Coração Sertanejo: Capítulo 32: Uma luz na escuridão

Coração Sertanejo: Capítulo 32: Uma luz na escuridão

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Quando a noite esconde a luz, Deus ascende as estrelas

 

 

CENA I

(NOITE_ Fazenda de Antônio Dias_ interna_ Casebre de Vitinho_ Luana, Antônio, Eduardo, Rodrigo e Maria da Purificação, adentraram o casebre, acreditando que encontraria Fabiano namorando Vitinho, mas apenas encontra Fabiano chorando e lendo a carta)

FABIANO: Onde está o Vitinho Luana, e por que você pagou ele para te ajudar a arma armar esse flagrante?

LUANA: Eu não tenho a mínima ideia do que você está falando.

FABIANO: Está tudo aqui, nessa carta que o Vitinho deixou para mim, ele me contou tudo, contou que você o tirou da cadeia e estava pagando á ele para dar encima de mim, com o objetivo de armar um flagrante nosso e me desmoralizar diante da minha família.

EDUARDO: (tomando a carta da mão de Luana e lendo-a) É verdade, está tudo escrito aqui mesmo, do jeito que o tio Biano está dizendo.

LUANA: Gente vocês não podem acreditar nisso, não estão vendo que tudo não passa de uma armação dos dois para desviar o foco do assunto? (perguntando para Fabiano) Me responda você: O que você estava fazendo uma hora dessas, aqui na casa desse peão?

ANTÔNIO: Isso mesmo, responda filho. O que você veio fazer aqui?

FABIANO: Querem saber? Eu vim aqui ver o Vitinho por que estou apaixonado por ele.

RODRIGO: Como assim tio, o senhor está apaixonado por ele? Então quer dizer que o senhor….

FABIANO:Isso mesmo Rodrigo, eu sou gay, eu sou gay, escondi isso por muito tempo de mim mesmo, neguei enxergar essa realidade, tentei mudar minha própria essencia mas não dá mais, eu sou gay eu amo outro homem e quem quiser me condenar que condene, nada vai ser pior do que ter vivido esses anos todos fugindo de mim mesmo.

ANTÔNIO: Cale boca. (lhe dá um soco) Nunca mais repita uma barbaridade dessas, ouviu? (outro soco fazendo- o cair) Nunca mais ouse nem sequer pensar uma coisa dessas. (outro soco, mesmo com Fabiano tentando proteger o rosto) Eu não criei filho meu para ser frosô. (outro soco seguido de vários outros) Eu tenho nojo de você, você não pode ser essa aberração, não pode.

LUCIANO: (segurando seu pai e protegendo seu irmão) Chega pai, chega! O meu irmão já sofreu demais. Será que o senhor não percebe que esses anos todos ele escondeu de si mesmo sua verdadeira identidade, tudo pra te poupar, tudo para não te decepcionar? Ele até se casou com essa cascavel. Mas agora chega! Ele não precisa  fazer mais isso, a partir de hoje ele é livre para ser quem ele quiser ser, para amar quem o coração dele escolher, e enquanto eu tiver nessa casa ninguém vai falar nada, nem fazer nada contra ele por conta de algo que ele não teve a oportunidade de escolher, ele apenas nasceu assim,ele apenas é assim, e ele tem o direito de ser quem ele bem entender e ninguém tem nada a ver com isso. Ninguém

MÚSICA: Casinha branca _ Roberta Campos

(para Fabiano) eu te amo irmão, eu te amo e te admiro, independente de qualquer coisa, aliás agora, depois que você teve a coragem de tomar as rédeas de sua própria vida e assumir quem de verdade você é, eu te admiro muito mais. Fique tranquilo, não vou deixar ninguém aqui te maltratar por você ser quem é. (eles se abraçam)

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CENA II

(NOITE_ Cidade de Fernandópolis_ interna_ Quarto de Hotel onde Lucas irá passar a noite com Lenita)

LENITA: Lucas, a gente vai dormir aqui?

LUCAS: Sim, por quê? Você queria que fosse num hotel cinco estrelas é? Pois esse lugar é o único que consigo pagar, se você não está contente pode ir dormir na rua, ou então voltar para o hospício de onde você veio.

LENITA: Não é nada disso, seu grosso. É que nesse quarto só tem uma casa de solteiro, e estamos em dois, como vamos fazer?

LUCAS: Ué, dormir juntinhos, de conchinha.

LENITA: Tá louco, eu e você dormirmos juntos? Abraçadinhos? De Conchinha?

LUCAS: E por que não? Pensei que a gente estava se etendendo.

LENITA: Sim, estamos, mas isso não significar que vou me deitar com você.

LUCAS: Tudo bem, então deita ai no tapete e dorme, porque eu estou morto de cansaço e vou dormir na cama.

LENITA: Até parece, eu sou mulher, eu durmo na cama e você no chão.

LUCAS: Jamais, cadê os direitos iguais que você tanto pedem? Ou será que você só querem ele quando convêm a vocês?

LENITA: Cale a boca seu peão fedido de bosta.

LUCAS: Cala a boca você sua patricinha louca.

