Garota de Ipanema – Capítulo 19

Garota de Ipanema – Capítulo 19

 

NOVELA DE: EDUARDO MORETTI

(CONTINUAÇÃO DO CAPÍTULO ANTERIOR)

 

PEDRO (Incrédulo) – Mas que brincadeira de mau gosto é essa? Você arma esse espetáculo todo aqui no nosso quarto, com direito a suspense e champanhe pra me dizer que a Helô voltou? (Indaga se levantando e começa a bater palmas) – Meus parabéns Beatriz! Você conseguiu se superar agora…

BEATRIZ – Ah você não esta acreditando em mim… Pois eu também não acreditei quando a vi na minha frente hoje, plantada na nossa sala, quando eu cheguei. Eu quase tive uma síncope. Agora se você não acredita, pergunte pra Celina e a Maroca, elas também viram a Helô…

Pedro que ia até o banheiro, parou no meio do caminho e ficou estático por alguns segundos… Depois se voltou sério até Beatriz e a encarou…

PEDRO – O que ela veio fazer aqui, depois de anos sem dar notícias? Onde é que ela esta agora? (Beatriz sorria cinicamente na cara dele e nada respondia) – Fala! (Gritou por fim, a sacudindo).

 

CORTA DIRETO PARA SALA:

Paloma e Liah ainda conversavam na sala, quando Liah se lembrou de dar a notícia para a irmã…

 

LIAH (Eufórica) – Ah eu me esqueci de te contar Paloma… Você não acredita quem esteve aqui hoje, na nossa casa!

PALOMA (Curiosa) – Nossa deve ter sido alguém muito importante, pra te deixar tão agitada assim minha irmã… Quem foi que esteve aqui?

LIAH (Sorrindo) – E foi mesmo alguém muito importante, uma celebridade eu diria… A nossa tia Helô, a Garota de Ipanema!

PALOMA – O que? Você esta falando sério? Tem certeza que era ela mesma?

LIAH – Claro que sim, se foi à mamãe quem nos apresentou… Eu cheguei até tirar uma foto com ela, deixa eu te mostrar… (Disse pegando o celular e procurando) – Não é possível, estava aqui… Sumiu. Ah não ser que a mamãe apagou… Eu não acredito que ela fez isso. (Comenta chateada).

PALOMA – Pois eu acredito. A mamãe sempre demonstrou não gostar muito da irmã, tai a prova. Mas pegar o seu celular e apagar a foto, ela não tinha esse direito… Eu vou falar com ela depois.

LIAH – Não deixa pra lá. Eu mesma falo.

Paloma se surpreendeu com a atitude da irmã e resolveu deixar que a própria Liah falasse com a mãe…

 

CORTA DIRETO PARA SUÍTE MASTER:

 

BEATRIZ (Tom) – Quer fazer o favor de me soltar, que você esta me machucando! E eu lá sei em que buraco ela esta se escondendo… Só sei que ela esta de volta ao Rio, agora o que ela veio fazer aqui depois de tantos anos, é o que eu estou louca pra saber e vou descobrir, custe o que custar!

PEDRO – E você armou tudo isso aqui só pra me dar essa notícia? O que você esta querendo com todo esse teatro, e fazendo o papel de atriz principal?

BEATRIZ – Não lhe parece óbvio, meu caro? Eu fiz questão de te esperar pra dar essa notícia e fazermos um brinde, para selarmos de uma vez por todas a paz entre nós dois, e principalmente pra saber de você, o que pretende fazer com essa bomba, agora que a sua amada voltou?

PEDRO – Você só pode estar de brincadeira comigo né? Mas se você quer jogar limpo, vamos lá… Eu não tenho esperanças de voltar com a Helô, muito menos acho que ela tenha voltado por minha causa. Eu refiz a minha vida, e ela com certeza deve ter refeito a dela…

BEATRIZ – Ah, mas isso com certeza… Ele me disse que esta casada e já tem um filho de dezoito anos. (Fala sorrindo).

