Coração sertanejo: Capítulo 6 – Máscaras e sentimentos

Coração sertanejo: Capítulo 6 – Máscaras e sentimentos

 

CENA I
MÚSICA: A Mulher em mim – Roberta Miranda
(Inicia-se o capítulo com a cena do beijo de Luciano e Luana _ ele rompe o beijo e segura fortemente nos braços dela)
LUCIANO: O que você está fazendo? Está louca?
LUANA: Sim estou, estou perdidamente louca de amor por você e não consigo mais controlar isso dentro de mim. (tenta beijá-lo novamente Luciano a empurra)
LUCIANO: Pare com isso agora! E nunca mais, nunca mais diga, nem faça mais coisas desse tipo.
LUANA: Mas por quê?
LUCIANO: Porque eu ainda amo minha mulher e principalmente porque você é esposa do meu irmão e já te disse que jamais farei uma sacanagem dessas com ele.
LUANA: Mas eu te amo.
LUCIANO: Sinto muito, mas pra mim você é e sempre será apenas uma amiga, quase uma irmã, esqueça essa maldita paixão e vá ser feliz com meu irmão, aliás, era o que eu achei que você já estava fazendo.
(Ela tenta toca-lo)
LUCIANO: Saia daqui e nunca mais me procure pra dizer ou fazer algo do tipo e vamos esquecer o que aconteceu essa noite. (ela sai triste_ Música “A mulher em mim”)

CENA II
(cena da sacristia da igreja onde padre Santo e as beatas estão discutindo)
MARIA DA PURIFICAÇÃO: (grita) Chega! (Padre santo olha com olhar de condenação pra ela) Vamos parar de discutir. Aqui não é lugar pra isso não.
PADRE SANTO: Nisso a Maria da Purificação está certa.
MARIA DA PURIFICAÇÃO: Estamos perdendo nosso tempo aqui brigando iguais loucos, sem tomar uma decisão.
PADRE SANTO: Nisso também.
MARIA DA PURIFICAÇÃO: E se esquecendo de que aqui tem alguém que manda, não é bagunçado assim não.
PADRE SANTO: Nisso ela também ela tem razão.
MARIA DA PURIFICAÇÃO: E essa pessoa sou eu.
PADRE SANTO: Nisso também (para e pensa) quer dizer, nisso não senhora, quem manda aqui sou eu, eu sou o padre.
MARIA DA PURIFICAÇÃO: O senhor pode até ser o padre, mas meu marido é o prefeito dessa cidade e o fazendeiro mais rico do Estado, se não fosse o dizimo gordo que dou todo mês essa Igreja já tinha fechado.
PADRE SANTO: Escuta aqui minha senhora.
Maria da Purificação: Sua senhora coisa nenhuma, sou senhora do meu marido.
PADRE SANTO: Ahahahahah! Você vai me deixar louco desse jeito.
MARIA DA PURIFICAÇÃO: Mais louco do que é? Só se fizer um risco no chão e passar por baixo. (ignorando-o e falando com as beatas) É o seguinte: no dia do padroeiro vamos fazer uma missa bem bonita e depois uma procissão.
PADRE SANTO: E depois uma bela festa para o povo se divertir, pois já é uma tradição e nosso povo sofrido merece.
MARIA DA PURIFICAÇÃO: Ta loucão mesmo hein? Que Mané festa o quê? Pra que festa? Pro povo gastar o dinheiro que não tem e depois não pagar o dizimo falando que tá sem dinheiro? Pra esse povo encher a cara e depois não ir trabalhar no dia seguinte?
PADRE SANTO: Não é por que um ou outro faz isso que vamos deixar nosso povo sem festa, a festa do padroeiro é a única diversão que nosso povo dessa cidade tem.
MARIA DA PURIFICAÇÃO: (com dedo em rije) Nada de festa.
PADRE SANTO: Vai ter festa sim. (as beatas vão saindo)
MARIA DA PURIFICAÇÃO: Pois eu digo que não teremos festa.
PADRE SANTO: Pois eu digo que terá e eu mando aqui.
MARIA DA PURIFICAÇÃO: manda nada quem manda sou eu, não é meninas? (olha pros lados e não vê mais ninguém_ corta a cena)