MÚSICA: Anjo ou Fera_ Vítor e Léo

Os dois começam a se olhar, no inicio com raiva, vão se aproximando ate que, sem resistir ao desejo, se beijam, ele a deita na cama e os dois fazem amor_ corta a cena)

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CENA III

(NOITE_ Casa de  Inaiê_ Gabriel está conversando com Marcela, feliz pelo retorno do casal)

GABRIEL: Puxa Marcela, que bom que você e o Luciano voltaram, eu sabia que isso ia acabar acontecendo com você, lá dentro da casa dele.

MARCELA: Eu também estou muito feliz meu irmão, muito feliz. Eu o amo e não suportava mais ficar longe dele.

GABRIEL: Agora podemos continuar com nosso plano de dar o golpe no baú e de nos vingarmos do assassino de nossos pais.

MARCELA: AH não Gabriel, de novo essa conversa? Puxa vida irmão, esquece isso, vai viver sua vida, construir seu futuro e esquece essa vingança maldita.

GABRIEL: Esquecer? Esquecer que o seu futuro sogrinho matou os nossos pais queimados? Pois saiba que toda a vez que fecho meus olhos para dormir me vem a imagem dos dois ali, morrendo  na nossa frente. Como você pode me pedir para esquecer isso? Como você pode ter esquecido tudo o que aquele desgraçado fez com nossos pais e com a gente?

MARCELA: Eu não esqueci irmão, eu também não esqueço um só momento, mas não vou estragar minha felicidade e nem de pessoas inocentes por conta disso.

GABRIEL: As únicas pessoas inocentes nessa história toda, eram meu pai e minha mãe, eles sim eram inocentes, e o Antônio, por um pedaço de chão, que para ele não tem valor, mas que meu pai tanto queria para conseguir o pão de cada dia, só por conta disso, aquele desgraçado não acabou só com a nossa felicidade, mas com a nossa vida.

MARCELA: Você não entende né meu irmão, você nunca vai entender.

GABRIEL: Realmente eu nunca vou entender como você pode pisotear assim na memória e no sofrimento de nossos pais.

MÚSICA: Five for Fighting

(Se afastando de sua irmã, Gabriel vai para fora de casa, senta-se em uma pedra e fica se lembrando dos momentos felizes que tivera com seus pais e lágrimas caem de seus olhos)

GABRIEL: Eu prometo a vocês meus pais, que nem que seja sozinho, mas eu vou vingar o sangue e o sofrimento de vocês. Ah vou! (chora)

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CENA IV

(NOITE_ Casa de madame Clotilde_ Michel chega todo assustado depois de ter visto a noiva fantasma)

MADAME CLOTILDE: Michel! O que aconteceu? Parece que viu assombração?

MICHEL: E vi mesmo mãe.

MADAME CLOTILDE: Viu? Como assim? Essas coisas não existem.

MICHEL: Existe sim mãe, eu também pensava que não existisse, mas existe e eu vi.

MADAME CLOTILDE: O que extamente você viu?

MICHEL: A noiva fantasma, ela correu atrás de mim, ela queria me pegar mãe.

MADAME CLOTILDE: (rindo) Que isso filho? Um homão desse tamanho e ainda acredita nessa historinha de noiva fantasma? Isso é tudo crendice desse povo, coisa que eles inventam porque não tem mais o que fazer.

MICHEL: Mas mãe eu vi, eu juro.

MADAME CLOTILDE: (surpresa) Será meu filho, será mesmo que ela existe? Bem que vários clientes meus disseram ter visto ela quando estavam saindo daqui de casa, mas eu nunca acreditei, achava que era efeito da cachaça ou coisa assim.

MICHEL: Mas é verdade mãe, é melhor a gente verificar todas as portas e janelas.

MADAME CLOTILDE: Fique tranquilo filho, está tudo muito bem fechado, não tem o menor perigo dela entrar aqui.

MICHEL: Acho bom mesmo. (vai subindo para o seu quarto)

MADAME CLOTILDE: A menos que ela atravesse as paredes, como todos os outros fantasmas são acostumados a fazer.

(Michel sai correndo e Madame Clotilde fica rindo até que um barulho no quintal a assusta e a faz correr também _ corta a cena)

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CENA V

(NOITE_ Fazenda de Antônio Dias_ interna_ quarto de Jasmim, ela está dormindo e sonhando)

MÚSICA: El bosco

(No sonho ela se vê no centro da cidade, brincando na praça e em sua frente, do outro lado da rua,  ela vê Clarinha acenando para ela, quando Jasmim vai ao encontro da irmã, um carro atropela Clarinha fazendo-a desaparecer_Ela acorda assustada, gritando_ todos da casa vão até o quarto ver o que esta acontecendo)

LUCIANO: Filha, o que foi? Está assustada de novo?

RODRIGO: Deve ter sido um pesadelo.

(Jasmim vê Clarinha e corre ao seu encontro, pulando em seu colo)

CLARINHA:  O que foi mim?

