significantes dos Estados Unidos da America. O que há de incomum nela é que é composta por um vasto sistema de circulação pública combinado com um vasto sistema de não-empréstimo. É simultaneamente uma das maiores bibliotecas públicas dos Estados Unidos da America e uma das maiores redes de pesquisa em bibliotecas no mundo. É gerenciada pelo poder privado, através de uma corporação não-lucrativa com uma missão pública, operando com financiamento público e privado. O historiador David McCullough descreveu a Biblioteca Pública de Nova Iorque como uma das cinco mais importantes dos Estados Unidos da America, as outras sendo a Biblioteca do Congresso, a Biblioteca Pública de Boston (Boston Public Library) e as bibliotecas das Universidade de Harvard e de Yale.

Central Parck

Território dos Lobsomens.

Central Park, em Nova York, é um dos parques urbanos mais visitados do mundo, somando cerca de 30 milhões de turistas ao ano. Com mais de 840 acres de extensão, o local se tornou um dos pontos turísticos preferidos da cidade, e pode ser visto em centenas de produções de Hollywood, o que contribuiu para torná-lo amplamente conhecido em todas as partes do planeta. Considerado um verdadeiro oásis natural no meio da cidade de Nova York, o Central Park tem dezenas de atrativos que vão desde a homenagem a John Lennon até os gramados onde moradores e turistas de Nova York tomam sol no verão. Desde o início do século XIX, já se falava sobre a importância de criar um parque urbano que pudesse trazer um pouco de natureza e tranquilidade para Nova York, que nesse período já crescia de forma rápida, com centenas de prédios e novas construções sendo erguidas anualmente. Por essa razão, em 1857, foi realizado um concurso, cujo objetivo era escolher o melhor projeto para a criação de um grande parque, localizado no coração da ilha de Manhattan. O projeto escolhido foi o dos arquitetos Frederick Law Olmsted e Calvert Vaux, que se tornaram então os responsáveis pelo design e pela expansão da imensa área verde que atualmente conhecemos como o Central Park. Aberto ao público no inverno de 1858, o parque ainda continuou sendo expandido e melhorado durante os anos seguintes, até chegar ao tamanho atual, em 1873. A grande popularidade do local cresceu de forma surpreendente a partir dos anos de 1960, período no qual o parque passou a sediar festivais e eventos culturais, como apresentações da Orquestra Filarmônica de Nova York, atraindo assim um número cada vez maior de pessoas e se estabelecendo como um dos grandes símbolos da cidade.

Isa Miranda

Amo escrever, por isso sou aquilo que escrevo, são as palavras que me dão poder e nelas me torno única. 

 

  • Leonardo Augusto

    Ameiiii!!!!

    • Isa Miranda

      Que Bom Amigo <3

  • Andrea Bertoldo

    Cada vez melhor, Isa!^^ Muito bom!

    • Isa Miranda

      Show Dea valeu <3

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