CENA III
MÚSICA: Fundo musical de terror e suspense
TARDE DA NOITE- externa da casa de Madame Clotilde, os últimos fregueses estão saindo

Clóvis Arruda tenta entrar em seu carro, mas não consegue abrir, escuta passos ao seu redor, olha pra trás e não vê nada, apenas um vulto, tenta novamente abrir o carro ,mas ele não abre, escuta novamente passos em sua direção e sente um calafrio em seu corpo, olha para trás e vê a noiva fantasma indo atrás dele, fazendo-o grita).
CLÓVIS: Não! Pelo amor de Deus não! Vai embora, anda eu tô mandando: Vai embora.
NOIVA FANTASMA: É você meu amor?
CLÓVIS: Amor um escambau. (sai correndo) Socorro (corta a cena)

CENA IV
(A cena abre para a casa de Pureza que está na janela olhando para a lua).
PUREZA: Hoje a lua está ainda mais linda. E quando ela está assim, redondinha no céu, me sobe uma coisa, me dá um calor, um quenturão. (vai tirando a roupa) que eu não consigo suportar, tenho que fazer alguma coisa, preciso fazer esse calor passar.
(vai até a pia do banheiro joga água no corpo)
Não está adiantando. (tira mais um pouco da roupa)
Não dá pra ficar aqui, tá muito abafado aqui, vou sair para tomar um ar.
(sai perambulando pelas ruas rasgando o resto de roupa que ainda trás em seu corpo e escandalizando as poucas pessoas que ainda estão nas ruas, elas lhe apontam, cochicham entre si e dão risada).
PUREZA: Ai! Ai! Que calor na bagurinha. Ai! Ai que calor na bagurinha.
PRIMEIRO INTERVALO COMERCIAL

CENA V
(TARDE DA NOITE_ Abre a cena no quarto de Marcela onde ela dorme alguém bate a janela)
MARCELA: Quem será que está batendo em minha janela? (abre e vê que é Michel com uma rosa)
MICHEL: Boa noite meu amor, você não vai me deixar entrar?
MARCELA: O que você quer aqui?
MICHEL: Conversar com você me amor, tentar nos entender.
MARCELA: Entre (ele pula a janela e lhe entrega a flor)
MICHEL: Me desculpe, aquele dia aqui em sua casa, agi sem pensar levado pelo ciúmes.
MARCELA: Realmente você agiu como um moleque, isso me decepcionou demais.
MICHEL: Mas é porque eu te amo muito, fica comigo.
MÚSICA: “Indispensável pra mim”
(eles se beijam e fazem amor_ corta a cena)
CENA VI
(MANHÃ_ uma panorâmica diurna da fazenda de Clóvis Arruda ele está sentado em seu escritório, com seu peão Lucas atendendo Quinzinho e Bem-te-vi).
CLÓVIS: Muito bem! Vamos fazer algumas provas com vocês e o que se sair melhor fica com a vaga de peão em minha fazenda.
QUINZINHO: Mas a gente sempre trabalhou junto, sempre fizemos tudo junto, não queremos nos separar.
CLÓVIS: Olha! Aqui só tem vaga para um, ou vocês fazem a prova e um de vocês saem empregados ou os dois podem dar meia volta e voltar de onde vieram, tem muitos peões bons querendo trabalhar em minha fazenda. (eles entreolham e concordam entre si)
BEM TE VI: Tudo bem nós aceitamos a proposta.
CLÓVIS: Muito bem, vamos fazer um teste com os dois, e á quem se sair melhor eu darei o serviço.
LUCAS: Sim senhor. (Lucas vai saindo com eles, Maria Eulália entra e encontra Quinzinho os dois trocam olhares).

CENA VII
MARIA EULÁLIA: A farra ontem foi boa não é Senhor Clóvis? Chegou já era de madrugada.
CLÓVIS: Isso não é da sua conta.
MARIA EULÁLIA: Como assim não é da minha conta? Você é meu esposo deveria me amar, me respeitar, cuidar de mim.
CLÓVIS: (dando gargalhada) Não me faça rir. (pega-a pelos braços e a leva diante do espelho) Olha só pra você, uma velha feia, acabada. Como você espera que eu te ame que eu te respeite? Você e suas filhas são um estorvo em minha vida. (a empurra e ela cai ao chão)
MARIA EULÁLIA: Então por que você se casou comigo?
CLÓVIS: Por causa do dinheiro do seu pai e só não me separo porque fica muito mal para um futuro prefeito se desquitar da sua esposa, é bom que meus eleitores me vejam como um bom pai de família, casado e só por isso suporto esse casamento, mas na verdade eu tenho nojo de você. Agora junte cada caquinho de sua insignificância e suma da minha frente, anda. XÔ!

