Garota de Ipanema – Capítulo 12

Garota de Ipanema – Capítulo 12

 

NOVELA DE: EDUARDO MORETTI

CENA 1. EXTERNA – INTERNA |DIA |CLIPE DE IMAGENS – RIO DE JANEIRO |GOUVEIA ARQUITETURA & ASSOCIADOS – SALA DE PEDRO.

 

{Começa a tocar: Azul Da Cor Do Mar – Ivete Sangalo}

 

Cam mostra alguns ciclistas na ciclovia, pessoas fazendo exercícios na areia, enquanto outras mergulham no mar e surfistas pegam suas ondas. – Depois corta direto para o prédio da Gouveia Arquitetura & Associados, para a sala de Pedro, onde ele recebe o rapaz para a entrevista.

 

PEDRO – Boa tarde! Pode se sentar e ficar a vontade. Seu nome é?

 

RODRIGO – Rodrigo. Rodrigo Pamplona.

 

PEDRO – Muito prazer Rodrigo. Eu sou Pedro Gouveia. O dono do escritório. (Diz apertando a mão do rapaz) – Eu estive analisando o seu currículo e confesso que fiquei bastante impressionado. Formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, o primeiro da turma, e ainda por cima fez estágio com o Mestre Doutor Eurico Viana, grande doutor Eurico… Ele também foi meu professor há anos atrás. Além do grande profissional da área, ele é também um grande ser humano.

 

RODRIGO – Sem dúvidas. Tudo o que eu sou hoje, e o profissional que me tornei, eu devo a ele.

 

PEDRO – E você se formou tem quanto tempo?

 

RODRIGO – Tem seis meses já… E terminei o estágio com o Doutor Eurico há duas semanas.

 

PEDRO – Ótimo! Muito bom. O seu currículo somado a indicação do Eurico são indispensáveis meu jovem. Por mim, você esta contratado e será um prazer ter você no nosso time. (Diz sorrindo e se levantando) – Vem comigo Rodrigo, que eu irei te mostrar as nossas dependências e já aproveitamos pra falar de salário. Me acompanhe, por favor.

 

Rodrigo sorriu satisfeito para o novo patrão e juntos foram andando e conversando. (Off).

 

CORTA PARA:

 

CENA 2. INTERNA |NOITE |FACHADA DO EDIFÍCO BELA VISTA| COBERTURA DE BEATRIZ – SALA.

 

{Começa a tocar: Combustível – Ana Carolina}

 

Beatriz finalmente desce para receber os seus convidados para o jantar. Ela esta linda e deslumbrante como sempre, em seu longo vestido preto de alças, com um decote favorável ao seu colo e seios, sapato de salto alto preto com detalhes em brilhantes, e seus cabelos curtos muito bem penteados, além da maquiagem leve e realçando os seus lindos olhos e um batom vermelho discreto… E como não poderia faltar, o seu perfume importado francês, de fragrância delicada e única, que era sua marca exclusiva. Quando ela desceu deslumbrante, Anselmo seu pai, Celina e Paloma sua filha, já a esperavam, juntamente com as suas convidadas Betina e Leila. Ela correu os olhos pela ampla e bem decorada sala e não viu Pedro, que com toda certeza se atrasaria de novo como sempre fazia…

 

BEATRIZ (Sorridente) – Boa noite a todos. Desculpa a demora…

 

ANSELMO – E que demora né? Eu já estava indo embora minha filha. Nem no dia do seu casamento você demorou tanto assim…

 

BEATRIZ – Ai papai… No dia do meu casamento, eu tinha pressa. Hoje em dia, eu tenho todo o tempo do mundo. (Fala sorrindo) – Depois toda mulher que se preze, em especial as anfitriãs, nunca devem estar presente antes de todos os convidados chegarem, muito pelo contrário… Devemos chegar por último e de preferência fazendo uma entrada triunfal. Concorda comigo Leila? Como vai querida? Você também esta maravilhosa. (Fala simpática ao cumprimentar a amiga com dois beijos no rosto).

