Coração sertanejo: Capítulo 37 – Uma peça á menos no jogo

Coração sertanejo: Capítulo 37 – Uma peça á menos no jogo

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Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas…

Sun Tzu

 

 

 

 

 

 

 

CENA I

(TARDE_ Casa de Patrícia_ interna_ escritório_ O capitulo se inicia com Ritinha descobrindo que ela é a dona da Resultado de imagem para agatha moreira mund novocasa)

RITINHA: Essa casa está em meu nome. Ela é minha.

(Maria Efigênia entra no escritório)

MARIA EFIGÊNIA: O que você está fazendo ai, sua empregadinha, fuçando nas minhas coisas?

RITINHA: Descobrindo o que vocês esconderam de mim todos esses anos.

MARIA EFIGÊNIA: Do que você está falando garota?

RITINHA: Eu acabo de encontrar a escritura dessa casa, ela está em meu nome.

MARIA EFIGÊNIA: (fingindo sarcasmo equanto por dentro estava extremamente preocupada) Você ficou maluca? Essa mansão.. sua?

RITINHA: Chega dona Maria Efigênia, chega de tentar esconder a verdade.

(nesse momento Patrícia, Alvinho e Doutor Emerson chegam ao escritório)

PATRICIA: O que está acontecendo aqui nesse escritório?

RITINHA: Eu descobri que vocês me enganaram por todo esse tempo, o dinheiro que sustenta todo o luxo e mordomia de vocês vêm de um dinheiro que uma mulher deposita para mim.

DR EMERSON: Exatamente Ritinha.

PATRICIA: Pai…

DR EMERSON: Chega de mentiras gente, ela já descobriu tudo, não tem como continuarmos com essa farsa.  (fala para Ritinha) É verdade, todos esses anos vivemos do dinheiro que sua madrinha manda para você, essa casa, esses carros, tudo isso sempre pertenceram á você.

RITINHA: (senta-se sentindo –se abalada pela confirmação) Então, durante todo esse tempo que trabalhei para você recebendo um salário de fome, sendo humilhada por vocês, na verdade vocês estavam me enganando, se aproveitando de um dinheiro que era meu.

DR EMERSON: Desculpe filha, eu sempre fui contra essa ideia, mas a Maria insistiu nisso e fez tudo contra a minha vontade.

RITINHA: Mas, por que essa mulher fez isso por mim?

DR EMERSON: Isso você só vai saber conversando com ela (entrega um cartão de visitas) você a encontrará através desse telefone.

MARIA EFIGÊNIA: E quando á nós? Como ficamos?

RITINHA: Eu quero vocês fora da minha casa agora.

PATRICIA: Mas você não pode fazer isso com a gente.

RITINHA: E por que não? A casa é minha e eu não quero vocês aqui. Vão sumam da minha frente e deem graças a Deus por eu não mandar vocês para trás das grades. (Corta a cena)

 

 

CENA II

(TARDE_ Fazenda de Antônio Dias_ interna_ escritório_ Luana está estudando algumas papelatas e sua mãe chega)

MARIA DA PURIFICAÇÃO: Oi filha, tem uma moça ai querendo falar com você.

LUANA: Uma moça? Quem é?

MARIA DA PURIFICAÇÃO: Não disse o nome não, mas falou que era algo importante.

LUANA: Chame á aqui, por favor.

(Maria da Purificação sai da sala e retorna com Emanuelle)

LUANA: Você aqui?

EMANUELLE: Claro, por que o espanto, afinal de contas, somos parceiras né?

LUANA: (para sua mãe) Mãe, por favor, deixe-nos a sós. (Maria da Purificação sai) O que você quer aqui sua idiota? Eu já não disse que vocês devem ser discreto e evitarem das pessoas associarem meu nome ao de vocês?

EMANUELLE: Pois é exatamente sobre isso que vim falar com você.

LUANA: Como assim?

EMANUELLE: Fiquei sabendo que o cara que trazia as mercadorias para a gente vender foi preso.

LUANA: E daí?

EMANUELLE: E dai que agora que a casa caiu pro lado dele, ele pode muito bem abrir o bico e contar sobre a gente e claro, quem vai parar atrás das grades sou eu e meus amigos, porque a senhora, é rica e tem dinheiro para bancar os melhores advogados.

LUANA: Ainda não entendi aonde você quer chegar com essa conversa.

EMANUELLE: Eu e meus amigos vamos fugir, antes que isso aconteça.

LUANA: Como assim fugir? E vocês vão me deixar na mão, logo agora?

EMANUELLE: Exatamente, não vamos continuar nessa cidadezinha, dando sopa, esperando os homi botar a mão na gente não.

LUANA: Tá bom. Quer saber? Façam com quiserem, afinal, eu não terei problemas nenhum em arranjar quem faça o serviço de vocês e muito melhor do que vocês.

EMANUELLE: Mas ai que tá, nós não vamos embora com a mão abanando não.

LUANA: Aonde você está querendo chegar com isso?