CENA VIII
MÚSICA: “Seu Herói _ Fernanda e Sorocaba”
(MANHÃ_ Abre-se uma cena da fazenda de Clóvis Arruda onde Quinzinho e Bem te vi fazem alguns testes sobre os olhares de Lucas e Clóvis)
CLÓVIS: Muito bem, vocês dois são ótimos peões, mas como eu disse: Eu só tenho vaga aqui pra uma pessoa então eu e meu capataz aqui já escolhemos quem fica. (Musica de tensão)
BEM TE VI: Digam quem vocês escolheram?
CLÓVIS: Nós escolhemos o Quinzinho. (Bem te vi fica triste) olha Bem-te-vi, você também é um bom peão. Porque não procura emprego na fazenda do Antônio Dias? Fica aqui perto.
LUCAS: Eu posso te levar até lá, isso claro se meu patrão me liberar para isso.
CLÓVIS: Claro, pode ir.
BEM TE VI: Obrigado.
CLÓVIS: Boa sorte.
QUINZINHO: (para Bem te vi) boa sorte meu irmão (se abraçam)
BEM TE VI: Você também. (Lucas e Bem te vi saem)
CLÓVIS: E você Quinzinho o que está esperando? Vamos! Tem muito trabalho á fazer.
QUINZINHO: Sim senhor.
SEGUNDO INTERVALO COMERCIAL

CENA IX
MÚSICA: , “Indispensável pra mim, “Indispensável pra mim
(MANHA_ quarto de Marcela ela esta dormindo abraçado com Michel, acorda levanta- se e senta na cama, onde fica pensando em Luciano_ Michel também acorda).
MICHEL: Bom dia amor. Dormiu bem?
MARCELA: Sim Michel, dormi.
MICHEL: Está tudo bem? Você está com uma carinha.
MARCELA: (levantando-se) Eu estive pensando Michel, você é e sempre será muito especial pra mim, mas não posso continuar esse namoro, eu não te amo mais, quero terminar com você.
MICHEL: Porque você está fazendo isso comigo? A gente estava se dando tão bem.
(ele segura seu braço)
É por causa daquele fazendeiro né? O Luciano Dias. Você está se envolvendo com ele e como ele tem dinheiro e eu não, você está metendo pé na minha bunda pra ir atrás dele e dar um golpe no baú, não é isso Marcela? (Marcela o empurra)
MARCELA: Cale a boca (lhe esbofeteia) me respeite, eu jamais iria me envolver com um homem por dinheiro, mas se você quer mesmo saber a verdade eu te digo: eu estou perdidamente apaixonada por ele. Agora sai daqui e me deixe em paz.
MICHEL: Você ainda vai se arrepender muito de estar me dispensando garota, ah vai (sai batendo a porta).

CENA X
(FINAL DA MANHÃ_ cena da externa da fazenda de Luciano, Bem te vi e Lucas chegam. Bastião o atende).
BASTIÃO: Bas tarde. Tudo bem Lucas?
LUCAS: Sim, eu vim trazer um amigo meu pra conversar com vocês, ele está atrás de emprego, mas lá na fazenda do Senhor Clóvis Arruda não tem mais vaga.
BASTIÃO Oia eu vou vê com meu patrão, vê o que ele acha, mais num sei se ele está precisando de arguém aqui não, afinar sempre dei conta de tudo sozinho. (Luciano aparece)
LUCIANO: O que está acontecendo Bastião? (cumprimenta e começa a conversar com Lucas) Oi Lucas, algum problema na fazenda do Clóvis?
BASTIÃO: Ele troxe esse moço que tá a procura de serviço, mais eu já disse que tô conta de tudo sozin.
LUCIANO: (para Lucas) E ele sabe fazer o quê?
LUCAS: Ele é um bom peão Sr. Luciano.
LUCIANO: Bom se você ta garantindo, ele pode ficar. Vamos fazer uma experiência.
BASTIÃO: I eu patrão?
LUCIANO: (batendo em seus ombros) Ora homem, você continua sendo meu capataz, meu homem de confiança, só que terá mais alguém pra lhe ajudar. (Estendendo as mãos para Bem-te-vi) Qual seu nome?
BEM TE VI: Jorge, mas pode me chamar de Bem-te-vi
LUCIANO: Seja bem vindo.
BEM TE VI: Obrigado.