 

LEILA – Obrigada… Claro, eu concordo com toda certeza. Mas pra mim não dá, eu sou tímida e detesto chegar num lugar sendo o centro das atenções, com todo mundo me olhando, me medindo de cima a baixo… Prefiro mil vezes ser a primeira a chegar e receber olhares e elogios, em doses homeopáticas, de um por um. (Conclui rindo).

 

Todos riem.

 

CELINA (Sorri) – Você esta linda Beatriz. E muito elegante também.

 

BEATRIZ – Obrigada Celina. Você também esta muito bem… (Comenta medindo ela de cima a baixo e sorri cínica).

 

PALOMA (Impaciente) – Mãe será que nós podemos jantar logo… Eu e a Betina ainda vamos sair depois, pegar um cineminha…

 

BEATRIZ – Mas que pressa Paloma! Hoje em dia tem sessão até da meia-noite. Não da pra esperar um pouco? O seu pai ainda não chegou…

 

PALOMA (Tom Irônico) – E você nunca cansa de esperar por ele não é mesmo?

 

Todos se entreolham com o clima tenso que fica no ar…

 

BEATRIZ – Não mesmo e sabe por quê? Porque eu amo o seu pai, e no dia que você encontrar um amor de verdade, se você tiver essa sorte é claro. Você vai entender que um casamento nem sempre é um mar de rosas, assim como a vida. Todos tem seus problemas e diferenças para resolver, e nem por isso abandonamos o barco, pulamos fora ou não esperamos… Casamento requer paciência, atenção e cuidados o tempo todo. E quando você crescer e vier a entender do que eu estou falando, nós conversamos melhor… (Fala encarando a filha) – Agora se você quiser, pode ir para o seu cineminha… Diferente de mim, você não precisa esperar por nada e nem por ninguém.

 

PALOMA – Pois é isso mesmo que eu vou fazer… Vamos Betina? (Diz se levantando) – Depois do cinema, nós podemos jantar naquele restaurante japonês maravilhoso que tem no shopping… Por que você não espera pela Liah também? Ela deve estar esquecida dentro daquele quarto e como sempre, esperando que um dia, a mãe dela perceba que ela existe, além das aparências.

 

Betina se despede da mãe e se levanta. Enquanto os outros ficam sem saber o que falar.

 

BEATRIZ – Eu não obrigo ninguém a ficar dentro do quarto, assim como também não passo a mão na cabeça… A Liah não é mais criança e faz o que bem quiser da vida dela… O problema dela é psíquico, e não comigo. Agora você deveria ter pelo menos consideração com a Leila e ficar… Afinal nós iremos conversar sobre a marca Garota de Ipanema e a nova coleção. E de certa forma, isso é do seu interesse também, sendo uma das nossas principais modelos.

 

PALOMA – Não é do meu interesse… Pra falar a verdade nunca foi. Você que me colocou nessa história desde o começo, assinando os meus desenhos e me obrigando a desfilar para marca. Mas quer saber dona Beatriz Bittencourt, chega! Acabou… Eu não desenho mais pra você, muito menos desfilo pra sua marca. Dane-se a Garota de Ipanema, eu to fora. E ainda que ela tivesse dando lucro e em alta no mercado, mesmo assim eu estaria fora. Pessoal me desculpa qualquer coisa, e boa noite a todos.

 

Paloma pega sua bolsa e quando vai sair com Betina, elas dão de cara com Pedro abrindo a porta…

 

PALOMA – Oi pai, tchau pai. (Diz dando um beijo em Pedro e saindo logo em seguida).

 

PEDRO – Tchau, filha… Boa noite gente. Tudo bem? Ué a Paloma não ia ficar para o jantar, Beatriz?

 

ANSELMO (A Celina) – Agora é que esse jantar desandou de vez…

 

BEATRIZ (Grita) – Chica… Traz champanhe pra todos.