JASMIM: Eu não quero que você morra, eu não quero. (chora. Luana olha assustada_ corta a cena)

 

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PRIMEIRO INTERVALO COMERCIAL

 

CENA VI

(MANHÃ_ Varias passagens do amanhecer na zona rural)

(MANHÃ_ Clarinha está preparando a mesa para o café da manhã e vendo onde colocará o remédio, que Alvinho havia lhe dado, para dar para Luana)

CLARINHA:  Vou colocar aqui no copo dela e colocar suco de laranja por cima. (coloca) Pronto está perfeito, agora vou colocar suco nos outros copos também para ela não desconfiar.

(Toda a familia desce para o café da manhã_ Se cumprimentando e conversando coisas amiudes)

LUCIANO: Olha como a mesa está bem arrumada! Parabéns Clarinha. (Todos se sentam)

LUANA: É, pelo menos para alguma coisa esse traste serve, além de ficar aprotando para cima de mim. (ela toma o suco) E o suco está uma delícia.

LUCIANO: Pai hoje a tarde eu não vou trabalhar tá?

ANTÔNIO: E por quê filho?

LUCIANO: Vou levar a Marcela para fazer uma ultrassom

LUANA: Você é imbecil mesmo heim! Levar a vacaranha para fazer uma ultrassonografia de um filho que nem é seu.

LUCIANO: Isso é problema meu, e nunca mais chame a Marcela dessa forma.

CIDINHA: Bom dia pessoal. (Cecília saindo do quarto da empregada) Parece que a Clarinha já aprendeu tudo para assumir meu posto aqui. (todos os jovens e crianças correm ao encontro de Cidinha e a abraça)

LUANA: O que você está fazendo aqui traste?

CIDINHA: (sentando-se á mesa com os demais) Tive um desententimento com o Bastião e o Luciano me trouxe para passar a noite aqui.

LUANA: Pois fez muito mal, de ter trazido essazinha pra cá de novo.

CIDINHA: Relaxa, foi só para passar a noite.

LUANA: Assim espero, essa casa tá um paraíso com você longe.

CIDINHA: É mas agora que eu e Luciano fizemos as pazes, vou visitar vocês sempre, Por favor Luluzinha, passa o suco pra mim.

LUANA: Luluzinha é o escambau. Você quer o suco? Pois então tome. (Luana joga o conteúdo da jarra de suco no rosto de Luana)

CIDINHA: (limpando o rosto) Estava uma delícia o suco Luluzinha, agora experimenta o leite. (joga a o leite na cara de Luana_ elas começam a brigar, uma jogando coisas na outra)

LUCIANO: Ai Meu Deus, vai começar tudo de novo.

 

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CENA VII

(MANHÃ_ Fazenda de Clóvis Arruda, todos estão reunidos em volta da mesa para tomar o café)

MARIA EULÁLIA: Clóvis, você tem noticias da Lenita? Sabe como ela está?

CLÓVIS: Ah por favor né, dona Encrenca, não vai querer estragar meu café da manhã falando daquela louquinha? Deixa ela pra lá, aliás, minha vida tá uma maravilha com a Lenita no hospício e a Kauane presa la no quarto.

MARIA EULÁLIA: Como você pode achar bom estar longe de seus filhos?

CLÓVIS: Meus filhos não, estou em paz sem ser atormentado pelas suas filhas, meu filho eu quero sempre cada vez mais perto de mim, ele só me dá orgulho.

MARIA EULÁLIA: A Kauane e a Lenita também são suas filhas, não é possivel que você ignore isso e as trate tão mal.

CLÓVIS ARRUDA: (socando a mesa) Cale a boca traste, você é outra que eu preciso me livrar, só assim minha vida vai ter paz. (Michel chega)

MICHEL: Bom dia pessoal.

CLÓVIS: Bom dia filho, sente-se, toma o café com a gente.

MICHEL: Não pai obrigado, já tomei, vim aqui só pra buscar a Kauane.

MARIA EULÁLIA: Buscar ela para quê?

MICHEL: Para me ajudar na reforma lá da casa da minha mãe.

MARIA EULÁLIA: E você vai deixar Clóvis?

CLÓVIS: Claro mulher, ela vai estar com meu filho e eu confio totalmente nele.

MICHEL: Dona Maria Eulália, a senhora poderia ir chamá-la por favor?

MARIA EULÁLIA: Sim, claro. (eles se entreolham e piscam um para outro_ corta a cena)

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CENA VIII

MÚSICA: Seu herói_ Fernando e Sorocaba.

(MANHÃ_ Fazenda Poconé_ Bastião está sentado á mesa, tomando café e lembrando de Cidinha, sem saber que, em breve, ela estará chegando de volta).

BASTIÃO: Ah Cidinha, como eu sinto sua farta! Eu te amo muito muié, será que ocê não percebe isso? (Cidinha chega)

CIDINHA: Tà ai falando sozinho traste?

BASTIÃO: Cidinha. Ocê vortô? (corre ao encontro dela, a abraça e rodopia com ela pela sala_só ai da conta que Luciano está com ela) Patrãozinho, ocê aqui? Que honra! Entre, por favô.

LUCIANO: Oi Bastião, tudo bem? Na verdade eu só vim trazer essa mocinha de volta, acho que agora ela se deu conta que o lugar dela é aqui, do seu lado. Com licença, tenho que ir. (sai)

BASTIÃO: È verdadi isso muiê? Ocê a se deu conta que seu lugá é aqui com eu?

