Insensato destino: Capítulo 3

Insensato destino: Capítulo 3

 

Capítulo escrito por: Reryson Silva

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Fortaleza-CE

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Raissa não parava de pensar em Philip, nem mesmo sabia o seu nome. Expulsou o rapaz logo depois do acontecido.

Philip: Cuidado moça! Você vai cair, eu lhe ajudo.

Philip escala a sacada da janela para ajudar Raissa. E os dois caem de volta ao quarto de Raissa.

Raissa: Obrigada, mas eu não precisava de ajuda. Intrometido.

Philip: Só queria ajudar mal agradecida.

Raissa: Mas eu não precisava.

Ela olhou fundo em seus olhos, e ele também. Ele a beija carinhosamente.

Raissa: Com que direito você fez isso?

Philip não respondeu e a beijou-a novamente. Mas o beijo não dura muito tempo e ele acaba levando uma tapa dela.

Raissa: Suma da minha frente!

Philip ia embora descendo a sacada da janela. Raissa ria ao lembrar-se daquela cena.  “Qual será o nome dele?” se perguntava quando recebe uma mensagem da sua gangue.

Raissa: Apareça hoje às 21h00, na praça da imprensa vamos pichar os muros da cidade.

Raissa lia o comunicado de sua gangue. Sabia se não comparecesse apareceria morta. Ela se arrumava e sua mãe entrava em seu quarto.

Claudia: Minha filha você esta indo aonde?

Raissa: Não interessa mãe.

E vai descendo as escadas e sua mãe vai acompanhando.

Claudia: Volta aqui Raissa.

Raissa mais uma vez saia de casa sem da ouvidos a sua mãe. Ela ia caminhando, Mas não estava satisfeita, parecia que algo novo tinha tomado conta dela.

****

Rio de Janeiro\ Família Faria

Jéssica já estava em casa cuidando de sua filhinha. “Você vai ter um futuro de ouro, será tudo o que a mamãe no pode ser e terá tudo do bom e do melhor.” Dizia ela para a pequena Maryane.

Jéssica: Ricardo amanha vamos visitar clara? Quero que essa pequena cresça com Sylvia.

Ricardo: Vamos sim. Agora me deixa segurar o meu amorzinho no colo.

****

Ângela e Stella chegam ao “esconderijo secreto”, Ângela ficava encantada com o local. Elas acendem a luz do porão e põem a vela sobre a mesa.

Stella: Nada como uma boa limpeza.

Ângela: Realmente.

Stella: Perfeito para você e o Daniel se encontrarem!

Ângela: É sim dá…

Ângela é interrompida pelo um apagão no porão. Movida pelo medo, desespero e pela angustia Ângela tentava encontra o interrupto. Stella ficava gritando de apavorada.

Ângela: Stella cadê você? Estar muito escuro aqui e eu não consigo encontrar esse interruptor.

Stella: Estou no mesmo lugar!

Ângela: Vou tentar abrir a porta.

Ângela tentava abrir a porta, mas não obteve resultados.

Ângela: (a apavorada) A porta não abre Stella trancaram a gente aqui. Stella…

Ângela sentia um cheiro ruim… Era a fumaça do fogo. A vela que elas tinha botado sobre a mesa e tinha caindo na cortina perto da mesa, fazendo um grande incêndio. Ela estava ficando sonolenta, com falta de ar. Stella já estava caída no chão.

Ângela: Stella…

Ela vai ficando tonta. De repente algo estranho acontece…

****

Raissa chega à Praça da Imprensa onde membros de sua gangue a esperava

Ribamar: Demorou hein?

Raissa: Foi mal, mais vamos pichar aonde?

Douglas: No muro da TV Imprensa.

Raissa: Vocês estão malucos? Se a policia pega a gente, nós estamos em cana.

****

Ângela está acordando do desmaio com uma caixa de fósforos na mão, que supostamente botaram ou era dela. Ela tossia muito por conta da fumaça do incêndio.

Ângela: (tossindo) Stella! Amiga cadê você?

Ângela fica andando procurando Stella, até que ela escuta um gemido.

Ângela: Stella amiga, vamos sair daqui!

Stella aponta com a mão para trás de Ângela, que não percebe o que à atrás dela.

Stella: Você é uma assassina! Você me matou!

Essas palavras foram o suficiente para Ângela cair no planto de choro. Em seguida Stella desmaia. E Ângela sai engatinhando para longe do corpo e acaba batendo a cabeça em algo.