Pedro que não esperava por isso ficou triste, mas logo disfarçou…

PEDRO – Bom depois de tantos anos, é claro que ela esta casada, construiu uma família. É mais do que natural isso… Como eu estava dizendo, eu não tenho esperanças de voltar com ela, mas eu quero sim vê-la novamente e obter algumas respostas, tirar algumas dúvidas que eu tenho e que nunca foram esclarecidas… Você contou pra ela da gente?

BEATRIZ – Não. Eu achei melhor contarmos juntos numa outra oportunidade.

PEDRO – E como ela esta? Onde ela esta ficando?

BEATRIZ – Como sempre, com a diferença de estar vinte e três anos mais velha é claro. (Conclui sorrindo) – Agora onde ela esta, eu não faço a mínima idéia, ela não disse. Mas ficou de voltar qualquer dia desses…

PEDRO – Quando isso acontecer, eu quero ser informado viu… Vai ser uma situação chata, mas que teremos de enfrentar os três juntos.

BEATRIZ – Sim claro. Eu só espero Pedro, que você não faça nenhuma besteira… O passado deve continuar no passado. Agora você tem mulher e filhas, enfim uma família que precisa de você e que te ama muito. Pense nisso ta bom? Bom agora, eu vou me arrumar e deitar. Tenha uma boa noite querido! (Disse tentando parecer fria, mas no fundo ela estava com muito ódio da irmã ter voltado e de ver como Pedro ficara bastante balançado).

 

{Começa a tocar: A Vida Quis Assim – Oswaldo Montenegro}

 

Pedro ficou pensativo e logo em seguida depois de se vestir, ele desceu e foi até o escritório, e deixou-se viajar no passado… Há mais de vinte anos atrás… Enquanto Beatriz já deitada chorava em silêncio…

 

CORTA PARA:

CENA 3. EXTERNA |DIA |CLIPE DE IMAGENS DO RIO.

 

{Começa a tocar: O Barquinho – Paula Toller}

 

Cam – Mostra imagens do Rio… Céu, prédios, trânsito, calçadão, praia, mar, Leblon.

 

CORTA DIRETO PARA: FACHADA DE UM PRÉDIO – LEBLON.

Flávia e Helô tomam café da manhã, conversa já iniciada…

 

FLÁVIA – Que bom que deu tudo certo né amiga? Eu fico muito feliz por você… Agora só ficou faltando o seu pai. Você acha que com ele será mais difícil, o seu reencontro? (Indaga enquanto toma um gole de café).

HELÔ – Acho e estou muito insegura em relação a isso… A última vez que nos vimos, ele me disse que eu tinha morrido pra ele e que não queria me ver nunca mais…

FLÁVIA – Ah mais sei lá, a gente diz tanta coisa e depois se arrepende né? E depois já se passaram tantos anos Helô. Eu acho bem capaz do seu pai ter esquecido tudo e te receber de braços abertos… Eu vou ficar na torcida por vocês. (Diz sorrindo e cruzando os dedos).

HELÔ (Sorri) – Deus te ouça amiga… E muito obrigada por todo apoio que você tem me dado viu. (Diz pegando na mão de Flávia e fazendo um carinho).

FLÁVIA (Terna) – Imagina Helô, você sabe que pode sempre contar comigo né? E me diz uma coisa, e o teimoso do meu afilhado, ainda anda muito rebelde?

HELÔ – Demais, o Bruno mudou muito de um ano pra cá. E o pior é que eu me sinto culpada sabe… Essa minha história com o Daniel, o fato da gente não estar se dando bem já algum tempo e agora a separação, enfim… O Bruno viveu tudo desde o começo, as brigas, todo sofrimento, e ele ama aquele pai, e sempre sofreu muito por causa do Daniel, e conseqüentemente me culpa por tudo.

FLÁVIA – mas também não é assim Helô, o Bruno já não é mais criança e precisa entender que o amor acaba, que casais se desentendem e se separam. O que ele quer afinal, que vocês continuem casados, infelizes e brigando?