Resultado de imagem para antonia moraisEMANUELLE: Acontece que sabemos todos os seus podres, até ele acidente que a senhora mandou causar naquela moça, e nós sabemos que se nós nos entregarmos e contar tudo que sabemos a policia, podemos pegar uma pena bem mais leve, então, ou a senhora nos dá uma boa quantia em dinheiro ou vamos abrir o bico e contarmos tudo o que sabemos sobre você.

LUANA: (socando a mesa) Desgraçados. E quanto vocês querem?

EMANUELLE: Seiscentos mil reais.

LUANA: Você está louca? Aonde irei arrumar toda essa grana?

EMANUELLE: Ai é problema da senhora, mas o fato é que, ou a senhora nos da o dinheiro que estamos pedindo ou quem vai apodrecer na cadeia vai ser você.

LUANA: Tudo bem, me espere hoje a noite na rua detrás da Igreja que eu levo esse dinheiro para você. (corta a cena)

 

 

Cena III

Música: My Immortal_ Evanescence

(Tarde_ Antônio está na cela, ao seu lado Clóvis dorme, e ele deixa seus pensamentos voarem de encontro com os Imagem relacionadamomentos em que foi verdadeiramente feliz tendo sua família feliz ao seu lado, lembra-se de quando era jovem e chegava da comitiva e era recebido com muito amor por Mercedes e seus filhos, lembra-se do beijo que trocaram na casa dela e depois, o que trocaram na cadeia, ele se dá conta de que agora está sozinho e só Mercedes está ao seu lado, mesmo depois de tudo o que ele havia feito a ela)

ANTÔNIO: Por que meu Deus eu demorei tanto para enxergar aquilo que estava debaixo de meus olhos? Por que eu demorei tanto tempo para me dar conta que a Mercedes é e sempre foi o grande amor da minha vida? Se eu pudesse voltar atrás, tudo seria tão diferente. Espero que um dia eu consiga sair daqui para recuperar todo esse tempo perdido e ser feliz ao lado do meu grande amor e dos meus filhos. (chora)

 

CENA IV

(TARDE_ Casa de Patricia_ escritório_ Ritinha está mandando a familia de Patricia embora da casa que ela havia descoberto que é sua)

Resultado de imagem para agatha moreira mund novo rostoDR EMERSON: Por favor Ritinha, não faz isso com a gente, a gente criou você.

RITINHA: Criaram porque estavam interresados no dinheiro que recebiam para isso e, nem ao menos como uma pessoa da familia vocês me consideravam, para vocês eu era uma empregadinha insignificante á quem vocês viviam menosprezando.

DR EMERSON: Eu não filha.

RITINHA: O senhor realmente nunca me tratou mal, porém compactou com essa exploração, essa mentira toda.

DR EMERSON: Será que não podemos ficar morando aqui, nem que seja como seus empregados?

PATRICIA: Está louco pai, nós trabalharmos para ela?

DR EMERSON: Prefere ir para debaixo da ponte e passar fome?

RITINHA: Fique tranquila Patricia, vocês não vão trabalhar para mim, sabe por quê? Por que eu quero ao meu lado pessoas boas, honestas, em quem eu possa confiar, o que não é o caso de vocês, então vocês eu quero mesmo é fora daqui.

ALVINHO: Por favor Ritinha, não faça isso, não jogue a gente debaixo da ponte, eu sei que o que minha familia fez para você foi terrivel, mas eu te peço, não faça com isso com gente.

RITINHA: (amolecendo o coração) Está bem Alvinho, eu darei uma quantia em dinheiro para eles alugarem uma casa, claro uma casa simples, modesta, mas é melhor do que ficar ao relento, e também darei, durante cinco meses, o mesmo valor que eles me davam de salário, para que eles possam se virar e se adaptar á nova vida.

MARIA EFIGÊNIA: Muito obrigado Ritinha.

RITINHA: Não precisar agradecer, eu só estou fazendo isso a pedido do Alvinho, que e o único inocente nessa história, inclusive ele pode ficar morando comigo se quiser.

DR EMERSON: De jeito nenhum, não vou me separar do meu filho.

MARIA EFIGÊNIA: Deixe o garoto, além  de ser uma boca a menos para termos que dar de comida, ainda ele poderá continuar tendo toda essa mordomia e o futuro garantido.

RITINHA: E então Alvinho, o que me diz?

ALVINHO: Se eu ficar, poderei visitar meus pais, sempre que quiser?

RITINHA: Claro, apesar de tudo, ainda são seus pais.

ALVINHO: Então eu fico.

RITINHA: Emerson, suba e faça sua mala, pegue todas suas roupas e livros. (ele sai para ir buscar)

PATRÍCIA: E nós?

RITINHA: Todas aquelas roupas caríssimas, que você tem lá em cima, eu vou doar para a caridade.

MARIA EFIGÊNIA: E nós vamos andar peladas na rua?Resultado de imagem para silvia bandeira

RITINHA: Não, vocês podem levar todas as minhas roupas, afinal de contas, agora tenho dinheiro para comprar outras e melhores.

PATRICIA: Mas suas roupas são uns trapos!

RITINHA: Era o que dava para comprar com a miséria de salário que vocês me pagavam. Então vão querer ou preferem andar peladas?