CENA X
CIDINHA: (chega e fala para Bastião) Acho que alguém ta com medo de perder o lugar aqui? (ri) Parece que você ta ficando velho e o nosso patrão ta querendo arrumar alguém mais novo pra trabalhar pra ele.
BASTIÃO: Não me aponguente muiê.
CIDINHA: Mais novo e mais bonito. Eita peão gostoso.
BASTIÃO: Oxi ocê me arespeita Cidinha. Parece que tá com fogo na bagurinha iguar a Pureza?
CIDINHA: Te respeitar? Mas por quê? Não sou nada sua, sou solteira e livre.
BASTIÃO: E inté parece que ele vai querê arguma coisa com uma veia horrorosa como ocê.
CIDINHA: Do que você me chamou?
BASTIÃO: De veia horrorosa, que não se enxerga e acha que um rapaizin desses vai zoia pra um tribufu como ocê.
CIDINHA: Agora você vai ver quem é tribufu. (empurra-o numa poça de lama e ele cai)
MÚSICA: Seu Herói
(Cidinha faz gesto de limpar as mãos ergue a cabeça sai gargalhando_ ele fica bufando)
TERCEIRO INTERVALO COMERCIAL

CENA XI
MÚSICA: “Anjo ou fera” _ Victor e Léo
(TARDE_ abre-se numa panorâmica da praça da cidade, um ônibus para em um ponto e desce Lenita, uma jovem corajosa e revoltada, ela está vestindo uma calça Destroyed Jeans, camiseta com a estampa de uma caveira cravejada de strass e um sobretudo preto, cabelos esvoaçantes, ela desce do ônibus e observa tudo demoradamente).
LENITA: Até que enfim, de volta á esse fim de mundo, (se ajoelha e pega um punhado de terra) á esse pedaço de chão que já me viu rir e chorar tantas vezes. Ah! Meu Papai se prepare porque estou de volta e o inferno vai começar.
(Balança o cabelo e segue em frente com passos firmes ignorando os olhares dos curiosos, indo até o rio onde tira a roupa ficando apenas com suas roupas intimas e mergulha nas águas calmas e revigorantes daquele riacho).
(Michel vai surgindo ao longe e observa aquela bela mulher nadando nas aguas daquele rio e fica olhando hipnotizado por aquela sereia, reconhecendo algo familiar naquela linda espécie feminina. Lenita se vira após um mergulho e o enxerga) (troca de olhares e ela também se encanta com aquele homem musculoso, estilo rustico parado ali sem camisa lhe observando).
LENITA: O que você está fazendo ai caboclo? Está me espionando? Está querendo me ver nua?
MICHEL: Desculpa, eu só estava passando e vi você e não consigo sair daqui e nem desviar meus olhos, você é muito linda.
LENITA: Linda, mas não pro seu bico, é melhor você ir embora.
MICHEL: (entrando na água) Não quero (vai se aproximando dela)
LENITA: Não? Então tudo bem, eu saio. (joga água na cara dele e sai toda poderosa pega suas roupas enquanto ele a observa totalmente hipnotizado)
MICHEL: Você não é daqui não é? Eu nunca te vi.
LENITA: Eu nasci aqui mais vivi a maior parte do tempo em São Paulo, bem longe do meu querido papai para não lhe causar problemas.
MICHEL: (já saindo da água) Meu nome é Michel, ao contrario de você eu nasci em São Paulo, ou acho que nasci, e vim pra cá há algum tempo, atrás de descobrir sobre o meu passado.
LENITA: (se mostrando mais calma e receptiva) Pois eu faria tudo para esquecer o meu. Bom meu nome é Lenita, tenho que ir agora a gente se tromba por ai.
MICHEL: A gente se tromba. (corta a cena)