CIDINHA: Que jeito né traste? Você não vale nada, mas eu te amo.

MÚSICA: Seu herói_ Fernando e Sorocaba.

(eles se abraçam e se beijam_ corta a cena)

 

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CENA IX

(MANHÃ_ Escola da Cidade_ Alvinho encontra Clarinha no corredor e pergunta sobre o remédio que dera á ela)

ALVINHO: E ai Clarinha, você usou o remédio que te dei?

CLARINHA: Claro né? Coloquei hoje cedo no suco dela e ela bebeu tudinho. Agora ela está la tentando ter uma reunião super importante, mas duvido conseguir (gargalha)

ALVINHO:  Mas se essa reunião é assim tão importante, isso não pode prejudicar os negócios do seu pai e seu avô?

CLARINHA: Dane-se, é bom que eles aprendem a não dar tanto ibope para aquela bruxa.

ALVINHO: Bom você que sabe Clarinha, só espero que não sobre para mim.

CLARINHA: Relaxa, vai parecer que ela teve um piriri apenas, ninguém vai desconfiar que eu usei um remédinho para forçar isso.

ALVINHO: Agora que você já conseguiu o que  queria, você bem que você podia me dar um beijinho né?

CLARINHA: Beijar você? (ri) Prefiro beijar um sapo.

ALVINHO: Ah não fala assim, eu passei um tempão preparando aquela formula, só para te agradar.

CLARINHA: Hum, não fez mais que a obrigação de amigo.

ALVINHO: Nada disso, não é minha obrigação ficar te ajudando em suas armações. Vai só um beijinho, eu mereço vai?

CLARINHA: Ta certo Alvinho, você merece, então eu vou te dar esse beijo.

ALVINHO: Vai mesmo?

CLARINHA: Vou, mas só um tá? Feche os olhos.

MÚSICA:  Hard Be Cool_ Joe Nichols.

(Alvinho fica de olhos fechados esperando o beijo de Clarinha, ela ri e depois se afasta, fugindo dele sem que ele veja)

ALVINHO: Mas que demora é essa Clarinha, para dar um beijo! (abre os olhos e percebe que ela não está mais ali) Filhadumaégua, você me paga. (corta a cena)

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CENA X

MÚSICA: Crushin It _ Brad Paisley

(Várias cenas rurais da fazenda de Antônio Dias_ a colônia dos peões, o gado pastando, a plantação de Napiê, homens trabalhando)

(MANHÃ_ Fazenda de Antônio Dias_ externa_ varandinha da casa de Bem te vi_ ele encontra Quinzinho sentado, todo esfarrapo, com fome)

BEM TE VI: Quinzinho, meu amigo! O que está fazendo ai? Nessa situação?

QUINZINHO: Eu estou aqui desde ontem a noite.

BEM TE VI: Mas por que amigo?

QUINZINHO: Por que eu não tenho para onde ir, eu perdi tudo: perdi meu emprego e não tenho onde ficar.

BEM TE VI: Mas por que você perdeu seu emprego, lá na fazenda do Senhor Clóvis Arruda?

QUINZINHO: Por que eu me apaixonei pela esposa dele.

BEM TE VI: Você está louco? Se apaixonar pela mulher do patrão?

QUINZINHO: O que eu podia fazer? Ela é linda, e tão sofrida, tão frágil. Eu não resisti e acabei me apaixonando de verdade por ela. Por sorte ele não me matou, só me mandou embora sem direito a nada, nem minhas roupas consegui pegar.

BEM TE VI: Nossa amigo, que história! Mas entre por favor, vou te preparar um leite com conhaque para rebater a friagem e um pedaço de pão.

QUINZINHO: Amigo, será que você não conseguiria um emprego para mim aqui nessa fazenda não?

BEM TE VI: Bem o Bastião foi embora, então o lugar dele está vago, acho que dá para arrumar sim, vou ver com o senhor Luciano, mas antes vamos cuidar de você.

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CENA XI

(MANHÃ_ Fazenda de Antônio Dias_ interna_ na sala de jantar Luana recebe vários donos de frigoríficos da região, na tentativa de negociar os produtos da fazenda)

LUANA: Bom dia, meus queridos amigos! Bom eu os chamei aqui por que…. (faz um cara feia, de quem está sentindo dor de barriga) por que… (sente dor novamente e faz outra careta)

NICANOR: Por que o que minha filha?

ALESSANDRO: É eu pensei que fosse uma reunião seria, mas você nos traz aqui pra ficar fazendo caretas.

CARLOS: Ande Luana, temos mais coisas para fazer do que ficar aqui olhando para essa sua cara hororosa.

LUANA: Desculpa senhores, foi só uma dor aqui na barriga, mas enfim, como vocês sabem nosso maior comprador, o dono do frigorífico Strong Meat, foi preso na operação Carne Fraca, e precisamos de novos compradores, então quero propor que estabeleçamos relações comerciais, o que seria muito bom, afinal o frigorifico de vocês é excelente, com uma ótima reputação e nossa mercadoria, as carnes de nossos animais, são muito sadios. (solta um pum assustando os convidados) e usamos de muito higiene. (solta outro ainda maior)

NICANOR: Estou vendo mesmo a higiene de vocês. (abana o nariz tentando espantar o cheiro ruim)

LUANA: Eu não entendi.

