CS Indica: Resenha do filme “A Viagem de Chihiro” por Pedro Montanaro

CS Indica: Resenha do filme “A Viagem de Chihiro” por Pedro Montanaro

 

DICA DE FILME

A Viagem de Chihiro

Spirited Away (ing)

Sen to Chihiro no Kamikakushi (Jap) 

Gênero- Drama, Animação & Fantasia

Ano do filme – 2001

Estúdio- Ghibli

Direção- Hayao Miyazaky

País- Japão

 

 

O FILME

“Boa sorte Chihiro, nos veremos de novo” 

Filme ganhador do Oscar de melhor animação de 2002 e Urso de Ouro no Festival de Berlim, sendo uma das obras mais aclamados do diretor Hayao Miyazaky por público e critica.

O filme conta a história de Chihiro, garotinha de dez anos que adentra o mundo dos espíritos e deuses e se vê obrigada a amadurecer diante as difíceis situações apresentadas.

A história começa em clima quase melancólico – emburrada pela mudança de cidade que está a fazer com sua família, Chihiro Ogino, dez anos, está totalmente relutante às novidades, como nova casa, escola e amigos, descontando tudo em uma rosa que ganhara de despedida.

O pai da garota, Akio, pega uma rota errada da estrada, levando a família Ogino parar na frente de uma construção abandonada.

Akio e Yuko, os pais de Chihiro, saem do carro curiosos para descobrir o que há além da velha e desgastada construção, convidados por um vento misterioso. Em oposição aos pais, Chihiro quer voltar ao caminho certo e seguir a vida, mas os medos e inseguranças típicas da idade, a fazem segurar forte o braço da mãe e segui-los na aventura. Além muros, a família se depara com uma relva esverdeada, sons de uma estação de trem, um pequeno córrego e cheiro de boa comida. Logo, o pai deduz que ali funcionara um parque de diversões que faliu devido à crise dos anos noventa.

Andando mais a frente, várias construções com aspecto de abandono misturam-se ao cheiro da bem feita comida que guia os estômagos mais famintos. Em uma viela quase escondida, os pais de Chihiro encontram vários pratos apetitosos e muito prontamente se servem de quase tudo. Novamente, Chihiro nega-se a seguir os pais e, em desespero, sai andando para explorar o local.

A garota caminha sobre uma velha e longa ponte, deparando-se com uma mansão mais que suntuosa e um pequenino trem logo abaixo, passando de um lado para outro da ponte, sendo este o trem ouvido anteriormente. Após isto, Chihiro depara-se com Haku, um servo do mundo dos espíritos que a alerta para sumir rapidamente daquele local antes do escurecer.

Assustada, ela corre até a viela onde seus pais estavam, deparando-se com porcos disformes que estavam a ser chicoteados pelos espíritos do local. Seus pais foram transformados em porcos pois comeram as comidas preparadas para os deuses.

Sem acreditar e sem saber o que fazer, a garotinha foge do local em desespero, querendo que tudo aquilo seja apenas um sonho.

Correndo por entre criaturas e espíritos disformes e estranhos, Chihiro chega até o pequeno córrego que era de fácil travessia antes. Logo depois do entardecer, o mísero córrego transformou-se em um mar profundo, servindo de porto de parada para os milhares de deuses que ali desembarcariam para relaxarem na Casa de Banhos de Yubaba, feiticeira regente do mundo dos espíritos.

Com a ajuda de Haku, Kamaji e Lin, funcionários da Casa de Banhos e personagens memoráveis, Chihiro consegue chegar até o escritório da feiticeira Yubaba, para poder negociar sua vida e a de seus pais.

Em súplica, Chihiro pede para trabalhar na Casa de Banhos, já que sem trabalho no mundo dos espíritos não se sobrevive. Inicialmente relutante, Yubaba concede uma vaga para a garota, trocando seu nome para Sen, selando o contrato.

Durante toda a estada de Chihiro no mundo dos espíritos, pode-se perceber seu amadurecimento como Ser Humano, notando um amadurecimento em suas ações e atitudes perante a vida. O filme nos convida a refletir sobre o crescimento, amadurecimento da personagem que é obrigada a evoluir pessoalmente não através de magias ou encantos, como se fosse um  filme da Disney; há a evolução através de lutas, decepções, desafios e conquistas, como a de qualquer pessoa que esteja passando por transições impostas pela vida.

E diferentemente das animações ocidentais, A Viagem de Chihiro tem um ritmo próprio, mais lento e contemplativo – como a fabulosa cena da estação de trem, feita em aquarela e composta com uma trilha sonora de emocionar qualquer um.

 

 

Por essas e outras que A Viagem de Chihiro merece ser assistida e contemplada. E você, já assistiu ao filme? Conte-nos o que achou logo abaixo!

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