MARIA EFIGÊNIA: Ficamos com suas roupas. (corta a cena)

 

 

CENA V

(Casa de madame Clotilde_ interna_ quarto de Chica ela está se arrumando e Michel chega)

MICHEL: Oi amor, tudo bem? Posso entrar?

CHICA: Tudo bem sim, entre claro. (Eles trocam um selinho e ela percebe que ele está estranho) Aconteceu alguma coisa? Você está diferente.

MICHEL: Como você conheceu a minha mãe?

CHICA: Ai isso faz tanto tempo, para quê ficar falando disso?

MICHEL: Porque eu quero saber.

Imagem relacionadaCHICA: (levantando-se, se afasta ficando de costas para Michel) Tudo bem amor, já tá mais do que na hora de você conhecer toda a verdade sobre mim.

MICHEL: Pois então me diga, não pode haver segredos entre a gente.

CHICA: Quando eu conheci a sua mãe, ela tinha acabado de abrir aqui e eu vim trabalhar como uma de suas mariposas.

MICHEL: Como é que é? Quer dizer então que você também era guenga?

 

 

PRIMEIRO INTERVALO COMERCIAL

 

 

CENA VI

(Casa de madame Clotilde_ interna_ Chica está contando á Michel que foi uma prostituta)

CHICA: Sim amor, eu também era guenga, trabalhei por alguns anos aqui, como mariposa, até que sua mãe viu que eu tinha talento pra tocar sanfona e cantar e me colocou pra trabalhar como cantora, para animar o pessoal , daí eu pude deixar essa vida e me tornar quem hoje eu sou.

MICHEL: Eu não estou acreditando, então além de uma mãe guenga, minha namorada também se deitava com homens por dinheiro?

CHICA: Infelizmente sim, eu, sua mãe e todas as meninas que eram mariposas antes, tiveram que se submeter á essa condição para poder sobreviver.

MICHEL: Eu não acredito nisso, sempre se tem outra alternativa, sempre se pode ganhar o pão de forma digna. Pra mim não dá, já chega ter uma mãe guenga, mas fazer o quê né? Mãe a gente não pode trocar mas de namorada sim.

CHICA: Você trocaria a sua mãe, que te ama tanto, por outra, só por ela ter sido guenga?

MICHEL: Sim, eu trocaria.

CHICA: Você é muito preconceituoso, é melhor mesmo a gente terminar por aqui, não conseguiria viver com um homem como você.

MICHEL: Nós vamos terminar sim, porque eu que não consigo namorar uma mulher que teve o passado que você teve.

CHICA: Então saia daqui e me deixa em paz.Resultado de imagem para lucy alves chorando

MICHEL: Com todo o prazer, sua guenga.

MÚSICA: Heaven_ Boyce Aenue participação de Megan Nicole

(ele sai batendo a porta e ela, cheia de raiva, joga um vidro de perfume contra a parede, espatifando-o, e chora o término do namoro)

 

 

CENA VII

(TARDE_ praça da cidade/ ponto de ônibus_ Maria Eulália e Lenita estão esperando o ônibus que irá levá-las para São José do Rio Preto, e de lá, para São paulo, Eduardo e Cacau tinha ido para lá para fazer companhia e se despedir delas_ Elas estão conversando animadamente [em off] quando o ônibus chega)

CACAU: Vou sentir saudades de vocês.

MARIA EULÁLIA: Nós também filha. (se abraçam)

LENITA: Ih vamos para com esse ar de despedida, porque nós vamos passar pouco tempo por lá e logo estaremos de volta.

MARIA EULÁLIA: (para Eduardo) Cuida bem da minha menina hein, Eduardo!

EDUARDO: Pode deixar dona Maria Eulália, eu amo essa baixinha e cuidarei muito bem dela.

Resultado de imagem para murilo rosa cavaloLENITA: Melhor irmos, o ônibus já ta saindo.

MÚSICA: She dont love you_ Eric Paslay

(Maria Eulália e Lenita entram no ônibus e, da janela, ficam acenando, se despedindo de Cacau e Eduardo que, abraçados, também acenam. Ao longe Lucas e Quinzinho, montados em seus cavalos, vêem com lágrimas nos olhos, o ônibus se afastar, levando para longe as mulheres que eles tanto amavam)

 

 

CENA VIII

TARDE_ Delegacia de policia/sala do delegado_ Os guardas trazem Antônio para depor)Resultado de imagem para reginaldo farias totalmente demais

DELEGADA MARÍLIA: Muito bem senhor Antônio Dias, nós te tiramos lá da cela, em que você está devidamente acomodado, para nos dar algumas informações.

ANTÔNIO DIAS: Ah, sim estou muito acomodado naquele lugar horrivel, cheio de ratos, e o maior deles, o Clóvis Arruda.

DELEGADA MARÍLIA: Bom, vamos ao que interessa. Quando o senhor começou a trazer e vender drogas?

ANTÔNIO: Eu? Nunca! Eu já disse que não tenho nada a ver com isso.

DELEGADO BALEIA: Não é o que seu piloto nos informou.

ANTÔNIO: Mas ele está mentindo.