HELÔ – Eu sei, mas de certa forma eu não tiro a razão dele amiga. Deve ser difícil pra ele ver o pai e mãe se separando, a família sendo desfeita… E eu me sinto um pouco culpada sim, eu deixei essa situação toda ir longe demais, eu nunca devia ter me casado com o Daniel. Mas ele estava lá tão solicito, atencioso e carinhoso o tempo todo, e eu carente e precisando de amor me deixei levar… Acabei me casando, fiquei grávida do Bruno e acreditei que era possível esquecer o Pedro e seguir em frente… Mas a grande verdade é que eu nunca o esqueci e até o Bruno sabe disso, o Daniel sempre me jogava isso na cara durante as nossas discussões… Enfim, ele foi tão cruel comigo, me disse cada coisa, que me feriu sabe. Doeu muito ouvir tudo aquilo do meu próprio filho. Até o fato de ele estar se drogando, ele me acusou de ser a culpada… (Diz tentando segurar o choro).

FLÁVIA (Tom) – Ah isso não amiga. Eu não concordo com isso, imagina… Todos nós temos escolhas, o livre arbítrio e se ele escolheu seguir por esse caminho errado, o único culpado nisso tudo é ele mesmo. É que ele esta revoltado, magoado e quer te ferir. Até parece, então agora todos os problemas que a gente tiver, vamos sair por ai fazendo besteira? Ele pode ter entrado nessa por mil razões, mas a culpada não é você. Por favor, não entra nessa de ficar se culpando não. Eu vou ter uma conversa com o Bruno assim que possível, a mim ele escuta…

HELÔ – Obrigada mais uma vez… Por falar nisso, eu preciso ligar pro Daniel e ver como eles estão lá.

FLÁVIA – Fica a vontade, eu vou tirar a mesa e depois iremos pra clínica. Pra você ver a sua sala e já fechar negócio. Vida nova amiga, é pra frente que se anda mulher… (Diz animada).

 

Helô ri com a animação da amiga e em seguida pega o telefone e liga para Daniel…

 

CORTA PARA:

CENA 4. INTERNA |DIA |COBERTURA DE ANSELMO – COZINHA.

Maroca esta na cozinha preparando o café e Elias chega…

 

ELIAS – Hum que cheirinho bom! Cheguei na hora certa mais uma vez… (Diz puxando uma cadeira e se sentando. Depois pega a faca e corta uma fatia de bolo).

MAROCA – Como dizia meu pai, que Deus o tenha… O seu cavalo marcha bem, isso sim. Elias seu miserável! Eu não estou acreditando que você partiu o meu bolo de fubá, seu filho de uma… Mãe! É para o café da manhã dos patrões e não pra você seu enxerido… Como é que eu vou levar esse bolo já partido pra mesa agora? Me fala seu folgado! (Diz dando um tapa no braço dele).

ELIAS – Ai Maroca! Também não precisa me bater né? Quem vê pensa que eles vão sentir falta de um pedacinho, periga desse bolo voltar inteiro. Sabe como é rico pra comer, todos enjoados e estão sempre de regime.

MAROCA – Não o seu Anselmo. Ele adora esse bolo. Deixasse pra comer depois que eu tirasse a mesa, não sabe esperar traste? Ta achando que aqui é bagunça? Aqui não é bagunça não! Agora acaba logo de tomar o seu café e vai tirar o carro, que assim que eu terminar de servir o café pra eles, a gente vai ao mercado fazer umas compras.

Nesse momento Pedro entra pela porta dos fundos e Elias se levanta…

PEDRO – Bom dia! Pode ficar sossegado e continuar comendo Elias… Maroca, a Celina já acordou? Eu preciso falar com ela urgente.

 

CORTA PARA:

CENA 5. INTERNA |DIA |CASA DE TEODORA – SALA.

 

TEODORA – Bom dia filho! (Diz dando um beijo em Rodrigo que entra na sala).