****

Raissa e seus amigos da gangue pichava o muro da TV. Até que o carro da polícia passava por ali.

Raissa: Policia, vamos corre!

Todos corriam desesperados tentando fugir da polícia. Raissa corria muito, e ao virar a esquina se esbarra com Philip.

****

O porão estava a chamas. Todos estavam desesperados, Socorro estava muito aflita. Os bombeiros já aviam chegados. Eles apagam o fogo. Um bombeiro arromba a porta do porão e tira Ângela de lá delirando e chamando por Stella.”Amiga eu não tive culpa não fui eu.” Dizia ela sendo carregada pelo bombeiro que a levou para o jardim onde todos aguardavam pelo resgate.

Diretora Socorro: Ângela querida como vocês estar? Responda querida.

Ângela não reagia… Tinha indagado muita fumaça. Foi só ouvir a voz preocupada de Daniel que ela volta a reagir normalmente saindo daquele delírio.

Daniel: Está bem meu amor!

Ângela: Aí minha cabeça doí… (gritando) Stella! Cadê Stella?

Diretora Socorro: Stella? Stella estava com você Ângela?

Ângela: Ela ainda está lá diretora. Eu vou salvar a minha amiga! (Chorando) Stella!

Ela chorava muito e gritava ao mesmo tempo. Queria com todas as forças salvar a sua amiga. Todos a olhavam. Cleiton estava pasmo com aquela situação e chega acalentar a amiga.

Cleiton: Calma amiga, os bombeiros estão lá o incêndio já está controlado.

Ângela: Calma nada Cleiton! É a nossa Stella que está lá. Eu vou lá.

Ângela, que estava sendo segurada por Daniel, consegue se soltar. Ela corre em direção o porão, mas se depara com uns dos bombeiros saindo de lá com um reste de roupa.

Bombeiro: Encontramos isso! E a garota… Não sobreviveu.

Ângela caiu implanto de choro.

Ângela: A Stella não, Não Daniel. (Gritando) Não!

Diretora Socorro: E o corpo?

Bombeiro: Estar carbonizado e difícil de reconhecer. Por isso recomendo que não queiram ver o corpo.

Ângela: Foi tudo a minha culpa. Ai minha cabeça dói.

Diretora Socorro: Do que você lembra Ângela?

Ângela: Lembro-me dela ter me chamado de assassina. Mas não fui eu dona Socorro, não fui eu.

Todos se assustam com afirmação de Ângela, inclusive Germana.

Germana: Ângela, o que disse?

Diretora Socorro: Nada, todos para os seus dormitórios. Senhores bombeiros muito obrigada pela ajuda.

Bombeiro: Nossos pêsames pela a tragédia.

Todos iam. Ângela ia para a sala da diretora, espera-la, enquanto ela se resolvia com o IML. Diretora Socorro chega a sua sala.

Diretora Socorro: O que aconteceu? Eu quero saber detalhadamente.

Ângela tentava se lembrar do que tinha acontecido, mesmo com sua cabeça doendo muito, ela contava o que tinha acontecido.

Ângela: Stella queria me mostra aquele porão, que ela tinha apelidado de esconderijo secreto…

Diretora Socorro: Continue.

Ângela: Nós estamos com…

Ângela se lembrava da cena detalhadamente:

Stella: Nada como uma boa limpeza.

Ângela: Realmente.

Stella: Perfeito para você e o Daniel se encontrarem!

Ângela: É sim dá…

Ângela é interrompida pelo um apagão no porão. Movida pelo medo, desespero e pela angustia Ângela tentava encontra o interrupto. Stella ficava gritando de apavorada.

Ângela: Stella cadê você? Estar muito escuro aqui e eu não consigo encontrar esse interruptor.

Stella: Estou no mesmo lugar!

Ângela: Vou tentar abrir a porta.

Ângela tentava abrir a porta, mas não obteve resultados.

Ângela: (apavorada) A porta não abre Stella trancaram a gente aqui. Stella…

Ângela sentia um cheiro ruim… Era a fumaça do fogo. A vela que elas tinha botado sobre a mesa e tinha caindo na cortina perto da mesa, fazendo um grande incêndio. Ela estava ficando sonolenta, com falta de ar. Stella já estava caída no chão.

