Dupla Face: Episódio 14 – Irresistível

Dupla Face: Episódio 14 – Irresistível

Rick continua a conversa com o rapaz com quem havia trocado flertes no parque do Ibirapuera, Ricardo:

Rick – Então… Ricardo, você é do Rio?

Ricardo – Como descobriu?

Rick – O sotaque carioca denuncia!

Ricardo sorri:

Ricardo – Ah isso é verdade. Impossível disfarçar.

Rick – O que tá fazendo em “Sampa”(São Paulo)?

Ricardo – Férias!

Rick – Férias? Mas como assim gente? Quem tira férias em São Paulo? Era melhor ter ficado no Rio, aquela coisa linda!

Ricardo – Ah, também não é assim… São Paulo também é uma cidade muito bonita, aliás, eu sempre me encantei por isso aqui.

Rick – Prefiro o Rio!

Ricardo – Já foi alguma vez?

Rick – Não! Mas um dia irei.

Ricardo sorri e um pouco constrangido diz:

Ricardo – Se quiser, posso te levar pra conhecer.

Rick fica chocado:

Rick – Oi?

Ricardo sorri:

Ricardo – Hoje é meu último dia em São Paulo. Volto amanhã pro Rio! O que acha?

Rick – Não acredito, você tá me zuando…

Ricardo – Não, detesto esse tipo de brincadeira, só tenho mais uma semana de férias, podemos passar juntos lá!

Rick – Olha, você é um gato, mas não acha que estamos muito rápido? Acabamos de nos conhecer, homem!

Ricardo – Só te fiz um convite de amigo, amigos se divertem juntos, ou não?

Rick sorri e admira a beleza de Ricardo:

Rick – Vou ter que pensar.

Ao olha pro lugar onde Bruna estava, ele não a vê:

Rick – Ué! Cadê a minha amiga?

Neste mesmo momento, Bruna está aos beijos com Paulo Henrique no banheiro do parque:

Paulo Henrique – Muito linda, você é irresistível!

Bruna sorri dizendo:

Bruna – Eu sei disso!

Eles se olham sorrindo e voltam a se beijar.

Eduardo e Renata estão a mesa, juntos com Gênesis e Giovanna:

Eduardo – Estou me sentindo um pouco estranho.

Eduardo sorri:

Renata – Por que?

Eduardo – Ah… porque há menos de 2 horas nem nos conhecíamos. Você bateu no meu carro e pá! Estamos aqui numa festa de casamento.

Todos sorriem:

Genesis – Muito louco mesmo!

Giovanna – Mas curta a festa, a Renata é louca mesmo!

Renata – Desculpe Eduardo, por ter te submetido a isso!

Eduardo – Não, não estou reclamando não. Que bom que bateu justo no meu carro.

Eles se olham discretamente encantados. Giovanna e Genesis percebem:

Giovanna – Hum…. sei onde isso vai dar!

Todos sorriem:

Renata – Ah, para “Gi”!

Eduardo – Vamos dançar?

Renata larga a taça de champanhe:

Renata – Só se for agora, adoro essa música!

Eles se levantam, juntam-se aos convidados que dançam a música agitada que toca no momento. De longe, Isadora observa o casal, com ódio:

Isadora – Isso é uma afronta! No meu casamento, essa oxigenada rindo da minha cara…

Ernesto se aproxima de Isadora, acompanhado por um casal de convidados:

Ernesto – Amor!

Isadora sorri:

Isadora – Oi bem!

Ernesto – Esses são Rebeca e Leonel Dubeux!

Isadora cumprimenta-os com um formal aperto de mãos:

Isadora – Olá, são os proprietários do clube que frequentamos não é isso?

O casal confirma:

Isadora – Que prazer vê-los aqui, qualquer dia desses, numa folga, estaremos lá de novo!

Isadora esbanja simpatia.

Em Curitiba. Sandra se despede das filhas de Luigi, no jardim da casa das mesmas. Sofia emocionada abraça Sandra:

Sofia – Obrigado dona Sandra! Vamos ajudá-la no que for preciso pra colocar a Isadora na cadeia!

Amanda ainda revoltada, enfatiza:

Amanda – Aquela assassina!

Gustavo – Calma gente, precisamos de provas concretas, ainda não podemos acusá-la.

Sandra – Isso é questão de tempo Gustavo, não acredito que o crime que ela cometeu contra o seu Luigi, tenha sido tão perfeito assim.

Todos ficam em silencio:

Sandra – Meninas, muito obrigada por acreditarem em mim, eu garanto que vou fazer de tudo pra que ela vá parar na cadeia. Por favor, peço mais uma vez, que não contem pra ninguém que estive aqui em Curitiba ok?

Sofia – Não se preocupe. Estamos contigo.

Sofia e Amanda se abraçam. Gustavo fica sério e pensativo:

Amanda – Eu sentia que algo na Isadora, não era correto. Quero que ela apodreça na cadeia!