DELEGADA MARÍLIA: E como o senhor explica então, o fato das drogas, terem sido encontradas em seu avião particular, pousado na pista de sua fazenda?

ANTÔNIO: Eu não sei, vai ver que o Alcir estava fazendo tudo isso sozinho, sem nosso consentimento nem autorização.

DELEGADA MARÍLÍA: E o senhor não acha estranho o fato de tudo isso estar acontecendo em sua fazenda?

ANTÔNIO: Na verdade, já faz um bom tempo que não me envolvo nas questões da fazenda, depois que fui eleito passei isso para o meu filho Luciano.

DELEGADO BALEIA: Hum, boa informação. Então quer dizer que seu filho também está envolvido nisso?

ANTÔNIO: Claro que não, nem ele, nem eu e ninguem de minha familia, com exceção do meu neto que, coitado, acabou se tornando dependende dessa porcaria, mas graças a Deus, já se livrou.

DELEGADA MARÍLIA: (para delegado Baleia) Acho bom a gente chamar o outro prisioneiro para confrontá-los.

DELEGADO BALEIA: Ótima ideia, tragam ele para cá.

ANTÔNIO: Que outro prisioneiro? O Clóvis? Pelo amor de Deus, já chega ter que conviver com ele na mesma sela. (os guardas trazem Alcir algemado) AH é você seu desgraçado. Agora eu te pego. (avança para cima de de Alcir mas os guardas o segura)

DELEGADA MARÍLIA: Se acalme senhor Antônio. (para Alcir) Então senhor Alcir, o senhor confirma sua versão de que, o senhor Antônio não só sabia de tudo, mas também era o líder de toda a quadrilha?

ALCIR: Confirmo sim, ele que é o cabeça de tudo isso, e eu só aceitei entrar porque ele me ameaçou mandar embora.

ANTÔNIO: Agora eu te mato seu desgramento. (Antônio avança e segura com força o pescoço de Alcir, enquanto os policiais tentam segurá-lo)

 

CENA IX

(INÍCIO DA NOITE_ Praça da cidade/ sorveteria Central onde Fabiano está tomando uma cerveja e Luciano chega com Marcela)

Resultado de imagem para joão vittiLUCIANO: Mano veio, quanto tempo. Estava com saudades. (eles se abraçam)

FABIANO: O que fazem por aqui?

LUCIANO: Vim passear um pouco com a Marcela.

FABIANO: Fico feliz de ver vocês dois, juntos assim.

LUCIANO: E você mano, sumiu la da casa do coroa, onde vocês está morando?

FABIANO: Depois daquela briga com o coroa eu resolvi me mudar de vez para casa da mãe.

LUCIANO: Fez muito bem, nós também saímos lá da fazenda, eu tive uma briga feia com o pai por conta da Marcela e resolvemos ir embora, até pensei em ir para a casa da mãe, mas la não caberia toda a minha renga, então decidi ir para a fazenda que o Bastião havia comprado. Mas e ai? Me diz: Como tá a nossa mãe?

FABIANO: Está bem, pegou um guri para criar.

LUCIANO: Eu fiquei sabendo.

FABIANO: Ela tá preocupada com o pai. Você ficou sabendo que ele foi preso?

LUCIANO: Sim claro, a mãe me ligou para contar, mas que coisa heim! Preso por liderar uma quadrilha de tráfico de drogas. Eu não acredito que o nosso pai esteja envolvido com isso.

FABIANO: Nem eu, mas e ai você foi lá ver o coroa?

LUCIANO: Eu não, depois que nós brigamos e ele, praticamente, me expulsou de casa, nem tem cabimento ir lá Resultado de imagem para humberto martinsvisitá-lo. E você, foi?

FABIANO: Nosso pai nunca me amou, nunca notou minha presença ou ausência, acho que a última pessoa que ele gostaria de ver sou, mas você, mano, você sempre foi o xodó dele, ele te ama muito, você sempre foi o companheiro dele, por mais que ele tenha errado muito nessa vida, não merece que você o abandone nesse momento.

MARCELA: Eu não morro de amores pelo pai de vocês, muito ao contrário, mas se me permitem dizer o que penso, acho que os dois estão errados, o pai de vocês, independente de tudo que já tenha feito, preciso do amor e do apoio dos filhos, dos dois filhos. Agora não é hora de ficar guardando rancor, mas ficar do lado do Antônio, ele deve estar precisando muito de vocês. (corta a cena)

 

CENA X

(NOITE_ Fazenda Aliança de Antônio Dias- interna_ escritório_ Luana está relembrando a conversa que teve com Emanuelle e Maria da Purificação chega)

MARIA DA PURIFICAÇÃO: Filha, o que está acontecendo? Depois que aquela moça veio aqui conversar com você, você não saiu mais do escritório.

LUANA: É aquela conversar foi mesmo complicada.

MARIA DA PURIFICAÇÃO: O que ela veio fazer?

LUANA: Ela é uma das pessoas que eu trouxe da capital para vender drogas aqui para mim.

MARIA DA PURIFICAÇÃO: E o que ela queria?

LUANA: Me chantagear, ela disse que se eu não desse seiscentos mil reais para ela e seus companheiros ela iria me entregar á policia.

