A Dama Negra Nocturna II – Quando a Noite Cai…

A Dama Negra Nocturna II – Quando a Noite Cai…

Nocturna II

Quando a Noite Cai

“No conclave dos cinco foi feita uma aliança que perpetuaria até que a luz se findasse e as trevas se tornassem eternas, por meio destas palavras proferidas pelos representantes de cada clã:

A noite a nós pertence, e por nós perpetuará até que tudo retorne as cinzas’.

Assim, com estas palavras, um juramento foi firmado pelos cinco dos grandes, os quais controlam a noite e seus filhos da noite eterna; partilhando seus segredos e suas sabedorias para que todos se tornassem um.”

– Grimorium Sanguinem

É uma história antiga, mas que ainda é contada, sobre aqueles que andam na noite, enquanto os que vagam de dia temem falar. Seres noturnos, amaldiçoados pela existência bestial, caminhantes da noite eterna. Assim vagam pelo mundo a milênios, sua origem é teorizada por mitos descritos em várias culturas humanas. O fato é que em todos os mitos e fantasias a verdade é única: os vampiros são os predadores dos humanos.

Sua história se funde com a origem do mundo, provenientes de uma anomalia ou evolução genética que iniciou-se juntamente com a vida e o caminhar do primeiro humano neste mundo. Seres que sedentos caçavam para aplacar o ardor de suas gargantas secas. E tais criaturas caminhantes assim que a noite cai, em seus passos, eram vitoriosos. Esse relato vem dos mais profundos escritos de outrora, quando o humano errante resolvera ter morada fixa e passou a se tornar um grupo, do grupo uma sociedade e da sociedade tornaram-se nação.

Os vampiros são na era atual parte de um imaginário mundo de horror e fantasia, seria essa a forma de esconderem-se durante sua caminhada noturna? De fato, tais fantasias são alimentadas em filmes e livros despertando a curiosidade, admiração, repúdio e medo. Bravas criaturas noturnas, errantes conforme a necessidade, foram vencidas pela evolução de sua fonte de vida, tornaram-se enfim territoriais e passaram a disputar entre si cada grupo de néctar e o domínio daqueles que desconheciam sua existência.

As criaturas da noite precisaram se organizar, assim foram surgindo os clãs e com eles as disputas por território mais farto e rico. Manipuladores, assim se tornaram, travando uma guerra invisível pelo comando, pelo sangue e pelo poder. Usufruíram de seus dons para conseguir o que queriam e, mesmo sob o regime de uma hierarquia, conquistaram povos e nações humanas, manipulando pelas sombras o controle de seu território. Tais disputas acabaram por serem notadas e os humanos em defesa própria começaram a lutar contra e caçar os “monstros” bebedores de sangue.

Batalhas foram travadas, humanos ganharam cada vez mais espaço, porém era uma batalha eterna onde ambos os lados sucumbiam perante as lutas. Eis que surgiu o ser que era a origem dos seres da noite se colocou a favor dos humanos. A benevolência podia ser algo humano, mas também poderia ser aprendido pelos vampiros, dizia aquela que se levantou contra a sua própria raça e instinto sanguinário. Akya, uma entre os que eram chamados de vampiros primordiais, dizia que poderia haver espaço para as duas raças. Absurdo, foi que ouviu daqueles que não concordaram, queriam mais, queriam dominar o seu rebanho.

Não sendo vitoriosa em sua busca por igualdade, ela decidiu dar aos humanos os meios de eliminar os da sua própria espécie. Com isso surgiu o pacto entre humanos e a vampira, e o poder foi dado através de armas capazes de pararem os seres da noite, inclusive os primordiais. Poder proveniente do sangue de Akya, que se sacrificou para liberar aos humanos.

Logo os humanos ganharam mais e mais batalhas e muitos caminhantes da noite começaram a ser eliminados. Os vampiros primordiais desapareceram aos poucos e, sem muitas opções, por receio de serem extintos, os puros sangues resolveram sumir e manter sua sociedade na escuridão, incógnitos e alimentando os mitos e fantasias.

