Não mais Amar: Capítulo 4 – Flerte

Não mais Amar: Capítulo 4 – Flerte

Capítulo escrito por Wellyngton Vianna

Classíficação indicativa: 

Após o susto, respirei fundo e tomei um gole da limonada. Pisquei os olhos algumas vezes tentando comprovar meu delírio, mas não, não era coisa da minha imaginação. Ele estava ali, na minha frente, era lindo, o admirei por muito tempo sem conseguir responder suas insistentes perguntas, até que ele decidiu tocar minha minha mão por cima da mesa.

– Está tudo bem? Perguntou ele encabulado com meu silêncio.

– Sim, desculpe! Me desculpe, eu …, Olha, quem é você? Questionei desajeitada.

– Está perguntando meu nome, ou quem sou?

– Bom, se puder responder as duas coisas…

– Você é aquela garota que estava na casa das dona Neuza Albuquerque , não é? Questionou ele, sorrindo.

– Sim, estou morando lá, minha mãe é cozinheira da casa. Você não me respondeu. Insisti.

– Desculpa, estou tentando te conquistar. Disse ele me olhando nos olhos.

– Tentando me conquistar? Perguntei, surpresa.

– Tentando te conquistar, despertando sua curiosidade. Garanto que está curiosa … sorriu ele, egocêntrico.

Resolvi levantar da mesa, que cara ridículo, ele estava se achando demais, não merecia dialogar comigo. Mas logo ele segurou meu braço levemente e se desculpou.

– Não vá, me desculpe. Só quis descontrair.

– Não me deve satisfações.

Apressei os passos até o balcão onde paguei a limonada que consumi. Segundos depois ele se aproximou de mim novamente.

– Meu nome é Ricardo. Eu moro na área rural, não sou muito conhecido na cidade. Naquele dia em que nos vimos na casa da dona Neuza, eu… Precisava falar com ela.

– Falar o que? Perguntei encabulada.

– Estou precisando trabalhar.

Acho que ele estava mentindo. O que uma foto dele fazia pendurada na porta da geladeira? Acho que dona Neuza e ele se conheciam muito bem, mais do que podia imaginar. Não tive coragem de se quer citar a tal foto, não o conhecia o bastante pra isso, além do mais, não tinha o direito que questionar sua vida.

– Ah, é complicado mesmo, te desejo sorte então. Bom, ficar legal te ver novamente Ricardo, agora, acho que vou indo, a festa está linda, mas, estou um pouco cansada. Me despedi.

– Mas a festa ainda não começou, fica! Posso te mostrar como ainda pode ser mais divertida.

– Não, prefiro ir, não conheço muita coisa por aqui.

– Mas veio pra divertir-se, ueeee!

Ele pegou uma de minhas mãos e me arrastou pra multidão que dançava ao som da música agitada cantada no palco.

– Eu não sei dançar.

– Eu também não! Mas tento, vamos tentar junto.

Dançamos, ou melhor, tentamos. Foi divertido e estranho ao mesmo tempo, eu estava na companhia de alguém até então desconhecido. Ricardo era um homem bonito, mas minha personalidade gritava algo adverso nele, não me sentia tão a vontade assim, precisa conhece lo melhor. Apesar de tudo, o flerte foi inevitável, realmente me senti atraída por ele. Mais umas horas de dança e passeios pelas alas do evento, nos despedimos. Pude perceber que sentiria sua falta a partir dali.

Ao chegar em casa, minha mãe já estava dormindo. Procurei não encomodar, me dirigi a cozinha, tomei um como de leite e ao chegar no banheiro, tomei o banho quente que precisava, em frente ao espelho, tive rápidas lembranças da noite divertida que tive na festa de aniversário da cidade. Ricardo não me saia da cabeça. Estava encantada por ele, seu jeito misterioso realmente me despertou curiosidade, como ele mesmo havia me dito. Meu deslumbro logo foi interrompido ao ver na lixeira do banheiro, um lenço de papel com uma assustadora mancha vermelha, me aproximei e constatei, era sangue. Fiquei intrigada, quem sujou aquele lenço com sangue? Fui verificar como minha mãe estava, e me desesperei ao ver um rolo do mesmo lenço na cômoda ao lado da cama da minha mãe.

CONTINUA…

Wellyngton Vianna

Recifense, 23 anos, CEO fundador do CYBER SÉRIES.

“Escrever liberta, podemos criar, recriar e inovar. Podemos tornar públicas as nossas idéias”.

  • Geraldo Medeiros Jr.

    Achei esse Ricardo um tanto enigmático. Estranho…