CARLOS: Vai me dizer que não tá sentido o fedô?

LUANA: Ah sim, deve estar vindo la de fora. (vai fechar a janela, e enquanto isso, vai soltando vários puns)

ALESSANDRO: Não senhora o mau cheiro está aqui dentro mesmo e vem da senhora.

NICANOR: Ah moça, dá licença, mas a senhora está podre. Que carniça!

CARLOS: Vai no banheiro vai minha fia. Antes que você faça o serviço aqui na sala.

LUANA: Vou mesmo. (sai correndo soltando vários puns e os clientes rindo)

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SEGUNDO INTERVALO COMERCIAL

 

CENA XII

MÚSICA: Milion Reasons_ Lady Gaga

(MANHÃ_ Centro da cidade_ ponto de parada dos ônibus_ Ali está Vitinho com uma mochila nas costas esperando o ônibus)

VITINHO: Adeus Recanto Doce, foi muito bom ter te conhecido, espero que um dia você fique livre de toda a maldade que existe aqui e o bem e o amor prevaleçam. (tira uma foto de Fabiano do bolso- o beija) Adeus meu amor, quem sabe um dia a gente se encontre novamente, quem sabe um dia você consiga me perdoar e acreditar que eu te amo. ( o ônibus chega_ ele vai subindo nele, mas Fabiano chega)

FABIANO: Vitor. (eles correm um ao encontro do outro e se abraçam) Você ia mesmo embora sem se despedir de mim?

VITINHO: Eu deixei a carta, não tinha coragem de te olhar novamente, não depois de ter te contado tudo.

FABIANO: Tudo o que?

VITINHO: Do meu acordo com sua esposa.

FABIANO: E quem se importa com isso? Eu acredito no seu arrependimento e acredito no seu amor.

VITINHO: Que bom Biano, bom saber disso. (o abraça) Bom, mas seja como for, a gente não pode ficar juntos não é? Você nunca vai ter coragem de se assumir para sua família.

FABIANO: Engano seu, ontem mesmo eu contei tudo, contei dos meus sentimentos por você.

VITINHO: E qual seu sentimento por mim?

FABIANO: Eu te amo. (eles se entrelaçam as mãos)

VITINHO: Isso é bom, você precisava mesmo se libertar dessas amarras, mas ainda assim eu tenho que ir.

FABIANO: Mas por quê?

VITINHO: Tenho uma dívida com a justiça e eu quero e vou pagar, só assim, me sentirei livre para ficar com você.

FABIANO: Eu entendo, mas vou sentir muito a sua falta.

VTINHO: Por favor Biano, cuidado com sua esposa, ela não vale nada e é capaz de tudo para se ver livre de você para poder ficar com seu irmão.

FABIANO: Eu sei disso.

VITINHO: Então me promete que vai tomar cuidado?

FABIANO: Sim eu vou tomar cuidado e também vou esperar por você, nem que seja a vida toda. (eles vão se aproximando, quase tocando os lábios, quando o motorista grita)

MOTORISTA: E ai seu bichinha. Você vai embarcar ou ficar ai de safadeza?

VITINHO: Tenho que ir, adeus.

FABIANO: Até um dia.

(Vitinho entra no ônibus que sai, logo em seguida, Fabiano fica se despedindo_ corta a cena)

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CENA XIII

(MANHA_ Fazenda de Antônio Dias_ Luciano adentra a sede e vê na sala, os vários donos de frigorífico esperando Luana, enquanto ela está passando mal no banheiro, ele então reinicia a reunião com eles)

LUCIANO: Bom dia amigos, desculpe se atrapalho é que pensei que a reunião já estivesse acabado.

CARLOS: Já teria mesmo, se a Luana não tivesse deixado a gente aqui sozinhos para ir ao banheiro.

NICANOR: Mas já estavamos indo embora, aliás, nem devíamos ter perdido nosso precioso tempo, vindo até aqui.

LUCIANO: O que é isso amigo Nicanor? Não fale assim. A Luana deve ter tido algum problema, mas eu termino a reunião com vocês, sei do que se trata, nós estamos querendo comercializar nossa carne com vocês.

ALESSANDRO: Esqueça isso, só viemos até essa reunião bizarra por gentileza, pelo menos eu não quero comercializar nenhum produto com vocês.

CARLOS: Nem eu.

NICANOR: E muito menos eu.

LUCIANO: Mas por que gente?

NICANOR: Por que vocês eram os maiores fornecedores para a Strong Meat, que foi fechada e cujo dono foi preso por caixa 2, propina entre outros crimes.

LUCIANO: Mas nós não temos nada a ver com isso.

CARLOS: Você que está começando a gerir os negócios, á pouco tempo, eu até acredito que não, mas seu pai, eu duvido.

LUCIANO: Vocês não podem colocar a honestidade e credibilidade do meu pai em prova assim.

