Eu e as três – Capítulo 4

Eu e as três – Capítulo 4

O desentendimento agora é  entre  Lucila e José.

JOSÉ:Calma mulher!Não aconteceu nada .

LUCILA:E você queria que tivesse acontecido?Em casa a gente conversa.E vá cuidar de sua obrigação.E o senhor em padre Bento!Que vergonha !Correr de 3 assanhadas.

PE.BENTO:A senhora queria que eu fizesse o que dona Lucila? Esperasse elas arrancarem a minha batina?

Lucila se retira e vai para casa.Os curiosos se dispersam.

NA CASA DAS TRÊS
LILICA:Que vergonha.Todos nos viram nuas.

CANDOCA:Vergonha é a gente está na idade que estamos intáctas e ainda vivermos sonhando desesperadas por causa de um homem.Isso que é vergonha!

MERCEDES:Verdade Lilica.Esse nosso desespero precisa acabar.E o fato de terem nos visto nuas é bom .Assim os homens puderam ver o que estão perdendo.

NA DELEGACIA
Os soldados Leitão e Menezes estão repousando,quando chega o prefeito Romão.

ROMÃO:Dá licença soldados!

S.LEITÃO:Pode chegar seu prefeito.

S.MENEZES:Como vai prefeito?

S.LEITÃO:Mas o que o trouxe até aqui?Em que podemos ajudar o senhor?

ROMÃO:Estou muito preocupado com a segurança de nossa cidade.

S.MENEZES:Nós vamos dar um jeito nisso. O senhor quer que prendamos as três?

ROMÃO:Não é das três que estou falando.Elas são apenas três solteironas desesperadas.O assunto é outro e é preocupante.

S.LEITÃO:Pelo visto a coisa é séria mesmo.

ROMÃO:E põe séria nisso soldado. Analisem bem. Quase todas as cidades vizinhas à nossa já foram assaltadas. A próxima poderá ser a nossa.

S.MENEZES:E nós não temos contingentes para enfrentar a um assalto. Essa quadrilha deve estar muito bem armada.

S.LEITÃO:O senhor prefeito tem razão,a qualquer noite dessas essa quadrilha poderá agir aqui em nossa cidade .Penso  que vou tirar umas férias.

S.MENEZES:Quem vai tirar férias sou eu.Sou mais velho de casa.

ROMÃO:Não é hora de brincadeiras.E vocês precisam pensar na segurança de nossa cidade.Vou entrar em contato com o meu deputado para me ajudar a conseguir mais alguns soldados para juntos de vocês trazer mais segurança para esta população.

 

NA CASA DE LUCILA

José e Pedro chegam para almoçarem.

JOSÉ:Chegamos minha querida esposa.

LUCILA:Querida?Depois daquele vexame que  me fez passar hoje pela manhã,agora vem me chamar de querida?Queridas devem ser aquelas três que você pronto se ofereceu a socorrer.

PEDRO:Que isso mamãe?Papai só foi por gentileza.

JOSÉ:É meu amor! Você acha que vou lhe trocar por uma daquelas três solteironas a perigo?

LUCILA:Vamos almoçar .Mas não repita outra desta viu.

NA CASA DO PREFEITO

Jorgeta,Clara e Ygor,estão conversando na sala.

JORGETA:Que vergonha!Por causa destas três a nossa cidade sempre perde turistas.Que mulher vai querer vir passar férias aqui com essas solteironas querendo atacar todos os homens que veem pela frente.

CLARA:Sabe que até gostei delas.Fazem algo diferente na cidade.

YGOR:Cadê o meu cunhado prefeito que ainda não veio pro almoço.Será que foi atacado pelas moças?

JORGETA:Meu irmão, Romão não é besta ,ele conhece bem a esposa que tem.Mas quanto ao atraso de meu marido ,ele foi até ao quartel conversar com os soldados sobre a onda de assaltos nas cidades vizinhas.

CLARA:Papai está preocupado com a segurança de nossa cidade tio.

YGOR:Os assaltantes só querem dinheiro. Não vão fazer mal pra nenhum de nós não.

JORGETA:Se o policiamento da região fosse bom já teria prendido esta quadrilha.Quero muito saber quem a compõe e quem é o chefão.Toda quadrilha tem um poderoso que manda nos seus súditos.

CLARA:Mas esses assaltantes não são da região mamãe!Devem vir de Belo Horizonte pra cá.

JORGETA:Será minha filha?Será?

YGOR:Vamos deixar isso para a polícia. Lembrem-se a gente ainda não almoçou.

CLARA:Olha papai chegou.

YGOR:Finalmente !Agora vou matar quem está me matando.

NA IGREJA

Padre Bento após, almoçar sai pela rua.E ele sempre se preocupa com o morador de rua Xereta,então levou para ele uma marmita de comida.

PE.BENTO:Bom dia seu Xereta!O senhor já almoçou hoje?

XERETA:Bom dia seu padre!Almocei ainda não.

PE.BENTO:Então almoce agora,trouxe uma marmita para o senhor.

XERETA:Obrigado seu padre.O senhoir se preocupa com todo mundo mesmo,até com as três mulheres encalhadas hoje o senhor tentou ajudar.

PE.BENTO:Nem me lembre desse episódio, seu Xereta! Nem me lembre.Mas, a propósito,o senhor sempre viveu assim pelas ruas?

XERETA:Desde criança.Fui abandonado pelos meus pais ainda com 10 anos na grande Belo Horizonte.Como lá a violência estava crescente,já na adolescência,sai peregrinando pelas estradas,ficava um certo tempo numa cidade,depois ía para outro até que cheguei aqui.E aqui fiquei ,já tem muitos anos que estou vivendo nas ruas dessa linda e  pacata cidade.

PE.BENTO:O senhor nunca pensou em conseguir um serviço,ganhar um dinheirinho para ter uma casinha?

XERETA:Serviço?Pra que?Se estou vivendo tão bem assim.Já me acostumei em viver assim.Se mudar fico doente.

PE.BENTO:Se pensas assim,não há nada que eu possa fazer,a não ser trazendo sempre uma marmitinha para o senhor.

XERETA:Muito obrigado seu padre.

Padre Bento segui para cumprir sua rotina,visitar o lar dos fiéis.