 

Todos se olham sem saber o que falar, enquanto Beatriz tem ódio no olhar…

 

(Cam da closes alternados).

 

CORTA PARA:

 

CENA 3. INTERNA |NOITE |CIDADE DE AMERICANA – SÃO PAULO |CASA DE HELÔ – SALA.

 

{Tocando: Instrumental Triste}

 

Helô esta deitada no sofá da sala, triste, distante e pensativa… No fundo ela sabia que o filho tinha toda razão em jogar a culpa nela e no pai. O casamento deles já não ia bem faz tempo e isso respingava em Bruno, que sempre fora um garoto do bem e família. Todos estavam infelizes, inclusive ele… Nesse instante, Daniel entra na sala e tira Helô de seus pensamentos.

 

DANIEL (Sem graça) – Helô eu vou pegar uma pizza pra nós jantarmos… Em meia hora eu to de volta. Fica a dois quarteirões daqui de casa, é aquele lugar que faz com a borda recheada que o Bruno adora. Eu liguei lá pra encomendar e eles estão sem entrega hoje, a moto quebrou…

 

HELÔ – Ta bom, mas eu não vou jantar. Eu não estou com fome, e ainda por cima to estourando de dor de cabeça… Não esquece de pegar o sabor preferido do Bruno ta?

 

DANIEL – Meia lombinho, meia quatro queijos… Eu sei. Olha toma um analgésico, depois toma uma ducha pra esfriar a cabeça, vai te fazer bem…

 

HELÔ – Como a gente pôde deixar as coisas chegarem nesse ponto Daniel? (Indaga sentando-se no sofá) – Eu vivo te falando há anos, que o melhor era a gente se separar e cada um seguir o seu caminho, a sua vida… Mas você nunca me escutou, sempre se negando a enxergar que o nosso casamento não ia bem… Agora tudo isso acabou afetando o nosso filho, a única pessoa que não devia ficar no meio dos nossos problemas… Nós precisamos ter uma conversa muito séria com ele.

 

DANIEL – Vai passar Helô… É só uma fase você vai ver. O fato de ele estar se drogando não quer dizer que somos nós os culpados, ou o nosso casamento que esta em crise. Isso acontece e nem sempre o problema esta em casa, existem muitos fatores que contribuem pra isso, e as más companhias é só um deles. Talvez o problema seja que nós tenhamos nos descuidado um pouco, enfim… Eu acho que agora, não é momento pra esse tipo de conversa. Nós já nos magoamos e nos ferimos muito por hoje. Amanhã quando tudo tiver mais calmo, nós sentamos e conversamos com ele melhor. (Fala e vai até ela e lhe da um beijo na testa) – O que eu sempre fiz Helô foi tentar salvar o nosso casamento e a nossa família, por que eu te amo demais… E eu não saberia viver sem você, meu amor.

 

HELÔ – As vezes o melhor a ser feito, por mais que isso nos doa… É simplesmente não salvar nada e deixar que a vida siga o seu curso natural… Nem tudo nessa vida tem salvação ou merece ser salvo Daniel, acredite. Eu melhor do que ninguém sei disso.

 

CORTA PARA:

 

CENA 4. INTERNA |NOITE |RIO DE JANEIRO – IPANEMA |COBERTURA DE BEATRIZ – QUARTO.

O jantar correu bem depois que Beatriz e Paloma se desentenderam. O resto da noite foi amistoso. Até mesmo quando Leila conversou a sós com Beatriz e a informou que não faria mais campanha para a marca. De certa forma Beatriz já esperava por isso e já estava disposta a procurar outra agência, o que ela não podia aceitar era o fim da Garota de Ipanema… Agora ela precisava arranjar também outra estilista que topasse desenhar para a marca. Como Paloma, a sua própria filha foi capaz de lhe dar uma apunhalada dessas? – Pensou enquanto riu e meneou a cabeça e bebia o último gole da taça de champanhe, olhando através da sacada o mar lá embaixo… Como era bonita a praia a noite e lhe acalmava… Depois ela decidiu subir para a sua suíte e finalmente ir dormir, ou pelo menos tentar. Quando chegou no quarto, ela encontrou Pedro já deitado.