MARIA DA PURIFICAÇÃO: Meu Deus do céu. E você vai dar essa dinheirama toda para ela?

LUANA: Vou nada, sabe o que eu vou dar para ela? (pega uma arma que estava na gaveta da sua escrivaninha) Isso aqui, eu não vou calar a boca dela com dinheiro não, eu vou calar é com bala.

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SEGUNDO INTERVALO COMERCIAL

 

 

CENA XI

Imagem relacionada(NOITE_ Casa de Pureza_ Ela observa o movimento da cidade através da janela, ela está diferente usa uma trança maquiada, um vestido sensual e esvoaçante negro_ alguém toca a campainha)

PUREZA: Candinha, é você?

CÃNDIDA: Não, é o saci perere que veio atrás de seu cachimbo, não está vendo?

PUREZA: Entre, por favor.

CÂNDIDA: Vim ver como você está depois do que aconteceu lá na Igreja.

PUREZA: Eu estou bem amiga, muito bem, na verdade eu nunca tinha me sentido tão bem, livre sem a opressão da falsa religiosidade da Maria da Putrificação. Agora eu posso ser eu mesma, posso ser dona dos meus pensamentos e desejos.

CÂNDIDA: Credo in cruz Pureza, assim você está parecendo uma depravada.

PUREZA: Depravada eu era quando fingia ser uma coisa, enquanto por dentro eu era outra, agora só estou sendo eu mesma.

CÂNDIDA: E você não vai mais voltar a Igreja?

PUREZA: Quero ver eu não voltar, claro que eu vou, lá é a casa de Deus e me sinto muito bem quando estou lá, e não vai ser a dona Maria da Judiação que vai me impedir.

CÂNDIDA: Vixi, já vi que vai ter barraco.

PUREZA: Não é minha intenção não, mas se ela vier para cima de mim de novo, ela vai experimentar o peso da minha mão.

CÂNDIDA: Não quero nem estar perto.

PUREZA: E você Candinha, por que não se liberta dessa dominação também? Por que não deixa de ser uma carneirinha da Maria e vai ser feliz com o seu amor?

CÂNDIDA: Que amor? Eu não tenho isso não.

PUREZA: Para com isso Candinha, eu te conheço, sei que você e o senhor Jair estão de rolinho á muito tempo.

CÂNDIDA: É verdade, eu sou caidinha por ele e ele por mim, mas se a Maria da Purificação souber.

PUREZA: O que tem se ela souber? Não tem nada menina, ela não pode mandar na sua vida desse jeito, se liberte, tome as rédeas da sua vida. (serve uma taça de vinho) Tome um vinho, vai te ajudar a pensar melhor. (liga o rádio onde toca a Musica Fica louca de Thaeme e Thiago) Vem Candinha, vamos dançar, vamos ser livres e felizes, você merece. (elas começam a dançar_ corta a cena)

 

CENA XII

(NOITE_ Uma casa muito simples, feita de tábuas antigas e muita sujeira e bagunça em volta. ÉResultado de imagem para casa á noite ali que a família de Patricia irá morar a partir daquele momento. Eles, vindo de a pé, chegam até a frente da casa)

DR EMERSON: Chegamos gente. É aqui.

PATRÍCIA: Aqui? Aqui onde? (ela olha em volta procurando uma casa bonita e elegante)

DR EMERSON: Como assim, aqui onde menina? Aqui, na sua frente.

PATRICIA: Esse lixo? Essa casinha de pobre que não tem onde cair morto? Eu não coloco meus pés nessa espelunca de jeito nenhum. Me recuso.

MARIA EFIGÊNIA: Eu também não.

DR EMERSON: Tudo bem minhas queridas, isso aqui é tudo o que consegui alugar com o dinheiro que a Ritinha nos deu, mas se vocês preferem ficar aqui, no relento, fiquem, eu estou entrando. (ele entra e elas ficam pensativas)

MARIA EFIGÊNIA: É minha filha, não adianta, não temos outra opção, temos que encarar a realidade e entrar.

(elas entram com cara de nojo, dentro da casa  não há nenhuma mobília e nenhuma decoração, apenas alguns caixotes e muita teia de aranha e poeira)

Patrícia: Eu não acredito que deixamos aquela mansão luxuosa para virmos morar nessa cabeça de porco.

MARIA EFIGÊNIA: Éo fim.

( Maria Efigênia senta em um dos caixotes e chora, Patricia senta-se ao lado dela, em outro caixote, ela olha para frente e vê um sapo enorme olhando para ela, ela se assusta)

PATRICIA: Socorro! Um monstro. (cai para trás)

DR EMERSON: Para quê um escândalo desses? [E só um sapo. (pega com a mão e mostra para a esposa e filha assustando-a)

MARIA EFIGÊNIA: Mata esse bicho. Anda.

DR EMERSON: Por quê matar o bichinho? É só soltar de volta para a natureza. (ele abre a janela e solta o sapo)

RITINHA: Eu to com fome.

MARIA EFIGÊNIA: Ih filha, aqui não tem nem comida e nem quem prepare. E agora?