Sandra – Eu acredito Amanda! Você me lembra muito a minha filha, a Renata. Ela me alertou sobre a Isadora desde o primeiro momento, eu não dei ouvidos a tempo e olha o que me aconteceu…

Sofia – A Amanda chegou a comentar comigo.

Sandra acaricia o ombro de Amanda.

Uma hora depois… Ainda em Curitiba, Sandra chega de taxi, ao Hotel onde está hospedada. Ao entrar no quarto, ela encontra José Carlos:

Sandra – Oi!

José Carlos – Como foi lá?

Sandra – Deu tudo certo! Elas acreditaram em mim. Coitadas, a Isadora as iludiu direitinho.

José Carlos – Conseguiu descobrir alguma coisa sobre a morte do senhorzinho?

Sandra – Foi ela mesmo! A Isadora e o Marcelo, eles armaram tudo. A empregada da Sofia, trabalhava no apartamento do Luigi na época, ela viu o Marcelo saindo do elevador, indo pro apartamento no outro dia.

José Carlos – No outro dia?

Sandra – É. Ela disse que a Isadora falava sempre ao telefone com alguém estranho, principalmente no dia da morte do Luigi.

José Carlos – Voltamos amanhã mesmo pra São Paulo?

Sandra – Sim. Aliás, preciso te agradecer por ter me ajudado. Nossa, por ter vindo até aqui comigo, por tudo, você é maravilhoso!

José Carlos sorri:

José Carlos – Já ouviu falar no Jardim botânico de Curitiba?

Sandra – Nossa! Muito a coisa mais linda!

José Carlos – Ah, é verdade, você é paranaense… Claro que conhece.

Sandra – Sebe que vim pouquíssimas vezes a aqui?

José Carlos – Minha primeira vez!

Sandra – Voltamos amanhã e não podemos ir sem antes passar no Jardim botânico! O que acha?

José Carlos fica surpreso:

José Carlos – Agora?

Sandra confirma sorrindo. Já no jardim Botânico de Curitiba, eles caminham apreciando o local e dando gargalhadas, é perceptível a alegria que sentem juntos. Em um determinado momento, José Carlos puxa Sandra pra perto de si, eles se olham com ternura e acabam se beijando. O beijo dura alguns instantes e ao fim eles sorriem:

José Carlos – Eu… olha, não há lugar mais perfeito pra dizer isso.

Sandra sorrindo e pouco envergonhada diz:

Sandra – Dizer o que?

José Carlos – Eu te amo Sandra! Esperei todo esse tempo por esse momento, me encantei por você desde aquela noite em que te vi quase morta. Precisava te tirar de lá, te salvar. Já queria você comigo.

Sandra se emociona:

Sandra – Acho que… a partir daquele momento, eu encontrei alguém pra amar de verdade! Sabe Zé, eu também já sinto alguma coisa por você. Fiquei um pouco envergonhada… mas é isso mesmo, estou apaixonada por você!

Jose Carlos sorri emocionado. Eles se beijam novamente tendo como plano de fundo, a beleza do Jardim Botânico de Curitiba.

Bruna dirige pelas avenidas de São Paulo Rick está ao seu lado no banco carona:

Bruna – Quer dizer que o cara lá te fisgou mesmo?

Rick – Eu ainda não superei amiga!

Bruna – Mas e então? Você vai ou não?

Rick – Mulher, eu nem conheço o bofe! Como é que vou com ele pro Rio de Janeiro?

Bruna – Ah, conhece depois, vai conhecer o Rio primeiro.

Eles sorriem:

Rick – Vamos numa boate hoje! Não vou nem te convidar. Já sei a resposta da Bruna recatada!

Bruna – Não, não, eu vou sim!

Rick fica surpreso:

Rick – Oi? vai?

Bruna – É eu vou, qual o problema? Eu juro que não vou atrapalhar seu romance!

Rick – Você vai numa boate comigo depois de todos esses meses? Confesso que já tinha perdido as esperanças.

Bruna – É que… combinei com alguém, uma noite de diversão. Já que vamos a balada hoje… vai ser hoje.

Rick abre gargalhada:

Rick – Vai levar o Eduardo pra boate? Não consigo imaginar aquela criatura certinha numa balada, amiga.

Bruna – Quem disse que é o Eduardo?

Rick fica sério e surpreso:

Rick – Não? Quem é?

Bruna – Enquanto você conversava com seu novo amiguinho, eu também conheci um.

Rick – O quê? Então… naquela hora que você sumiu das minhas vistas, você…

Bruna sorri escandalosamente:

Rick – Viu? Pau nasce torto, nunca se endireita, meu amor! Você nunca me enganou com essa mudança pelo Eduardo.

Bruna – Tô precisando de diversão…

Eles sorriem juntos e o carro segue caminho nas avenidas.

No casamento de Isadora e Ernesto, eles saem da festa aplaudidos, Renata ao lado de Eduardo, observa toda a situação. Isadora sorridente desvia o olhar pra Renata demonstrando deboche. Renata comenta com Eduardo:

Renata – Mulherzinha.