 

BEATRIZ – Pedro… Você já esta dormindo?

 

PEDRO – Estou tentando e acho que você deveria fazer o mesmo…

 

BEATRIZ (Sorri) – Que jeito… Eu to uma pilha e estourando de dor de cabeça. Que noite, meu Deus! A Paloma não podia ter feito isso comigo. Ela me magoou profundamente… Sem contar na Leila, que também pulou fora e não irá mais fazer as campanhas da Garota de Ipanema.

 

PEDRO – Você queria o que? Eu cansei de te avisar que isso ia acabar acontecendo mais dia menos dia… Até que a Paloma demorou ainda pra tomar essa atitude. (Diz se virando na cama para o lado dela, que esta em pé tirando o vestido, brinco, maquiagem e se prepara para deitar) – A Garota de Ipanema acabou há muito tempo Beatriz… Só você não enxerga isso. Boa noite.

 

{Começa a tocar: Let’s Stay Togheter – Tina Turner}

 

Beatriz foi até o banheiro, pegou um analgésico dentro do armário e tomou, em seguida lavou o rosto e escovou os dentes. Depois vestiu sua camisola de seda e finalmente se deitou, ela estava exausta… Mas não conseguiu dormir e ficou pensando em tudo que acontecera. Meia hora depois, ela notou Pedro se levantando e fechou os olhos fingindo dormir. Ela ouviu ele se vestindo e abriu os olhos um pouco… Pedro colocou o seu bermudão, uma camiseta, depois calçou os chinelos e saiu. Beatriz fechou os olhos com pesar e era possível ver lágrimas escorrendo de deles…

 

CORTA PARA:

 

CENA 5. INTERNA |NOITE |CIDADE DE AMERICANA – SP. CASA DE HELÔ – COZINHA.

Helô depois de sair do banho e vestir o seu roupão, sai do quarto penteando os cabelos e vai até a cozinha beber um copo de leite… Lá ela encontra Bruno tomando um copo de água. Eles se encaram num clima tenso, depois ele passa por ela e ela o segura pelo braço…

 

HELÔ – Espera filho… Nós precisamos conversar…

 

BRUNO – Nós não temos mais nada pra conversar mãe, me deixa. (Ele sai e vai para sala e Helô vai atrás).

 

HELÔ (Tom) – Temos sim, senhor. Você não pode acabar com a sua vida dessa maneira e achar que eu e o seu pai vamos ficar assistindo tudo de braços cruzados, sem fazer nada, quando você nos culpa por isso… Nós só queremos te ajudar, meu filho.

 

BRUNO (Grita) – Mas eu não to pedindo a ajuda de vocês pra nada. E se você quer mesmo saber dona Helô… Você é a maior culpada nessa história toda, por eu estar me drogando.

 

HELÔ (ESPANTADA) – Eu?

 

BRUNO (Tom) – Sim, você mesma… Você nem parece que esta com a gente, vive longe, distante, não nos dá atenção… O coitado do papai vive correndo atrás da esposa perfeita, da mulher que ele ama, mendigando amor. Amor esse que não existe, pelo menos da sua parte parece que nunca existiu… Vem cá mãe, a senhora se casou por quê? Resolveu ter um filho por que, se a presença física da senhora esta aqui, mas a sua cabeça ainda esta lá no Rio, anos atrás… Pensando num homem que já deve estar até casado e numa filha que morreu há mais de vinte anos! Eu tenho pena do papai, ele sim é a maior vítima em toda essa história… Chega a ser patético como ele ainda espera que você o ame. Doce ilusão, por que isso nunca vai acontecer, a mulherzinha que ele ama, não presta!