DR EMERSON: Como não tem quem prepare, olha só vocês duas aqui.

PATRICIA/MARIA EFIGÊNIA: Nós?

DR EMERSON: Sim claro, ou esperam que a Ritinha venha cozinhar para vocês?  Bom, mas por agora vou la no Resultado de imagem para bruna linzmeyermercadinho comprar algo para a gente.

PATRICIA: Traz um caviar para mim e um chocolate belga?

MARIA EFIGÊNIA: Para mim pode ser uma sopa de cogumelos chineses e pepino do mar. Ah traz também uma garrafa de champanhe.

DR EMERSON: (rindo) Com o dinheiro que eu tenho, dêem graças a Deus se eu conseguir trazer pão com mortadela.

PATRICIA/ MARIA EFIGÊNIA: Pão com mortadela??!! (uma encosta na outra e vão descendo até cairem no chão)

 

CENA XIII

(INÍCIO DA NOITE_Casa de Ritinha_ ela está totalmente diferente, usando um vestido que havia pertencido á Resultado de imagem para agatha moreira novo mundoPatricia, cheia de joias, cabelo bem arrumado num lindo penteado, sentada em uma poltrona saboreia um cálice de vinho que havia encontrado na adega da casa. Nesse momento Rodrigo chega e toca a campainha, forçando-a a se levantar do confortável assento e se dirigir até a porta, abrindo-a)

RITINHA; OI Rodrigo, boa noite. (beija-lhe rapidamente) Entre.

RODRIGO: O que aconteceu? Você está diferente.

RITINHA: Você se lembra daquela conversa que tivemos, lá na cachoeira, sobre o dinheiro da família da Patricia?

RODRIGO: Sim, claro. Mas o que isso tem a ver com essa sua mudança repentina?

RITINHA: Eu cheguei do piquenique e comecei a vasculhar as coisas aqui em casa, tentando encontrar algo que nos explicasse esse mistério.

RODRIGO: E daí?

RITINHA: E dai que eu descobri que todo o dinheiro que eles usavam vinham de uma madrinha minha, que mandava para mim e eles embolsavam, descobri também que essa casa pertence á mim, assim como os carros e as outras propriedades.

RODRIGO: Meu amor, que notícia maravilhosa.

RITINHA: Pois é amor, eu estou rica, toda essa fortuna na verdade sempre pertenceu a mim e eles me roubavam. Isso merece um brinde. (serve uma taça de vinho para Rodrigo)

RODRIGO: E o que vai acontecer com eles?

RITINHA: Mandei todos embora, só com a roupa do corpo.

RODRIGO: Mas coitados, não precisava fazer isso.

RITINHA: Coitados? Coitada de mim que vivi minha vida toda aqui, sendo tratada como uma reles empregadinha, sendo que na verdade tudo isso era meu.

RODRIGO: Mesm assim, fico com pena e preocupado com eles.

RITINHA: Não fique amor, eu dei uma quantia em dinheiro para eles alugarem uma casinha simples, atrás da rua da sorveteria. É uma casa muito simples mas dá para eles, ao menos, se protegerem do sol e da chuva. Agora vamos parar de falar deles e vamos aproveitar esse momento. (eles se beijam)

RODRIGO: Desculpa, mas não posso ficar, tenho um compromisso.

RITINHA: Que compromisso é esse amor?

RODRIGO: Depois eu te conto. (da um selinho nela e sai)

RITINHA: Rodrigo, espere… Rodrigo. (corta a cena)

 

 

 

CENA XIV

(NOITE_ Casa de Inaiê- interna_ Gabriel e Inaiê estão jantando)

INAIE: Nossa sinto tanta falta da Marcela.

GABRIEL: Eu também, ela veio aqui tão rapido, nem explicou direito para onde estava indo, só disse que estava voltando a morar com o Luciano, mas não sei se na casa dele ou em outro lugar.

INAIÊ: O importante é que ela está com a pessoa que ama, e sendo assim, está feliz. (alguém bate a porta) Quem será uma hora dessas?

GABRIEL: Deixa que eu atendo. (ele vai abrir a porta e é Luana) O que você quer aqui?

LUANA: Sou Luana, a cunhada do Luciano e preciso conversar á sós com você?

GABRIEL: (falando com Inaiê pelas costas) Inaiê vou ali conversar com essa pessoa, daqui a pouco estou de volta. (corta a cena).

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TERCEIRO INTERVALO COMERCIAL

 

CENA XV

(NOITE_ Casa que a família de Patrícia está morando atualmente, uma casa muito simples onde ele jantam sanduíches de mortadela)

MARIA EFIGÊNIA: Que decadência, ainda ontem jantando lagosta e hoje tendo que me contentar com um reles pão seco, com mortadela de segunda categoria. É o fim!

DR EMERSON: Dê graças a Deus, se não fosse a bondade da Ritinha em nos dar esse dinheirinho, nós estavamos era passando fome.

PATRÍCIA: Para pai, de coitada a Ritinha não tem nada, ela acabou ficando com tudo o que era da gente, ficou até mesmo com o meu noivo.