Ângela: Stella…

Ângela terminava de contar o que tinha acontecido. Mas não se lembrava de que tinha esquecido algo.

Ângela: E foi isso.

Diretora: Só isso? Mas ela não disse que você a matou.

Ângela: Eu não consigo lembra o que aconteceu. Só sei que as velas caíram, como disse. E voltei à consciência minutos ou horas depois, não sei ao certo. E fui chamando por ela… Até que achei, ela caída no chão. E ela disse essas palavras: “Você é uma assassina! Você me matou!” só isso que eu lembro, por que logo em seguida a paguei.

Diretora Socorro: Isso é grave Ângela, você pode ser presa. Pode ir.

Ângela sai vai para seu quarto e já escuta um deboche.

Germana: Gente é perigoso para nós dormimos ao lado de uma assassina.

Ângela: Cala essa boca Germana, respeita a minha dor o meu luto.

Germana: Mas é isso que você é uma assassina!

Andréa: Assassina!

Ângela: Quem garante que foi eu mesma?

Andréa: E que não garante? Você mesma disse que a Stella lhe chamou de assassina.

Nicolle: Você é a fruta podre desse orfanato.

Germana: Amanhã tudo isso estará em todos os jornais. “Garota órfã, é assassina de amiga em incêndio”. Ou melhor, “Órfã põe fogo em orfanato, matando a amiga.” Qual gostaram meninas?

Nicolle: O primeiro!

Andréa: O segundo!

Ângela: Calem a boca!

Ângela ia dormir querendo esquecer tudo aquilo. O dia amanhece trazendo notícia que não gradaria Ângela, mas Germana ficaria muito feliz. Ângela estava com Daniel e Cleiton quando a notícia chega.

Ângela: Eu queria estar no enterro da Stella. Não acredito, primeiro meus. Agora a Stella que era como uma irmã para mim. Que vida.

Daniel: Fica calma.

Cleiton: É amiga.

Chega a diretora trazendo com ela uma notícia nada agradável.

Diretor Socorro: Ângela, sua hora aqui acabou.

Ângela: Como assim?

Diretora: Encontramos alguém que queira adotá-la.

Ângela: Não, por favor, não. Fala pra ela Cleiton pede a ela…

Diretora Socorro: É isso ou, Menores Infratores. Ficou comprovado que você tem problemas.

Ângela abaixou a cabeça como se tivesse aceitado o que o destino a propos. Ela foi arrumar as malas. Despedia-se de todas as outras garotas, com exceção Germana, Nicolle e Andréa. Chegando a vez de seu grande amigo.

Ângela: (chorando) Nunca se esqueça de mim ouviu bem? Nos ainda trabalharemos muito junto.

Cleiton: Pode deixar amiga sentirei saudades.

Ela se aproximou de Daniel e o beijou, beijou como se fosse último beijo. Talvez realmente fosse.

Ângela: Eu te amarei para sempre!

Daniel: Idem!

“Idem” foi a palavra usada pelo Daniel para definir o seu amor. Talvez ele tenha visto em algum filme e achado bonito, mas ele não disse que a amava.

Diretora: Ângela esse é Carlos o seu pai adotivo!

Ângela o olhava. E Carlos a olhou dos pés à cabeça, ele era um homem solteiro tinha cerca de trinta anos.

Carlos: Vamos queridinha.

E lá se ia Ângela, olhando para trás acenando para todos. Talvez sua história acabasse bem agora… Mas só talvez. Ângela chega a sua nova casa.

Carlos: Sinta-se à vontade!

Já estava noite, Ângela estava meio em cabulada, e muito cansada. O dia para ela tinha sido longo e a noite seria pior ainda. Ela janta e vai para o seu quarto, troca de roupa e deitasse em sua cama, que de início ela estranhava. Até que algo de estranho acontece… Ângela acorda gritando.

Ângela: Socorro!

Carlos aparece do nada para ajudá-la.

Carlos: O que houve meu anjo?

Ângela: Sai de perto de mim. Não encoste, em mim senão eu faço o escândalo.

Ângela sai correndo para o banheiro e Carlos bravamente corre atrás dela também. Mas acaba batendo a cara na porta. Ela liga o chuveiro, senta-se e começa a chora.

Ângela: Porque comigo? Eu não mereço tal crueldade. Porque meu DEUS?

Perguntava-se ela. Que queria que tudo aquilo passasse.

18 anos depois…

Fim do 3° Capítulo