É como se eu não fizesse mais parte do meu corpo…

É como se eu não fizesse mais parte do meu corpo…

 

Foi tudo tão de repente…Um dia ele estava aqui, no outro, ele já não estava mais e a cada segundo que passa, mais distante seus últimos momentos se encontram e as lembranças de suas feições se diluem sordidamente no meu intelecto e …o pior: no meu coração!

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Estou sendo obrigada a aprender a viver sem ele, mas ele era parte de mim, era quase tudo, sem ele é como se eu não fizesse mais parte do meu corpo, é como se eu tivesse fragmentada e minhas células dispersas no ar, em partículas de poeira, contaminando as traqueias das pessoas simplesmente por eu não poder ser mais feliz. Henrique de Orleans como sinto sua falta, eu nunca vou entender o porquê de você ter ido. Culpar o homem por ter inventado o elevador? Sim. Maldito elevador que não estava parado no andar quando você o apertou! Um pisar em falso te levou de mim…Não consigo imaginar a não vida após a morte! Imaginar que tudo acabou. Eu ainda tenho esperança de te reencontrar em algum ponto, por menor que seja, nesse vasto universo, eu sinto que ainda está por aí, só a espera de ser salvo e quando isso acontecer os dias voltaram a ter cores para mim, sua princesinha Marilu.

Sabe que às vezes eu acho que te escuto, pedindo para fazer algumas coisas, a voz que eu ouço e todos condenam chamando-me de sandia, está cada vez mais próxima da sua e se for você, por favor não me poupe de esperar…talvez eu não aguente por muito tempo…Minha vida já está sendo brutalmente divida em blocos, não me lembro de tudo, apenas dos momentos decisivos, como se eu, fotógrafa de longa data, torna-se a matéria da minha própria profissão, do meu instrumento, fosse fotografia, metonímia do meu próprio destino.

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Charlotte Marx

Campineira. 26 anos. Estudante de medicina. Autora e divulgadora do Cyber Séries. A escrita para mim é uma companheira da madrugada, a qual surpreendentemente assume o piano e me encanta com suas nuances. Inseparável da arte, esta só viva quando se pode voar e ser quem desejar. Sou viciada no que faço!Ler, por sua vez, é personificar o universo, é observar o amadurecimento de uma planta chamada vida. É amar veladamente o intracelular.