Desde então vagaram na terra criando uma sociedade a partir do mundo humano, obscura e com suas próprias leis e princípios. Porém, ainda mantinham o domínio da sociedade humana pelas sombras de seus territórios, usando os próprios humanos como servos para encobrirem sua existência. Os relatos aqui descritos são somente o indício de algo maior, esse o qual irá sendo descrito conforme se passarem as páginas deste que lhe é o Grimoruim Sanguinem, a “bíblia” dos vampiros.

~*~*~*~*~*~

Nova Iorque, 31 de dezembro de 1999, a virada do milênio…

Havia no ar entre aqueles habitantes uma sensação de misticismo e superstição. Virada do século, noticiários informando sobre as mudanças e expectativas, gurus fazendo previsões e alguns dizendo que seria o fim do mundo. Nada daquilo era importante para a vampira que, debruçada no parapeito da varanda da cobertura daquele hotel de luxo, observava os poucos transeuntes passarem, comemorando, bebendo e sorrindo. Era certo o caminho daqueles que andavam pelas ruas naquele clima de 9°C na direção Times Square, para ver a bola da contagem regressiva. Lya tinha à mão aquele crucifixo, o terço pendurado em seu pescoço era o único elo entre ela e Giani. Estava tensa não fazia ideia para onde ele fora.

– Lya… – a voz grave masculina chamava. – Lya… – A voz intrigada chamou-a novamente, inspirou baixo e foi até ela, parou ao seu lado olhando-a por um tempo.

– Giani acredita que conseguirá. – As pontas de seus dedos delicados tocaram o pescoço, demonstrando um leve incomodo.

– Se ele sobreviver. – Rodney olhou a rua pela sacada, imaginando como um recém desperto conseguiria sobreviver sem sua senhora por perto. – Não foi uma boa escolha torná-lo andante da noite, pode nos trazer problemas.

Os olhos azuis claros de Lya rolaram na órbita e o repreenderam, fazendo o vampiro negro, de presença forte e altiva com seus quase dois metros de altura, empalidecer. Rodney curvou a cabeça e afastou um passo, mantendo a expressão cautelosa de respeito.

– Iremos trazê-lo de volta.

– Assim espero. – As lembranças da noite que tivera com Gianni assombravam sua mente e seu corpo. Era o campo minado, que tentava fortemente evitar, agora sentia a solidão do afastamento dele.

Lya soube desde o dia que o vira que nunca mais seria a mesma, evitou-o o quanto pode, mas o sangue dele chamava por ela, somente o dele acalmaria e saciaria a sua sede. O vampiro é fadado a viver na obscuridade, lutando contra os instintos mais profundos e tentando não se tornar um bestial. No entanto, quando este encontra seu elo de sangue, passa a viver sob controle, saciado e pleno. Os humanos chamariam isto de alma gêmea, mas para as criaturas noturnas era a confirmação de que não andariam mais sozinhos na eternidade.

Lya sentia receio, após transformar Gianni não conseguia compreender o motivo dele ter- lhe abandonado já que o mesmo aconteceria com ele, somente o sangue dela poderia acalmar a fera interior que despertaria nele.

Ali de pé, debruçada no parapeito da varanda, estava presa naqueles pensamentos. Amaldiçoava-se por ter sido pega naquele elo, afinal Gianni fugira dela, sumiu de tal forma que nem conseguia farejar seu rastro.

Era intrigante e ao mesmo tempo desafiador, aquilo aguçava seus instintos de predadora. Iria caçá-lo, encontrar seu paradeiro e fazê-lo retornar a sua morada. No entanto, ao mesmo tempo em que queria trazê-lo de volta, queria-o longe, já que para ela, ex-humano era a confirmação de suas fraquezas no mundo vampiresco. Gianni não fazia a menor ideia do mundo ao qual despertara e, por mais que detestasse admitir, ela falhara em tê-lo transformado.