NICANOR: Acorda Luciano. Só você que acha que o seu pai é o homem mais honesto que existe, nós não, seria mais fácil acreditarmos em coelhinho da pascoa e papai noel do que na honestidade de seu pai. Com licença já perdi muito tempo aqui. (sai)

CARLOS: Eu também, com licença. (sai)

ALESSANDRO: Desculpa Luciano, mas não dá para arriscar a credibilidade do meu frigorífico comercializando com vocês. Com licença. (sai_ corta a cena)

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CENA XIV

(MANHÃ_ Cachoeira do Riacho Doce_Patricia chega de carro, estaciona e fica em pé, encostada na porta, do lado de fora do carro_ Gabriel chega)

GABRIEL: O que foi? O que você quer dessa vez?

PATRÍCIA:Nossa, que estúpido. Precisa falar desse jeito comigo?

GABRIEL:  Precisa sim, por que você não sabe o que quer. Não quer abrir mão da fortuna do playboyzinho e nem me deixa em paz.

PATRICIA: A gente já conversou sobre isso, eu preciso do dinheiro dele, mas não posso ficar sem você. Eu te amo Gabriel, eu não queria isso, eu lutei muito contra esse sentimento dentro de mim, mas eu te amo.

GABRIEL: E o que você pretende então? Ficar com os dois?

PATRICIA: E por que não? Eu iria ficar com ele, apenas por dinheiro e com você, com você seria por amor.

GABRIEL: Porque, pelo menos por enquanto, eu tenho vergonha na minha cara, jamais vou dividir mulher minha com outro homem, ainda mais sendo aquele mauricinho metido a besta.

PATRÍCIA: E você vai conseguir ficar sem mim, vai?

GABRIEL: É melhor do que ser corno.

MUSICA: Unconditional Love_ Sussana Hoffs

(Gabriel vai se afastando e Patricia fica chorando_ ele para, fica pensativo)

GABRIEL: Não, eu também não consigo ficar sem você.

(eles correm um ao encontro do outro, se abraçam, se beijam)

PATRICIA: Vamos aproveitar esse momento, vamos esquecer que existe Rodrigo, vamos parar de pensar no futuro e viver o hoje, viver o nosso amor. (eles correm de mãos dadas, pulam na cachoeira e, entre um mergulho e outro se beijam, se amando de baixo da cachoeira).

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CENA XV

(MANHÃ_ prefeitura municipal_ interna_ Gabiente do prefeito_ Luciano abre a porta para tirar satisfações com seu pai após a conversa com os donos de frigórifico que havia acusado-o de estar envolvido com as falcatruas da Strong Meat)

ANTÔNIO: ( que estava distraido assinando uns papéis, se assusta com a entrada do filho) O que é isso Luciano? Tá acontecendo alguma coisa?

LUCIANO: Se está ou se estava acontecendo alguma coisa é o senhor quem vai ter que me contar.

ANTÔNIO: Como assim filho? Do que você está falando?

LUCIANO: Eu já te fiz essa pergunta antes e o senhor negou, então vou te dar mais uma chance de me contar toda a verdade. O senhor tem ou não alguma coisa a ver com as falcatruas da Strong Meat? (corta a cena)

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TERCEIRO INTERVALO COMERCIAL

 

CENA XVI

(MANHÁ_ Prefeitura municipal_ interna_ gabinete do Prefeito onde Luciano coloca seu pai contra a parede, sobre seu possivel envolvimento com as falcatruas da Strong Meat)

LUCIANO: Vamos meu pai, eu te fiz uma pergunta. Responda.

ANTÔNIO: Uma vez eu intervi junto á um deputado do meu partido, pedindo que conferisse ás carnes do Strong Meat o certificado de Inspeção federal, como eu consegui esse favor, nossas carnes passaram a ser vendidas para eles sem nenhuma restrição, e sempre alcançando bons preços.

LUCIANO: Eu não acredito pai, como o senhor deve coragem de fazer isso? Comprar um selo de qualidade para as carnes desse frigorífico?

ANTÔNIO: Eu não tinha outra escolha filho, o Strong Meat sempre foi meu maior comprador, como eu poderia arriscar perder esse mercado?

LUCIANO: Mesmo assim pai, nada justifica colocar a saude das pessoas em risco dessa forma, mas me diga: O senhor fez mais alguma coisa?

ANTÔNIO: Não filho, não fiz. E estou muito arrependido de ter feito algo desse tipo, mas já foi, eu já cometi o erro. O que você quer agora? Que eu me entregue á policia e vá preso?

LUCIANO: Era o que o senhor deveria fazer.

ANTÔNIO: Então vai lá filho, agora que você sabe de tudo vai lá e conte á policia.

LUCIANO: È claro que eu não farei isso pai, mas estou muito decepcionado com o senhor. (sai batendo a porta_ corta a cena)

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CENA XVII

(FINALZINHO DA TARDE_ Casa de Madame Clotilde_ interna: sala_ Michel chega com Cacau para ajudar na reforma, sem que ela desconfie que uma surpresa a espera).

_ Michele e Cacau entram na casa de Madame Clotilde que está toda bagunçada por conta das obras, Cacau observando tudo ali diz:

CACAU: Que bom Michel, que você conseguiu convencer meu pai de me deixar vir te ajudar na reforma, não aguentava mais ficar trancada dentro daquele quarto.

