Cyber Backstage: Programa 3 – Conheça as sinopses dos livros que inspiraram a autora de “Eterno Canto”

Cyber Backstage: Programa 3 – Conheça as sinopses dos livros que inspiraram a autora de “Eterno Canto”

Boa tarde leitores.

Estamos chegando com mais um Cyber Backstage. Charlotte Marx é uma autora que busca informações com pesquisa e declara ler muito. A arte de escrever não é fácil, para quem realmente é apaixonado pela atividade, requer meses de preparação, isso quando não for anos. Isso aconteceu com uma das produções do Cyber Series, “Eterno Canto”, segue abaixo alguns livros que inspiraram a autora da trama Charlotte Marx.

 

1984

Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que “só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro”.

Ensaio sobre a cegueira

Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma “treva branca” que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas.
O Ensaio sobre a cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar “a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam”. José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti.Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: “uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos”.

Admirável mundo novo

O livro “Admirável Mundo Novo” (1932) de Aldous Huxley, descreve uma sociedade extremamente científica, onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais da sociedade, essa sociedade não possui ética religiosa e valores morais. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga, sem efeito colateral aparente, chamada “soma”. As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.

O livro traça o contraste entre o ‘moderno” e o “atrasado”, tecendo críticas pungentes ao desenvolvimento “prodigioso” da ciência, que, segundo o autor, ao contrário de promover benesses à sociedade, contribuiu para o surgimento de diversos problemas de ordem social que posteriormente não seriam resolvidos. Sob esta perspectiva, a personagem John – “o Selvagem” – confronta-se diretamente com o mundo moderno, reiterando a impossibilidade de convivência entre o tradicionalismo e o mundo da ciência.

Crime e Castigo

  Raskólnikov é um jovem estudante que mora em um cubículo e leva uma vida soturna em São Petersburgo, na Rússia. Sem dinheiro e sem prestígio perante os poderosos, submete-se a uma vida de favores prestados pela dona da pensão aonde mora que, malgrado as mensalidades atrasadas, vai deixando o rapaz sossegado em seu canto.

No entanto, Raskólnikov não tem posses e até o curso acadêmico teve que ser interrompido por falta de dinheiro.

Após várias considerações sombrias, devido à falta de recursos tanto para morar quanto para estudar, ele assassina a velha agiota que lhe emprestava dinheiro mediante a penhora de objetos de valor e, devido ao acaso acaba assassinando também Isabel, a irmã dela.

Mesmo tendo assassinado e roubado, Raskólnikov não faz uso dos bens angariados com sua atitude e acaba caindo num torpor muito pior do que antes. A chegada de sua mãe e sua irmã na cidade o deixa ainda mais deprimido.

Entretanto, o que o deprime não é o assassinato em si, nem tampouco o arrependimento que naturalmente deveria advir após o mesmo, mas sim o sentimento de que não conseguiu levar adiante os projetos que tinha baseados numa visão de grandeza e de importância pessoal ao estilo napoleônico.

Raskólnikov, ainda na universidade, escreveu um texto no qual afirmava que o mundo estava dividido entre dois tipos de pessoas, os ordinários e os extraordinários. Os ordinários eram os homens comuns, sujeitos ao trabalho e às atitudes ou ordenanças dos seus superiores; os extraordinários eram aqueles que, a exemplo de Napoleão Bonaparte, de maneira ousada e despótica ocasionavam a mudança do mundo a despeito da quebra de leis ou morte de pessoas.

Por toda a história transparece a intenção de Raskólnikov de considerar-se um extraordinário, alguém predestinado à transformação do mundo. Quando por fim ele é preso e enviado para a Sibéria, permanece em suas meditações a ideia de que não havia sido compreendido pelo mundo. Mesmo após muitas complicações e sofrimento, Raskólnikov não se mostra arrependido e segue para a punição como um autômato que crê estar apenas cumprindo com uma convenção social.

Raskólnikov sobrevive à duras penas na Sibéria tendo por companhia a figura de sua amiga Sonia, moça simples a quem a desgraça de uma vida de sacrifícios em prol da família havia conduzido à prostituição. Após tantas situações de conflito e inúmeros motivos para sofrimento e tristeza, Raskólnikov parece, no fim da história, encontrar a felicidade ao lado da jovem, ainda que suas projeções para com ela acabem por ficar restritas a uma possível vida futura fora dos muros da prisão.

Nessa obra, Dostoiévski trabalha com o conceito da culpa e mostra como ela pode ter desdobramentos físicos a ponto de desestabilizar o equilíbrio psicológico de uma pessoa, ainda que esse indivíduo não se dê conta disso ou não se arrependa de seu erro.

Wellyngton Vianna

Recifense, 23 anos, CEO fundador do CYBER SÉRIES.

“Escrever liberta, podemos criar, recriar e inovar. Podemos tornar públicas as nossas idéias”.