CENA XII
MÚSICA: “eu nasci pra amar você”
(COMEÇO DE TARDE_ casa de Inaiê onde ela está cuidando dos afazeres da casa e Marcela está deitada na rede pensando em Luciano ao som de entra Gabriel).
GABRIEL: Oi maninha preciso conversar com você.
MARCELA: Pode falar Gabriel.
GABRIEL: Acho que preciso te pedir desculpas, fui rude com você quando percebi que você estava se envolvendo com aquele fazendeirinho: o Luciano Dias. Achei que você estava traindo a memória de nossos pais.
MARCELA: Nada a ver uma coisa com a outra.
GABRIEL: Eu sei, pelo contrario: esse seu lance com esse fazendeiro pode ser ótimo pra nós.
MARCELA: Do que você está falando meu irmão?
GABRIEL: Se você conquistar o coroa vai ficar muito mais fácil pra gente se infiltrar naquela família e quando você o tiver na sua mão e dentro daquela família, a gente vai se vingar de todos eles de uma vez só. (gargalha)
MARCELA: Você está maluco? O Luciano não tem nada a ver com o assassinato de nossos pais não tem porque eu querer me vingar dele e nem da família dele e muito menos usá-lo, iludi-lo para conseguir me vingar do pai dele.
INAIÊ: Sua irmã tem razão Gabriel, por que você não esquece essa ideia de vingança e deixa essa família em paz? Pelo amor de Deus, esquece isso antes que tenhamos mais derramamento de sangue.
MARCELA: Derramamento de sangue? Do que a senhora está falando?
INAIÊ: Nada demais, só que um passarinho me contou que se você Gabriel continuar com essa ideia fixa de vingança essa historia não vai acabar bem.
MARCELA: (para Gabriel) Pelo amor de Deus meu irmão, escuta a Inaiê, esquece isso vamos tocar nossa vida pra frente.
GABRIEL: Não esqueço enquanto nossos pais não forem vingados e você vai me ajudar nisso. Ah vai (corta a cena)

CENA XIII
(TARDE_ sala de star da casa de Patrícia onde sua mãe, Maria Efigênia, está lhe dando uma bronca).
MARIA EFIGÊNIA: Eu não acredito menina que você desmanchou o seu namoro com o Rodrigo! Você não sabe que ele é o melhor partido de toda a região, neto do fazendeiro mais rico e poderoso do Estado?
PATRÍCIA: Eu sei mãe, mas quem parece que não sabe de nada disso é ele que trata os empregados e pobres como se fossem todos iguais a ele e quer que eu faça o mesmo. Foi por isso que ele desmanchou o namoro, eu fui dizer que a família dele dá muita abertura pros empregados e ele ficou uma fera.
MARIA EFIGÊNIA: Mais você é burra mesmo hein Patrícia? Se ele pensa assim, agora não é hora de você discordar dele, se ele acha que os pobres são iguais a nós da classe alta, tudo bem, faz de conta que concorda com ele, se ele quiser: beija, abraça ate limpa os pés da pobraiada. Não é isso que os políticos fazem para ganhar as eleições?
Então aprenda com eles. Agora é momento de você fazer todas as vontades do Rodrigo e concordar com tudo que ele disser. Ai depois que você tiver laçado o pato e estiver dividindo com ele a conta bancária, ai sim, ai você coloca as manguinhas de fora.
Bom! Agora tenho que ir, tenho um compromisso, mas pensa bem no que te falei e toma uma atitude, vai lá e faça as pazes com ele, antes que alguma outra garota mais esperta que você faça isso. Beijinho flor (sai_ Ritinha que ouvia toda a conversa atrás da porta vai ao encontro de Patrícia)
RITINHA: Então é isso Patrícia? É isso que o Rodrigo representa pra você? Uma conta bancária? Pensei que você pelo menos gostasse dele de verdade, mas já vi que não, já vi que você só quer dar o golpe do baú.

(a cena congela no rosto assustado de Patrícia e uma grande cachoeira surge, alagando toda a cena ao som da música água de Djavan).

FINAL DO SEXTO CAPÍTULO

  • Isa Miranda

    Muito bom Parabéns