RODRIGO – Bom dia mãe! Você viu a minha pasta do trabalho, eu não me lembro aonde eu deixei…

TEODORA – Ta aqui, você deixou em cima do sofá. (Diz entregando pra ele) – Como você esta meu filho? Toda essa situação com a Débora, eu notei que te deixou bem pra baixo…

RODRIGO – Ah eu estou cansado né mãe… A Débora ultimamente ultrapassou todos os limites. Ela conseguiu até acabar com o amor que eu sentia por ela. Eu não a amo mais já tem algum tempo, e essa do acidente foi à pá de cal que faltava pra esse amor morrer de vez.

Nesse momento Débora que vinha descendo escutou tudo e parou na escada, tentando segurar o seu ímpeto de entrar na sala e tirar satisfações com o noivo sobre aquela confissão. Ela mordeu os lábios de nervoso e segurou o choro. Em seguida ela voltou para o quarto e se trancou lá…

TEODORA – Bom então eu acho que não resta dúvidas do que você tem que fazer né? Terminar logo com esse noivado, antes que vocês saiam mais machucados dessa história.

RODRIGO – Claro. É o que eu vou fazer assim que ela se recuperar do acidente… Colocar um ponto final nessa história toda. Bom agora deixa eu ir, que eu quero chegar mais cedo no escritório e adiantar uns projetos…

TEODORA – Espera filho, você não vai tomar nem café?

RODRIGO – Eu tomo no escritório mãe, não se preocupe. Eles deixam sempre uma mesa preparada lá com café, leite, suco, pão, bolo, queijo enfim… Ah e eu não devo almoçar em casa ta? Avisa a Débora. Beijo…

TEODORA – E eu que avise a fera? Dai-me paciência senhor!

 

CORTA DIRETO PARA: COBERTURA DE ANSELMO – SALA.

 

PEDRO – Mas então é verdade mesmo? A Helô voltou! (Disse sorrindo, todo bobo) – Por um momento, eu achei que pudesse ser uma brincadeira da Beatriz.

CELINA – É verdade sim, a minha menina voltou… E ela se tornou uma linda mulher. Mas e a Beatriz, contou toda a verdade pra ela?

PEDRO – Não. Ela disse que nós dois temos que fazer isso juntos. Pra mim, ela esta com medo da reação da Helô.

CELINA– O que é compreensível né? A amizade que elas sempre tiveram, pode ser que a Helô encare tudo isso como uma traição por parte da Beatriz.

PEDRO – Não só dela né, mas minha também… De uma forma ou de outra não tem jeito, acho que todos nós sairemos feridos dessa história. E onde a Helô esta ficando Celina? Ela deixou algum telefone?

CELINA – Deixou sim Pedro. Mas já adianto que eu não vou lhe passar, pelos menos até que essa história se resolva, e que ela mesma queira te dar o número dela, o que eu acho pouco provável… Nós temos uma bomba nas mãos prestes a estourar, e nós teremos que lidar com isso agora meu querido.

 

CORTA PARA:

 

CENA 6. INTERNA |DIA |CLINÍCA DE MÉDICOS ASSOCIADOS – LEBLON.

Flávia e Helô estavam vendo a sala em que Helô montaria o seu consultório e ela estava animada…

 

FLÁVIA – E então o que achou do espaço?

HELÔ (Empolgada) – Eu simplesmente amei Flávia! Grande, arejado, já estou até imaginando a decoração. É incrível, eu to apaixonada com o espaço… Nem em Americana no hospital em que eu trabalhava, a minha sala tinha esse espaço todo.

FLÁVIA – Eu sabia que você ia amar… Quando eu vi essa sala vaga, eu pensei logo em você amiga… Então eu posso dizer para o Doutor Carlos, que você vai ficar com a sala?

HELÔ (Decidida) – Com certeza! Pode mandar ele preparar o contrato que eu vou assinar. Agora é que eu não deixo esse Rio de Janeiro nunca mais! (Diz rindo).

FLÁVIA (Ri) – Amém!

 

CORTA PARA:

 

CENA 7. INTERNA |DIA |COBERTURA DE BEATRIZ – SUÍTE MASTER.