MARIA EFIGÊNIA: E a culpa foi toda sua. Quem mandou se envolver com aquele sitiante morto de fome? (alguem bate palmas fora da casa) Quem será uma hora dessas? Será que é alguma cobrador já?

PATRICIA: Não fale besteiras. Como pode ser um cobrador se mudando para esse barraco hoje. Deixa que eu atendo, não tô mesmo afim de comer essa porcaria. (joga o lanche no prato e vai atender a porta, vendo que é Resultado de imagem para marco pitombo dormindoRodrigo) Rodrigo. Você aqui?

RODRIGO: Será que eu posso entrar? Queria ter uma conversinha com vocês.

PATRICIA: Claro, entre. (ele entra e cumprimenta a todos)

MARIA EFIGÊNIA: Olha Rodrigo, não temos muita coisa pra te oferecer no momento, mas se você quiser um sanduiche eu faço e se quiser também um copo de água fria eu busco.

RODRIGO: Obrigado dona Efigênia, eu aceito a água, obrigado. (ela se retira indo até a cozinha improvisada) a Ritinha me contou tudo o que aconteceu e eu, apesar de achar um absurdo o que vocês fizeram com ela esse tempo todo, eu fiquei com pena e vim ver se vocês estão precisando de alguma coisa.

DR EMERSON: Obrigado Rodrigo, mas a Ritinha arrumou um dinheiro para a gente alugar essa casinha e argar com nossas despesas básicas e prometeu fazer isso por cinco meses, até que a gente consiga se virar sozinhos.

RODRIGO: Incrível, mas a Ritinha, mesmo depois de ter sido enganada e roubada por vocês todo esse tempo, ainda assim, não quis deixá-los ao léu. (Maria Efigênia entra com a água ele bebe, levanta-se e vai saindo) Bom já que pelo jeito vocês estão bem instalados, eu vou indo nessa, vou voltar lá para ficar com ela.

DR EMERSON: Vai mesmo filho, vocês merecem ser muito felizes, e obrigado pela preocupação.

RODRIGO: De nada. (já de pé e proximo da porta ele começa a passar mal) Voti, não tô me sentindo muito bem.

PATRICIA: (segurando-o e colocando sentado em um caixote) Senta aqui Rodrigo. (o mal estar continua até que ele desmaia) Rodrigo, fala comigo.

DR EMERSON: È melhor a gente ligar para o hospital e pedir uma ambulância.

MARIA EFIGÊNIA: Acalmem-se, ele só esta dormindo.(mostra um vidro de calmante que ela carregava no bolso) Eu coloquei esse meu calmante na água dele, ele somente está sob o efeito do medicamento.

PATRICIA: Mas por que a senhora fez isso com ele?

MARIA EFIGÊNIA: Essa é a chance de nossas vidas, escutem muito bem o que eu vou falar. (corta a cena)

 

 

CENA XVI

(NOITE_ Casa de Ritinha_ ela está deitada em uma poltrona, tomando champangne, seu coração está dividido: ao mesmo tempo que se alegrava pela reviravolta que sua vida havia dado nas ultimas horas, estava triste e preocupada com a forma como Rodrigo a tratou e sai de sua nova casa, nesse instante o seu celular toca e ela atende e a tela se divide em duas: de um lado Ritinha e de outro Maria Efigênia)

RITINHA; Alô? Dona Maria Efigênia. O que a senhora ainda quer comigo?

MARIA EFIGÊNIA: Desculpa te incomodar flor, mas tem uma coisa que você precisa ficar sabendo.

RITINHA: O quê? O que mais eu tenho para descobrir sobre essa sua familia tranbiqueira?

MARIA EFIGÊNIA: Sobre minha familia nada, é sobre seu namoradinho flor.

RITINHA: O que tem o Rodrigo?

MARIA EFIGÊNIA: Você sabe onde ele está agora?

RITINHA: No meu bolso é que não está.

MARIA EFIGÊNIA: Já vi que você não sabe não é? Pois eu sei , ele está aqui na minha nova casa, melhor dizendo, no quarto da minha filha, e nem preciso dizer o que os dois estão fazendo, não é?

RITINHA: Você acha que eu sou alguma idiota? Acha que eu vou cair nessa sua armadilha? Eu sei que é mentira sua, sei que o Rodrigo jamais faria isso comigo, ele me ama e me respeita.

MARIA EFIGÊNIA: Bom, se você tem tanta certeza assim, porque não vem aqui tirar a prova.

RITINHA: Eu não preciso tirar a prova nenhuma, eu confio nele.

Imagem relacionadaMARIA EFIGÊNIA: Se você prefere não ver e continuar a ser enganada, feita de trouxa, o problema é seu. (desliga o telefone. Ritinha fica toda pensativa, Maria Efigênia fala com Patrícia que está ao seu lado).

PATRICIA: Ela vem?

MARIA EFIGÊNIA: Ela disse que não, mas eu tenho certeza que ela vem, ande vá se arrumar e fazer exatamente o que te falei.

PATRICIA: Mas mãe, isso não tá certo.

