Esse sou eu, Kadu…

Esse sou eu, Kadu…

 

Sou Kadu…

Na verdade Carlos Eduardo Saldanha Junior e tenho 17 anos.

Não sou perfeito e nem tampouco o protótipo do ser humano mais circunspecto que possa existir sobre a face da Terra.

Identifico-me com atividades intelectuais consideradas inadequadas para a minha idade em detrimento a outras atividades mais populares, e, talvez por isso, me julguem como um ser humano solitário, com dificuldades de integração social…

Entretanto a reserva e a discrição que insisto em cultivar são meros mecanismos de defesa de um jovem gay que não tem coragem de se assumir diante de uma sociedade onde ser bi, é até aceitável, compreensivo, mas ter sua orientação homossexual mais que definida, beira o ultraje.

 

 

Fisicamente não me considero um príncipe encantado. Minha estatura mediana e meu biótipo magro nunca me abandonaram, e talvez pelo fato de também usar óculos (atualmente de armadura preta e grossa) acabo reproduzindo para as pessoas ao meu redor uma estrutura beirando a fragilidade.

Nunca me importei com isso, apesar de por algum tempo no colégio ter sido alvo de provocações de rapazes idiotas que acreditam, estupidamente, que força e superioridade se demonstram constrangendo alguém que não se encaixa dentro de seu limitado universo Neandertal.

 

 

O meu lugar no planeta Terra, pelo menos há quase um ano, já estava mais que decidido: toda minha vida eu passaria trancafiado dentro de mim, poupando-me de explicações eternas e desnecessárias sobre quem poderia ser e criando, no frigir dos ovos, namoradas ou relacionamentos fictícios, ao mesmo tempo em que buscaria nas salas de bate-papo virtuais algum refúgio, alguma válvula de escape…

 

 

Eu não seria o primeiro e estaria longe de ser o último a fazer isso, porém o universo resolveu conspirar contra mim, jogando minhas convicções ao léu, fazendo-as ruir como castelos construídos na areia quando me descobri apaixonado pelo Matheus, meu melhor amigo…

 

 

Então…  

Dia 04 de abril começa a 1a. temporada de “Eu, Kadu”

Espero vocês, beleza? 

Fui!

Francisco José Siqueira

Um belo dia, comecei a escrever sem saber que me acorrentara para o resto da vida a um amo nobre, mas impiedoso…

Deus quando nos dá um dom também entrega um chicote a ser usado especialmente na autoflagelaçao.

– Truman Capote –

* email para contato: f.araujo72@ig.com.br

 

  • Muito bom Francisco. Sucesso

    • nando

      Obrigado Weelyngton. 😀

      Na torcida.