A Força do Amor – Capítulo 08 (Último Capítulo)

CENA 1 – HOSPITAL. NOITE

Neste momento, vemos Henrique estendendo a mão esquerda.

Instrumental:Sensível Demais – Jorge Vercillo

Michel coloca no dedo anelar esquerdo de Henrique a aliança e se coloca a outra aliança.

MICHEL – Você me aceita como seu esposo?

HENRIQUE (sorrindo) – Aceito. E você, me aceita como seu esposo?

MICHEL – Aceito.

Henrique e Michel trocam sorrisos. Idalina sentada na poltrona chora.

Instrumental: Tensão

Henrique começa a sentir falta de ar. Idalina logo se levanta tentando ajudar o filho. Michel corre para chamar o médico que rapidamente corre para socorrer.

O Médico tenta fazer com que Henrique respire. Henrique não tira os olhos de Michel em nenhum momento enquanto não perde totalmente seu fôlego. Por fim, Henrique segura a mão de Michel. Idalina vê, mas aflita não olha para o filho.

Instrumental: Sofrimento

Neste momento Henrique perde sua força e solta a mão de Michel. Os olhos de Henrique perdem o brilho. Levemente a cabeça de Henrique cai para o lado.

IDALINA (gritando) – Filho!

Michel fica de um lado da cama e Idalina de outro.

MÉDICO – Meus sentimentos…

Michel e Idalina choram. Michel segura a mão do amado e chora sobre o corpo.

CORTA PARA

CENA 2 – PENSÃO DO OTÁVIO. NOITE

Vemos os bombeiros terminando de apagar as chamas. Os policiais terminam de conversar com os vizinhos, mas ninguém ajuda, pois não viram quem ateou fogo.

OTÁVIO (chorando) – Acabou… Não tenho mais nada… Mais nada…

Ao longe, vemos Michel e Idalina caminhando. Michel dando força para Idalina, mas eles veem a aglomeração na frente da Pensão.

MICHEL (chegando / preocupado) – Pai?!

OTÁVIO – Aqui, meu filho.

MICHEL – O que aconteceu?

OTÁVIO – Alguém botou fogo na pensão.

IDALINA – Eu tenho minhas dúvidas de que seja…

MICHEL – Me diz, Idalina.

IDALINA – Aquele garoto que sempre caçoou do Henrique.

MICHEL (odioso) – Celso…

CORTA PARA

CENA 3 – CASA DE ALFREDO. NOITE

Morgana está chocada.

MORGANA – Você botou fogo pra matar?

CELSO – Não se faça de santinha, Morgana.

MORGANA – Não é querer me fazer de santas, até porque nem sou. Celso… Tirar a vida de uma pessoa já é passar dos limites.

CELSO (odioso) – Aquele velho me bateu.

MORGANA – Mesmo assim. Isso não é motivo pra botar fogo naquela pensão pé suja.

CELSO – Vai ficar do meu lado, ou do lado daquela corja?

MORGANA – Você passou de um limite grave, Celso.

CELSO – Então fique você com sua babaquice. Junte-se ao time do Moranguinho. Não vou perder meu tempo mais nessa cidade idiota. Vou embora daqui!

Celso sai correndo.

MORGANA – Celso… Celso… (P) Ele enlouqueceu.

CORTA PARA

CENA 4 – PRAÇA DA CIDADE. NOITE

Vemos Celso caminhando rapidamente. Michel entra na frente de Celso que não vê e esbarra.

CELSO – O que você quer, namoradinho do Moranguinho?

MICHEL – Vou fazer você pagar pelos seus crimes, seu idiota!

CELSO – Não tenho medo de você não.

MICHEL – Pois devia ter!

Michel dá um soco muito forte em Celso, que vai ao chão.

MICHEL – Esse foi pelo meu pai. Agora virá o pela pensão que tenho certeza que foi você quem pôs fogo e por tudo que fez o Henrique sofrer enquanto esteve vivo.

CELSO (espantado) – O Estranho Terrestre morreu?!

MICHEL – O meu esposo morreu… Calma que não irei te matar, mas farei você sentir na pele o que ele sentiu durante todos os anos que vocês fez bullying com ele.

Celso tenta correr, mas Michel o segura.

MICHEL – Nada de fugir…

Michel então bate novamente em Celso que novamente vai ao chão. Michel se aproxima de Celso o olhando com ira.

CORTA PARA

ABERTURA:

CONTINUAÇÃO DA CENA ANTERIOR. 

Michel ajoelha prendendo os braços de Celso no chão.

CELSO – Me solta!

MICHEL (batendo em Celso) – Esse é pelo Henrique. Esse é por pôr muitos apelidos neles. Este é por humilhá-lo no baile de formatura. Este é por se achar superior a qualquer outro. Este é pra ver se você se torna uma pessoa melhor.

Michel se levanta e levanta Celso com o rosto completamente banhado em sangue.

Michel o leva para perto da polícia.

MICHEL – Conte a eles quem foi que botou fogo na pensão.

CELSO – Não sei quem foi.

MICHEL – Com é?

CELSO (gritando) – Fui eu quem botei fogo! Aquele velho me bateu. Só revidei.

POLICIAL – Você vai para a delegacia jovem.

MICHEL – Pai, iremos recuperar tudo. Tenha fé.

Idalina, Michel e Otávio se abraçam.