Batidas suaves soaram pelo cômodo vindo da porta de entrada da suíte e uma voz feminina ecoou no ambiente pedindo permissão para entrar antes de ser aberta. Logo apareceu entre eles uma jovem humana vestida de negro, seguindo as tendências de um estilo recém inventado pelos humanos. A garota gótica procurou-os e olhou em direção a varanda. Ao ver Lya, sorriu e foi até ela sabendo que podia se aproximar.

– Lya, consegui sair, vim ficar com você. – Rice sorriu a Rodney e curvou a cabeça a Lya. – Não vou deixar minha senhora passar a virada do milênio sozinha.

Lya inclinou a cabeça para olhar a humana e fez um sinal para ficar mais perto dela.

– Quero que me traga um presente, Rice, pode fazer isso para mim?

– Claro, qualquer coisa. – O rosto da menina corou. – Mas lhe trouxe um agrado.

– Esse tal agrado suponho ser o que imagino?

A garota sorriu ainda mais confirmando com a cabeça. Fez um gesto para que a vampira esperasse e saiu do quarto rapidamente. Rodney observava tudo silencioso, analisando com os olhos estreitos a pequena serva humana de Lya. Não tardou muito e logo Rice estava de volta trazendo consigo uma companhia, um rapaz sorridente que olhava todo o lugar admirado pelo luxo. A suíte ampla tinha ao seu lado direito uma sala de estar com um sofá largo e poltronas de frente a TV, no lado oposto uma enorme cama de casal. Além daquilo havia uma porta que levava para o closet e um banheiro.

– Nossa essa cobertura é perfeita, Rice. Diga-me, vamos comemorar a virada do milênio aqui? – o rapaz perguntou e foi desperto da empolgação quando Rodney olhou-o com seus olhos vermelhos. Naquele momento o rapaz ficou imóvel e com olhos fixos, tomado por um transe que o deixou parado no centro do quarto.

– Comece a coleta. – Rodney foi até o bar, pegou taças de vinho e entregou à Rice.

A garota rapidamente pegou uma navalha, puxou a manga do casaco do rapaz e fez um talho no braço. O líquido rubro escorreu e o odor ferroso tomou o quarto.

Lya caminhou de volta deixando a varanda e sentou em uma poltrona. Olhou a TV que mostrava as festividades em torno do mundo, alguns lugares já comemoravam a virada do milênio e, mesmo que aquela tela mostrasse alegria, para a vampira era nada mais que um ano após o outro.

Rice terminou de coletar o sangue e envolveu com uma toalha o braço do rapaz, que ainda imóvel mantinha uma expressão apática. Assim, ela levou aquela taça a Lya, entregando-a.

Rodney caminhou entorno do rapaz, tinha seus olhos vermelhos e suas narinas dilataram farejando o aroma que lhe acendia o ardor na garganta, sua sede lhe dava um ar predatório.

Lya recebeu a taça e tomou aquele líquido, apreciando enquanto Rice olhava repreensiva para o vampiro que rodeava o humano.

– O que foi? – Em seus lábios brotaram um sorriso ameaçador à humana. – Não vou matá-lo, somente saciar um pouco minha sede. – Olhou para Lya como quem pedisse permissão.

– Ele é presente para Lya. – A jovem ralhou murmurando apesar de estar com medo do vampiro.

Lya não se importou com o que eles falavam, sua mente ainda estava em Giani e onde poderia estar. Aquele encontro deles, o tiro e o beijo que o tornara ser da noite, analisava em busca de uma resposta plausível para justificar o fato de não poder encontrá-lo. Não deveria ser assim, eles tem o elo, então, por qual motivo ela não conseguia localiza-lo?

Rodney aproveitou que sua senhora não se importara e se aproximou do rapaz, afastou a gola do casaco que vestia expondo o pescoço e fincou as presas, degustando do sangue e aplacando sua sede. Rice virou o rosto e sentou perto de Lya em outra poltrona, ignorando o vampiro que soltou uma risada abafada enquanto degustava do humano.

Naquele momento Lya estendeu o braço, e vindo voando pela janela, pousou um corvo que grasnava abrindo e batendo as asas. A vampira olhou-o esboçando um leve sorriso.