 

Nesse momento Helô perde a cabeça e esbofeteia Bruno… Daniel que chegou com a pizza nesse momento viu tudo e ficou boquiaberto, enquanto Helô levou a mão na boca arrependida e começou a chorar…

 

HELÔ – Ta vendo só o que você me faz fazer Bruno…

 

DANIEL (Tom) – Mas o que esta acontecendo aqui? Vocês perderam a cabeça?

 

BRUNO – Pergunta pra sua mulher, o que aconteceu aqui… (Diz com ódio) – Parece que ela não gosta de ouvir verdades. Eu te odeio mãe, eu te odeio! (Diz saindo de casa e batendo a porta).

 

HELÔ (Desesperada) – Bruno espera… Me perdoa filho, eu não queria ter feito isso…

 

Daniel vai até a esposa e a abraça tentando consolá-la. (Close no rosto de Helô chorando).

 

CORTA PARA:

 

CENA 6. INTERNA |MADRUGADA |RIO DE JANEIRO – IPANEMA |COBERTURA DE BEATRIZ – SUÍTE MASTER.

 

{Começa a tocar: Dindi – Maria Bethânia}

 

Beatriz ainda acordada olha para o relógio em cima do criado mudo ao ouvir o barulho da porta do quarto se abrindo. Quase duas horas depois, Pedro voltava da praia… Ele começa a tirar a roupa para vestir o pijama… Beatriz de costas para ele respira fundo.

 

BEATRIZ – Você continua indo a praia de madrugada depois de todos esses anos… Eu nunca pensei que teria ciúmes do mar.

 

PEDRO (Indiferente) – Você sabe como eu gosto da água. O mar sempre foi o meu porto seguro, ele sempre me acolheu quando eu mais precisei na vida…

 

BEATRIZ – Eu tento não sentir ciúmes de você, e eu quero muito ser compreensiva, mas… É muito difícil com você fugindo de mim o tempo todo.

 

PEDRO – Me desculpa… Eu sinto muito, mas é o meu jeito…

 

BEATRIZ (Tom) – Eu não quero as suas desculpas! Eu só quero participar da sua vida, Pedro. (Diz sentando-se na cama) – E seja qual for o motivo e mesmo que tenha a ver com a Helô, que você ainda ame ela… Mesmo assim, eu quero que você me conte tudo. Por que eu te amo Pedro! E vou estar sempre do seu lado. Você é o grande amor da minha vida… E eu não suporto a sua indiferença. Fala comigo, se abre, eu quero muito te ajudar… Quem sabe a gente encontre uma solução juntos. Não é isso que os casais fazem? (Fala com lágrimas nos olhos).

 

Pedro nesse momento vai para perto da esposa e se senta na cama…

 

PEDRO – Você sabe que eu ainda amo a Helô… Mas eu não vou ficar falando disso com você. Ela foi embora há mais de vinte anos atrás, sem nem me dar a chance de entender direito o que aconteceu. Você sabe como foi difícil isso pra mim? O quanto isso me doeu e ainda dói até hoje? As vezes eu amo ela, em outras a odeio por ter feito isso comigo… Mas independente do nosso casamento não estar indo bem há anos e de nós termos os nossos problemas, como toda família tem e eu achar que você pega pesado demais com as meninas, e se tornou uma péssima mãe… Eu não irei jogar isso na sua cara jamais… Seria muito cruel, até com você. Porque eu sei, eu enxergo que mesmo com todos os defeitos do mundo, você me ama de verdade e eu te respeito por isso. Mesmo não te amando…

 

Pedro pega na mão de Beatriz e sorri para ela… Beatriz o abraça chorando…

(Cam se afasta aos poucos mostrando o quarto e os dois abraçados).

 

 

       FIM DO CAPÍTULO.

(A imagem congela. Depois se transforma em um cartão postal, jogado sobre Ipanema).

{O capítulo se encerra com a música: Esquecimento – Skank}.

 

Esquecimento - Skank

Eduardo Moretti

Um cara do bem, romântico, sonhador, apaixonado pela vida e que ama o que faz… “Escrever para mim, é deixar de ser criatura para ser criador.”