CORTA PARA

CENA 5 – CASA DE HENRIQUE. NOITE

Otávio se senta no sofá.

IDALINA – Eu irei organizar algumas coisas para o enterro.

MICHEL – Deixe comigo, Idalina. (P) O Henrique talvez fosse preferir isso… E é até menos doloroso pra você.

IDALINA – Tudo bem. Já que iremos fazer tudo de forma bem simples…

MICHEL (leve sorriso) – Simples… Como ele.

CORTA NUM FADE OUT PARA

CENA 6 – CASA DE HENRIQUE. 

Sonoplastia:Mudaram as Estações – Cássia Eller

Vemos flores desabrochando, aves voando, o sol se ponto por traz dos montes.

PLACAR: DOIS DIAS DEPOIS…

Vemos o nascer de num novo dia. Dia em que Idalina terá de sair da casa em que vive.

Vemos a cidade ganhar movimento.

CORTA PARA

CENA 7 – CASA DE ALFREDO. DIA

Alfredo está terminando de se arrumar de frente ao espelho.

MORGANA – Está preso, papai.

ALFREDO – Sempre vi que o Celso tinha uma veia criminosa. Bem feito pra ele.

MORGANA – Eu ainda gosto dele, mas sei que o que ele fez, foi errado.

ALFREDO – Logo aparece alguém nesta cidade e você se dá bem, filha. (P) Agora eu preciso falar com a Idalina.

MORGANA (animada) – É hoje o dia, né papai?

ALFREDO (animado) – Não sou a Ludmilla, mas é hoje. (rindo)

Alfredo dá um beijo na testa de sua filha e sai de casa.

CORTA PARA

CENA 8 – CASA DE IDALINA. DIA

Idalina com os móveis empacotados e pertences prontos para serem levados para o caminhão de mudanças que vai chegar em breve, aguarda a chegada de Michel.

MICHEL (entrando na casa) – É tão ruim vê-la se mudando e sem saber pra onde. Ah, está aqui a marreta que me pediu. (entregando)

IDALINA (pegando) – Obrigada, Michel.

MICHEL – Que mal lhe pergunte… Pra quê essa marreta?

IDALINA – O Alfredo quer a casa, não quer? Ele vai ter… Mas com uns buraquinhos.

Instrumental: Engraçado

Idalina então bate na parede com a marreta e faz um grande buraco. Ela sorri e continua a bater. Ela bate nas portas, nas janelas e principalmente nas paredes.

MICHEL – Me empreste, por favor. Vou quebrar um pouco do chão.

IDALINA – Adorei a ideia. (rindo)

Michel pega a marreta e começa a bater no chão quebrando o piso. Ele vai quebrando o da sala e o da cozinha. Quando ele quebra o do corredor, Idalina se surpreende.

IDALINA – Espera, Michel.

Ela se abaixa e mexe na terra e descobre um pouco de ouro.

IDALINA (surpresa) – Isto é…

MICHEL – Ouro.

Instrumental Acaba

IDALINA – Então era isso que aquele filho de uma … queria. Ele sempre soube que aqui tinha ouro… Michel, destrói tudo. Depois a gente reconstrói… Nem que seja com madeira igual dos três porquinhos. Esse ouro será meu passaporte para a liberdade… Casa nova, Pensão nova… Vida nova.

Num corte vemos Alfredo batendo a porta. Ele estranha as janelas da casa completamente quebradas. Idalina abre a porta.

IDALINA (sorrindo) – Entre, querido.

Alfredo entra e se choca ao ver a casa completamente destruída.

ALFREDO (pasmo) – O que aconteceu aqui?!

IDALINA (dando uma sacolinha para Alfredo) – Aqui tem ouro. Isso vale bem mais do que todo o aluguel que eu estava devendo. Agora façamos o seguinte, sai daqui porque a casa é minha e você se deu muito mal… Descobri sobre o ouro e… Michel, dá até pra reconstruir a pensão do seu pai. Agora, meu genro, infelizmente meu filho não está aqui, mas como você é um filho pra mim, põe esse muquirana pra fora da minha casa.

MICHEL – Você conhece o caminho da rua ou quer ajuda?

ALFREDO (com medo) – E-eu conheço. Com licença.

Alfredo sai cabisbaixo dali. O que aconteceu depois com eles, foi que a cidade começou a ter eleições e tanto Alfredo quanto Morgana, foram morar noutro lugar onde ninguém mais ouviu falar deles.

CORTA PARA

CENA 9 – CAMPO VERDE DA LAGOA. NOITE

A câmera nos mostra os pés de alguém caminhando pela grama coberta pela luz da lua. Ao subir, vemos que é Michel. Ele segura uma pedra em sua mão e joga no lago, emitindo algumas ondas. Quando a água retoma seu movimento uniforme, devido a correnteza da cachoeira, ele repara no reflexo das estrelas e olha para o céu.

MICHEL – Eu sei que você está ai brilhando pra mim… Você é a minha estrela.

Sonoplastia:Alma – Zélia Duncan

A câmera nos mostra o céu estrelado e de repente, uma estrela cadente corta o céu.

MICHEL – Eu te vi brilhar… E o nosso elo é pra sempre, meu amor.

A câmera foca no rosto de Michel, que escorre uma lágrima. Ele sorri observando o céu estrelado.

A câmera mostra o céu e vai subindo.

F I M