MARIA EFIGÊNIA: E isso é hora para ter crise de consciência? Ande! Faça exatamente como teu falei, a menos que queira viver o resto da vida nesse barraco. (Patricia sai corta a cena)

 

 

 

CENA XVII

(NOITE_ Sítio de Inaiê_ externa_ um banco sob uma figueira onde Gabriel está setando e conversa com Luana que está em pé á sua frente)

GABRIEL:Então dona Luana, será que a senhora pode me dizer logo o que quer comigo? Preciso voltar ainda para terminar a janta.

LUANA: Acalme-se rapaz, o que tenho para lhe dizer, aliás, para lhe propor é muito mais interressante á você do que a mim.

GABRIEL: Então vai, fala logo, que quando a esmola é demais o santo desconfia.

LUANA: (sentando-se a lado dele) Eu sei que seu maior sonho é se vingar do meu sogro, por ele ter matado os seus pais.

GABRIEL: Como você sabe disso? A Marcela te contou?

LUANA: Claro que não, a sua irmã só pensa no meu cunhado, mas eu sei, porque fui eu quem salvou vocês dois daquele incêndio e os trouxe para morar aqui com a Inaiê.

GABRIEL: E por que a Inaiê nunca me disse isso?

LUANA: Por que eu pedi á ela que mantivesse isso em segredo, mas agora estou te procurando porque também tenho motivos para me vingar do meu sogro e acho que juntos, poderemos acabar com ele muito mais fácil.

GABRIEL: E como eu vou saber se posso realmente confiar na senhora?

LUANA: Bom, não tem como você ter cem por cento de certeza disso, mas convenhamos, sozinho você não vai conseguir, você precisa de alguém que esteja próximo dele e você sabe muito melhor do que eu, que sua irmã não vai te ajudar.

GABRIEL: Pior que não mesmo, eu ajudei a Inaiê a criá-la, sacrifiquei minha própria vida para cuidar dela e agora, que ela tem como me ajudar, ela se nega, só pensa nesse casamento e nos filhinhos mequetrefes do Luciano.

LUANA: Pois então, se você não aceitar minha ajuda sincera e desinteressada, talvez nunca consiga destruir aquele maldito, ele também matou meu pai para ficar com a minha mãe e sempre me maltratou, até batia em mim. Eu quero ele da mesma forma que você quer: morto. E então? Podemos juntar forças, ou você vai continuar lutando, sem conseguir, destruir ele sozinho?

GABRIEL: (fica pensativo) Eu aceito. (aperta a mão de Luana_ corta a cena)

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CENA XIII

(NOITE_ Casa onde Patricia está morando atualmente_ Maria Efigênia esta desinqueta, andando de um lado para outro enquanto Emerson, sentado em um caixote, tenta acalmá-la)

DR EMERSON: Quer fazer o favor de se acalmar! Desse jeito você vai acabar afundando o chão.

MARIA EFIGÊNIA: Cale a boca estrupício, não está vendo que essa é nossa única e ultima chance de recuperar nosso status de volta?

DR EMERSON: Preferiria continuar a viver assim, do que fazer uma coisa dessas com a pobre da Ritinha. (nesse instante Ritinha chega abrindo, com violência,  a porta que estava somente encostada)

MARIA EFIGÊNIA: Que isso? Isso é jeito de entrar na casa dos outros?

RITINHA: Eu vim aqui só pra acabar de vez com essa história, porque tenho certeza que o Rodrigo jamais faria isso comigo.

MARIA EFIGÊNIA: Então siga em frente, lá na cozinha tem um corredor que dá para os quartos, o primeiro do corredor é o da Patricia, vai lá ver se eu estou mentindo.

RITINHA: Se a senhora estiver mentindo eu acabo com a senhora. (vai até onde Maria Efigênia havia indicado)Imagem relacionada

MARIA EFIGÊNIA: (fala sozinha) Eu é que vou acabar com você flor, e é agora.

(a câmera corta para o quarto de Patricia onde ela está deitada apenas de calcinha e sutiã sobre o peito de Rodrigo que continua desmaiado, so que agora se encontrava apenas de cueca box e suas roupas espalhadas pelo chão_ Ritinha entra e flagra aquela cena)

RITINHA: Rodrigo.

(ele acorda e fica assustado, com vergonha e sem entender o que estava acontecendo).

 

 

CENA XIX

Resultado de imagem para gabriela duarte com raiva(NOITE_ Externa_ Rua de trás da Igreja, Emanuelle está ali esperando Luana)

EMANUELLE: Será que ela não vem? Será que ela não vai cumprir com sua parte no combinado?

(nesse momento Luana chega caminhando, havia deixado sua caminhonete bem longe dali, para não levantar suspeitas e nem deixar pistas do ato cruel que pensa em cometer)

EMANUELLE: Até que enfim a senhora chegou, pensei que não viesse mais. E então, trouxe o que te pedi?

LUANA: Eu te trouxe exatamente o que você merece. (abri a bolsa e tira uma pequena pistola) Toma aqui o que você merece sua vaca, seu passaporte para o inferno, sem o direito de volta.

(a cena congela e uma grande cachoeira surge, alagando toda a cena ao som da música água de Djavan).

 

FINAL DO TRIGÉSIMO SÉTIMO CAPÍTULO