Beatriz estava acordando e ainda se espreguiçava na cama, quando ao abrir os olhos deu de cara com Liah a observando…

 

BEATRIZ – Ai que susto garota! Você quer cometer matricídio é? O que você quer no meu quarto tão cedo?

LIAH – Te perguntar cadê a minha foto que eu tirei ontem com a minha tia Helô? Ela não esta mais no meu celular, foi apagada.

BEATRIZ – Ai garota, então é sobre isso que você veio falar? Foi eu quem apagou a foto, satisfeita? Ficou puxando o saco da sua tia o tempo todo, colocando ela num pedestal, como se ela fosse a coisa mais perfeita do mundo. Não gostei! Achei um desaforo, perto de mim que sou sua mãe? Tenha dó Liah… É a mim quem você deve idolatrar e não ela. (Fala se levantando e indo até o banheiro).

LIAH – Você não tem esse direito de xeretar o meu celular e sair apagando as coisas. É meu, é pessoal e isso é crime sabia?

BEATRIZ – Não quando sou eu quem paga a conta… Acabou agora? Quem você pensa que é pra falar comigo nesse tom, sua fedelha. Se ainda fosse a Paloma, eu ficava até satisfeita sabia? Ela sim é forte, diz o que pensa, puxou a mim. Mas você querida? (Diz gargalhando) – Você não mete medo nem em criança… É ridículo você querer me enfrentar. Até porque você sabe quem sai perdendo né? Cresça, apareça, emagreça, ai depois sim, você vem falar comigo de igual pra igual… Desse jeito, com essa aparência e cara de derrotada, você não é nada. Agora sai do meu quarto, que eu preciso me arrumar… Agora! (Grita).

Liah se assusta e sai rapidinho do quarto da mãe, que mais uma vez a humilha. Beatriz continua se olhando no espelho e ri meneando a cabeça…

 

CORTA PARA:

CENA 8. EXTERNA |DIA |PORTARIA DO EDIFÍCIO BELA VISTA.

 

PALOMA (Ao celular) – Ficamos assim então Betina, depois da faculdade eu passo daí e almoçamos juntas. Agora deixa eu ir, que eu ainda tenho que pegar um táxi e estou atrasada… O meu carro foi pra sucata, já estava na hora né? (Ri) – Beijo, tchau.

Paloma sai do edifício e fica na beira da calçada, esperando que algum táxi passe… Há poucos metros dela na mesma calçada esta Rodrigo também tentando pegar um táxi, já que seu carro pifou no meio do caminho. Eles dão sinal, mas o táxi não para… Eles se olham e sorriem um para o outro.

RODRIGO (Off) – Que droga! Já vi que vou chegar atrasado ao escritório de novo… É sempre assim quando se precisa de um táxi, não passa um ou quando passa já esta com passageiro…

PALOMA (Off) – Ai minha nossa senhora dos aflitos, mandai um táxi pra eu poder chegar a tempo de ver a palestra na faculdade hoje, por favor! (Diz olhando para o céu).

Paloma e Rodrigo se distraíram por alguns segundos olhando para os seus relógios de pulso, quando de repente um táxi parou bem no meio deles, e ambos correram para pegá-lo… (Cam – lenta, silêncio total). Os dois colocaram a mão na porta do carro juntos e sentiram o toque um do outro, depois olharam sérios e disseram ao mesmo tempo:

OS DOIS – Esse táxi é meu!

 

{Começa a tocar: O Segundo Sol – Cássia Eller}

 

Eles se encaram com um brilho no olhar, e ambos sentem algo especial e inexplicável…

 

(Cam – Close no rosto de Rodrigo, depois em Paloma).

 

 

FIM DO CAPÍTULO.

(A imagem congela. Depois se transforma em um cartão postal, jogado sobre Ipanema).

{O capítulo se encerra com a música: O Segundo Sol – Cássia Eller}.

 

O Segundo Sol - Cássia Eller (Tema de Paloma)

Eduardo Moretti
Um cara do bem, romântico, sonhador, apaixonado pela vida e que ama o que faz... "Escrever para mim, é deixar de ser criatura para ser criador."