MICHEL: Eu vou te ajudar a sair daquele castigo, aos pouco convenço o velho a te libertar.

CACAU: Obrigado Michel.

MICHEL: Não precisa agradecer, só estou fazendo meu papel, sou seu irmão mais velho agora, esqueceu?

CACAU: Verdade né Michel? Adorei essa ideia de ter um irmão, ainda mais sendo você, que parece ser tão legal. (o abraça)

MICHEL: Eu também adorei saber que você é minha irmãzinha.

CACAU: Mas vamos parar de conversa, que pelo jeito temos muito o que fazer por aqui. Por onde eu começo?

MICHEL: E quem te disse que você vai trabalhar?

CACAU: Ué, foi para isso que você me trouxe aqui, não foi?

MICHEL: Não exatamente, na verdade eu tenho uma surpresinha para você.

MÚSICA: Mesmo sem estar_ Luan Santana e Sandy

(Nesse momento Eduardo, sai da cozinha e vem ao encontro de Cacau)

CACAU: Eduardo

MICHEL: Você vai mesmo ficar ai parada? Vai la beijar seu amor.

(Cacau e Eduardo correm um ao encontro do outro e se beijam apaixonadamente)

CACAU: (abraçando-o e repousando sua cabeça no peito de Eduardo) Que saudades meu amor.

EDUARDO: Eu também, eu não estava mais aguentando ficar sem te ver.

MICHEL: Olha se vocês subirem as escadas chegam aos quartos,o último da esquerda para a direita é meu, vão lá fiquem a vontade.

CACAU: (beijando o rosto de Michel e o abraçando) Você é um anjo meu irmão.

(Eduardo sobe com ela as escadarias_corta a cena)

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CENA XVIII

(HORA DO ALMOÇO_ Todos, com exceção de Eduardo e Clarinha, estão sentados á volta da mesa, almoçando, e Luciano contará que vai levar Marcela para fazer o pré Natal e a ultrasonografia)

LUCIANO: Odeio comer sem meus filhos estarem por perto, a Clarinha eu sei que está na escola, ficou lá na parte da tarde para fazer um trabalho mas e o Eduardo onde está?

RODRIGO: Ele me disse que ia encontrar a Cacau.

ANTÔNIO: Aquela garota, filha do Clóvis Arruda?

RODRIGO: Sim vô, e por conta desse parentesco eles estão sofrendo muito sabe? Eles se amam de verdade mas o pai dela não aprova o namoro porque o Edu é neto do senhor.

ANTÔNIO: (rindo) Aquele invejoso, pobre coitado que sempre tenta concorrer comigo nas eleições mas sempre perde, por mim eu não tenho nada contra o namorico deles, mesmo porque, se o Clóvis estão tão incomodado que prenda a sua cabrita que o meu bode tá solto (ri debochadamente)

RODRIGO: Que bom vô que o senhor pensa assim, seria ainda mais dificil para eles se tivessem que enfrentar a sua reprovação.

ANTONIO: O Eduardo é um homem feito, além do mais tem bastante juizo, e sabe escolher bem com quem se envolve, ao contrario de você e seu pai né?

RODRIGO: IH vai começar vô?

ANTÔNIO: Claro, por que eu sei que, mesmo você estando enrabichado com essa tal de Ritinha, eu sei que vai ser só a Patricia estalar os dedos que você volta correndo atrás dela, igual um cachorrinho. (ri)

LUCIANO: Mas que coisa heim velho? Quando o senhor está de mal humor é chato para caramba, mas com esse bom humor, que surgiu não sei de onde, está quase insuportável.

ANTONIO: Mas é verdade, o Rodrigo bebeu água de calcinha da Patricia e você da Marcela. (ri)

LUCIANO: Nada disso, eu a amo de verdade e somos muito felizes juntos.

JASMIM: Eu também amo a Ma.

LUANA: Cala a boca debil mental. Quem te chamou na conversa? Volta pro seu mundinho vai.

LUCIANO: (socando a mesa) Quantas vezes eu já te falei para não tratar minha filha dessa forma?

FABIANO: Pois o Luciano está certo Luana, isso não é jeito de falar da nossa sobrinha.

LUANA: Não sei por que vocês a protegem tanto. Será que não percebem que ela nunca vai ser normal como a gente?

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CENA XIX

(ÍNÍCIO DA TARDE_ Casa de Patrícia_ Rodrigo, com um buquê de flores, aperta a campanhia, sendo atendido por Ritinha, de forma distante e fria)

RODRIGO: Oi amor.

RITINHA: Oi, é você? O que quer?

RODRIGO: Como assim o que eu quero, quero te ver, ficar com você.

RITINHA: Será? Ou será que está tentando apenas me usar, para fazer ciumes para a Patricia?

RODRIGO: Que conversa é essa Ritinha?

RITINHA: Conversa de quem está se enxergando, de quem sabe reconhecer seu lugar.

RODRIGO: Seu lugar é em meus braços amor.

RITINHA: Pare Rodrigo, eu não quero ser um joguete na sua mão, usada por você para provocar ciumes na Patrícia, se você quer volta para ela, se você a ama, volta então, mas não engane meu coração.