– Demorastes desta vez Michael, espero que tenha conseguido o que desejo. – Levantou o braço para o animal levantar vôo.

Daquela vez o corvo pousou no tapete persa no centro do quarto e se encolheu formando uma bola de penas, que aumentou de tamanho até que se desfez e de dentro surgiu um moreno com sorriso sarcástico nos lábios, olhando a cena de Rodney degustando do humano.

– Cheguei na hora certa. – Andou nu até o humano e inclinou o rosto farejando-o, seus olhos vermelhos denunciavam a sede. Sempre que se tornava corvo, quando voltava a sua forma normal precisava de sangue.

Rodney olhou-o por baixo dos cílios quando terminou de tomar do humano e afastou os lábios do pescoço de sua presa. Com um sorriso lambeu os lábios e empurrou o humano para Michael.

– Sirva-se…

Michael segurou o humano com um braço e olhou os buracos de dentes feitos na pele, fez uma careta falando com desdém.

– Acredita mesmo que vou por minhas presas onde você babou? – Rolou os olhos e virou o rosto do humano para o outro lado, expondo o pescoço e mordendo.

Rice estava incomodada e vez ou outra tocava seu pescoço. Olhou Lya, tinha a expressão nítida, pedia sem palavras que ela interviesse e parasse com aquele divertimento de ambos os vampiros. A vampira tomou o último gole do sangue e colocou a taça na mesinha de centro, em tom suave com sua voz de menina, ordenou:

– Já chega, querem matá-lo? Limpem o humano e deixem-no pronto para Rice levá-lo.

Michael parou de tomar o sangue e lambeu o lugar onde havia mordido, a ferida então se fechou sem deixar vestígios de que fora feita no humano.

– Eu que não vou lamber onde Rodney mordeu…- Empurrou o humano para ele. – Sua sujeira, sua limpeza… – andou nu pelo quarto lambendo os lábios.

– Vá colocar uma roupa, idiota.- Rodney rosnou a ele e limpou a ferida no pescoço do humano, depois tirou atadura do braço dele fechando o corte da navalha passando a língua. – Pronto, humano limpo e arrumado.

– Rice, leve seu amigo de volta e garanta uma ressaca, assim não lembrará onde esteve. – Lya ordenou a serva humana.

Rapidamente ela levantou e foi até o humano. Segurou-o pela mão, olhou Rodney e depois Michael. Estremeceu por dentro, sorriu por fim a Lya e puxou o rapaz para levá-lo para fora do quarto e colocá-lo em um táxi de volta para casa.

Michael andou até o banheiro e pegou um roupão, voltou e se aproximando de Lya curvou-se e estendeu a mão a ela.

– Descobri informações muito importantes, quer ver agora?

Ela segurou a mão dele e olhou em seus olhos, foi então feita uma conexão e ela viu imagens das quais os olhos de corvo haviam captado mais cedo. A cena era de vampiros chegando na cidade, um grupo de caçadores perseguindo-os e exterminando dois deles. Piscou os olhos e a cena mudou. A nova cena mostrava a sede da Sociedade de Caçadores, nela um grupo estava discutindo no pátio do prédio sobre a escolha do presidente da sociedade. Lya soltou a mão dele e a conexão foi desfeita.

– A cada dia que passa a Sociedade de Caçadores está decaindo, andam muito dispersos e sem chefia que os direcionem.- Michael sorriu divertido comentando as informações.

– Ótimo, enquanto discutem vamos agindo. – Ficou pensativa. – Rodney, quero que forme um grupo para seguir os passos de Gianni. Michael, continue a vigília na Sociedade de Caçadores, talvez ele apareça por lá. – Encostou na poltrona e olhou a TV. – Vou sair esta noite.

Rodney, que estava encostado na parede perto da porta observando o relato de Michael, afastou-se da parede e curvou-se de imediato após a ordem da vampira.

– Considere feito.

Ambos os vampiros se olharam quando ela disse que iria sair. Lya dificilmente saía do seu refúgio, haviam alugado aquela suíte por insistência da própria vampira. Eles não estavam gostando muito daquela situação, afinal a obsessão dela pelo ex-padre e caçador estava passando dos limites, porém eles não ousariam contrariá-la, eram somente seus servos e ligados a ela por laço, nunca desobedeceriam suas ordens.