Eduardo não compreende por conta do barulho no local.

Eduardo – Você disse alguma coisa?

Renata – Não! Deixa pra lá!

Os recém-casados entram no carro de luxo que os esperava e seguem caminho para a lua de mel:

Renata – Muito obrigada Eduardo! Você é um doce, se tivesse aceitado vir comigo, essa festa seria um tormento pra mim, até que foi divertido.

Eduardo – Acho que já somos amigos né?

Renata – Com toda certeza, sem dúvidas!

Eles se olham sorrindo:

Eduardo – Podemos trocar contatos?

Renata – Claro! Claro que sim! Afinal tenho que pagar o estrago que fiz no seu carro.

Eduardo – Ah, só foi um arranhãozinho, não precisa!

Eles continuam se admirando. De longe, Giovanna e Genesis comentam:

Genesis – A Renata é meio louquinha mesmo né? Ela trouxe pra cá, uma pessoa que acabou de conhecer…

Giovanna – E da forma que conheceu né? O trânsito.

Eles sorriem:

Giovanna – Foi pra afrontar a Isadora! Sabe amor, já tô “SHIPPANDO” esse casal. Olha que lindos.

Genesis – Será? Eles formariam um belo casal mesmo.

O bebê Gabriel chora:

Giovanna – Oh, meu amor, não chora não lindo… Ele tá com soninho, vamos?

Genesis – Vamos!

Giovanna – Renata!

Renata olha. Giovanna faz sinal de tchau:

Renata – Já vão?

Giovanna – O Biel tá cansadinho!

Renata – Oh, Beijos gente! Obrigada!

Giovanna manda beijo e Genesis dá tchau.

Renata olha pra Eduardo:

Eduardo – Foi um prazer, Renata. Tenho que ir agora!

Renata – O prazer foi meu! Muito obrigado por compactuar com a minha loucura!

Eles se despedem trocando beijos na bochecha.

Eduardo segue em direção ao seu carro e Renata o admira sorridente.

Alguns instantes se passam e Eduardo coloca o carro na garagem de casa, abre o porta luvas do carro e pega a caixinha preta, ao abrir e ver o anel que comprou pra pedir Bruna em casamento, ele lembra do rosto e simpatia de Renata. Após a rápida lembrança, ele fecha a caixinha e fica pensativo demonstrando dúvida e insegurança.

Anoitece.

Em Recife, Isadora e Ernesto curtem a noite a beira mar da cidade, na praia de Boa Viagem com a luz da lua ao fundo:

Isadora – Adorei amor! Sempre tive vontade de conhecer Recife! É tudo tão lindo…

Ernesto – Além de linda essa cidade é maravilhosa ara os negócios!

Isadora – Eu sei, mas não vamos falar sobre negócios agora amor, estamos em lua de mel!

Ernesto – Tá bom, esqueceu que semana que vem tem a inauguração do maior arranha céu construído pela “PAES MEDEIROS CONSTRUTORA”, Aqui em Recife?

Isadora – Não, vamos ficar direto então. Sua filha vai vir?

Ernesto – Claro! A Renata é a gerente comercial da empresa!

Isadora – Aff.

Ernesto – Vocês não se entendem mesmo, não é?

Isadora – Não, nem me peça isso!

Ernesto – É questão de tempo!

Isadora – Veremos! Eu não vou fazer muito pra agradar não, viu?

Ernesto pega Isadora nos braços de repente e corre em direção ao mar, ela se assusta:

Isadora – Ai! Para amor! Você está louco?

Eles se beijam com pés banhados pelas ondas que correm na areia da praia. Algum tempo depois, Ernesto já deitado na cama do Hotel onde estão hospedados cochila, Isadora está com o celular em mãos e percebe o mesmo vibrar, ela está recebendo uma ligação. Ela beija a bochecha de Ernesto e fala ao ouvido dele:

Isadora – Já volto tá amor? Vou tomar um banho, ficar bem cheirosinha pra você.

Ao entrar no banheiro, ela fecha a porta e atende a chamada:

Isadora – O que você quer?

É Gustavo que fala direto de Curitiba, ele está escondido na área de serviço da casa de Sofia:

Gustavo – Isadora, é melhor você se preparar.

Isadora – Por que? O que você tá dizendo? Não vá me contar que a songa da sua mulher descobriu que somos primos.

Gustavo – Não, não é isso! Mas também não é nada bom.

Isadora – e o que é então?

Gustavo – A Sandra está viva! Ela veio aqui hoje e contou tudo pra Sofia sobre o sequestro na casa de praia. E ainda especulou que você teve culpa na morte do Luigi!

Isadora fica chocada e sem ação.

Wellyngton Vianna

Recifense, 23 anos, CEO fundador do CYBER SÉRIES.

“Escrever liberta, podemos criar, recriar e inovar. Podemos tornar públicas as nossas idéias”.

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