RODRIGO: Em nenhum momento eu te usei, o que aconteceu ontem…

RITINHA: O que aconteceu ontem não vai mais se repetir, alías nem devia ter acontecido.

RODRIGO: Não estou te entendendo.

RITINHA: Mas eu estou te entendendo muito bem, você achou que só, porque eu sou uma pobre coitada que não tem onde cair morta, apaixonada por você, iria usar para provocar a Patricia, por que no fundo é a ela que você ama.

RODRIGO: Pare de ficar repetindo isso.

RITINHA: Mas é verdade, ou vai negar que você ama a Patricia? (Rodrigo fica em silêncio) Estou te fazendo uma pergunta Rodrigo.

RODRIGO: O que você espera? Eu descubro ontem que você me ama e hoje que eu tenha esquecido tudo que vivi com a Patricia e morra de amor por você? As coisas não são assim.

RITINHA: Não precisa dizer mais nada, vai embora por favor.

RODRIGO: Mas Rtinha, seja um pouco racional.

RITINHA: Vai embora.

RODRIGO: Tem certeza que é isso que você quer?

RITINHA: Sim.

RODRIGO: Tudo bem, você que sabe.

MÚSICA: Sensações_ Paula Fernandes

(Rodrigo joga o buquet de flores aos pés de Ritinha e sai cabisbaixo, após Rodrigo ir embora, Ritinha apanha o buquet de flores e chora _ corta a cena)

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CENA XX

(INICÍO DA TARDE_ Postinho da cidade_ Interna_ sala de pré natal onde Marcela, acompanhada de Luciano, está fazendo a ultrasonografia)

FUNDO MUSICAL: A Thousand Years

DOUTOR AUGUSTO: Estão vendo? (mostra o bebê no video da ultrassom)

MARCELA: É meu bebê, é meu filho!

LUCIANO: É sim meu amor, nosso filho. (eles choram, olhando um para o outro)

MARCELA: Está tudo bem com ele doutor?

DOUTOR AUGUSTO: Sim Marcela, está tudo bem, ele está crescendo forte e saudável.

LUCIANO: Qual é o sexo doutor?

DOUTOR AUGUSTO: Ainda não podemos saber, é muito cedo sr Luciano.

LUCIANO: Não importa, o que importa é que ele está bem.

DOUTOR AUGUSTO: Ele não, eles.

MARCELA: O senhor está querendo dizer que… são gêmeos?

DOUTOR AUGUSTO: Exatamente Marcela, dá para ver aqui claramente dois fetos.

MÚSICA: I stardet a joke by_ Faith no more

(Marcela transbordante de alegria e emoção chora)

LUCIANO: Vou ser pai de mais duas crianças. Obrigado meu amor, obrigado por me fazer tão feliz e me dar esse presente maravilhoso, essa dádiva de Deus que vai encher nossa vida de alegria.

MARCELA: Eu te amo.

LUCIANO: Eu também te amo, aliás, eu amo vocês três. (se beijam _ corta a cena)

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CENA XX

(INÍCIO DA TARDE_ Rua Principal da Cidade_ Luciano e Marcela estão saindo do posto de saúde, eles estão felizes pelo resultado da ultrassonografia).

MÚSICA: A good time to travel

(Em um beco da cidade, que dá visão para a Rua onde Luciano e Marcela estão, Luana está  em sua caminhonete, observando tudo e dando instruções á Bady boy, que está com um carro preto estacionado do outro lado da rua).

LUANA: Você está vendo eles?

BADY BOY: Sim senhora.

LUANA: Assim que ela estiverem longes um do outro você vem com tudo e a atropela, entendido?

BAY BOY: Sim senhora chefia, pode deixar.

(Marcela fala com Luciano)

MARCELA: Amor, eu queria tanto um sorvete agora.

LUCIANO: Claro meu amor, o que você quiser, vamos lá na sorveteria do senhor Jair.

MARCELA: Ah amor, busca para mim, estou me sentindo cansada hoje, deve ser a gravidez.

LUCIANO: Tudo bem, eu já volto. (ele sai para comprar  o sorvete e Marcela fica esperando num canto da rua.

BADY BOY: (para Emanuelle que o acompanhava) É agora. (ele desliga o celular e se prepara para arrancar com o carro)

(Nesse momento Clarinha vem chegando, voltando da escola e vê Marcela na rua)

CLARINHA: Marcela.

MARCELA: Oi Clarinha.

(Clarinha corre ao encontro de Marcela, Luana que assistia a tudo em sua caminhonete viu o eminente perigo de Clarinha ser atropelada)

LUANA: (para Bady boy no celular) Agora não imbecil, agora não.

(Bady boy, que já tinha desligado o celular, liga o carro e avança com rapidez em direção á Marcela que, neste instante, está abraçada com Clarinha)

LUANA:Não posso permitir que isso aconteça. (corre em direção á elas)

LUANA: Clarinha, cuidado. (ela pula em cima de Clarinha para afastá-la e ela acaba sendo atropelada, corta a cena com Luana caindo atropelada no asfalto)

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(a cena congela e uma grande cachoeira surge, alagando toda a cena ao som da música água de Djavan).

 

FINAL DO TRIGÉSSIMO SEGUNDO CAPÍTULO