– Lya, não seria arriscado sair? Não descobrimos quem atirou naquela noite e, além do mais, estamos perto do território de Thor, soube que ele não anda de bom humor ultimamente. – Michael falava receoso, não por ser contrariado e sim temeroso por ela.

– Motivo mais que suficiente para sair, preciso localizar um vampiro, mas ele não vai aparecer a não ser que eu esteja visível. – Lya levantou e caminhou quase como quem flutuasse até o closet. Pegou e vestiu um casaco longo e negro, luvas, cachecol e um gorro que completaram o visual de uma nova-iorquina indo a Time Square para assistir a virada do milênio.

– Irei com você. – Rodney foi pegar seu sobretudo, preparando-se para acompanhá-la.

– Não. – Ela virou para ele. – Irei sozinha, ele não virá se estiver acompanhada.

– Eu posso ir pelo ar. – Michael insistiu. – Posso ser seus olhos do alto.

Rodney cruzou os braços sobre o peito e ficou parado os encarando, aguardando a confirmação da vampira e preocupado com sua segurança.

– Tudo bem, pela expressão de ambos não vão desistir de me acompanhar. – Olhou para Michael. – Seja meus olhos no céu noturno. – Caminhou para a porta de saída do quarto. – Rodney, faça o que pedi, encontre vampiros rastreadores para localizar Gianni.

– Irei agora mesmo. – Rodney saiu logo atrás dela.

Michael foi até a sacada da suíte e tirou o roupão ficando nu novamente, subiu no peitoral abrindo os braços com sorriso divertido e saltou dali deixando o corpo cair, transformando-se no ar em corvo. Voou até um poste do outro lado da avenida, pousou e ficou aguardando a vampira aparecer.

Lya atravessou o hall de entrada do hotel e tomou rumo à porta giratória que a levou à calçada. Parou um momento e olhou o alto, Michael já aguardava transformado em corvo para segui-la. Rodney apareceu logo em seguida tomando o rumo oposto, atravessou a rua e foi para lado leste da cidade. Agora era questão de tempo para localizar aquele recém criado, Gianni Salvatore.

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Lya uma vampira cuja a existência vem sendo perseguida pelo caçador Gianni que fora padre e abdicou de seu sacerdócio para caçá-la. Em uma eterna disputa de gato e rato, ambos se apaixonam e lutam contra, numa disputa interna de se deixar sucumbirem aos seus sentimentos ou simplesmente acabarem destruindo um ao outro.
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Música desse Episódio - Haunted Evanescence

Isa Miranda

Amo escrever, por isso sou aquilo que escrevo, são as palavras que me dão poder e nelas me torno única. 

 

  • Cleber Medeiros

    caramba Isa, você escreve muito bem, além de ser lindamente detalhista deixa-nos sempre com um gostinho de quero mais e vontade de descobrir o que ainda há por vir

    • Isa Miranda

      Obrigado amigo, fico feliz de está pegando o jeito e conseguindo dá o toque de mistério e claro curiosidade que desejo, espero levar assim até o fim <3

  • Eduardo Moretti

    Maravilhoso!!! Cada vez mais apaixonado por essa história amiga. Cresce a expectativa de ver Lya e Gianni juntos de novo. s2

    • Isa Miranda

      Eu estou amarradona em escrever , contar a todos a história deles. Fico feliz que está gostando <3

  • Andrea Bertoldo

    Perfeito! Vi nosso rpg nesse inicio de trama…rs Maravilhoso, Isa! Estou adorando!

    • Isa Miranda

      Terá muitos elementos do RPG já que Lya nasceu há 6 anos atrás de uma mesa de RPG … Que bom que está gostando vai ter muita treta ainda rs

  • Leonardo Augusto

    muito bom Isa, a cada capitulo fica mais envolvente!

    • Isa Miranda

      Que bom Leo… E vai só aparecendo tretas rs