Coração sertanejo: Capítulo 31 – Uma carta e um segredo

Coração sertanejo: Capítulo 31 – Uma carta e um segredo

Imagem relacionada

Disfarçamos nosso abandono com frases ousadas e sem verdade alguma. O que a gente gostaria de dizer, mesmo, é: me dê sua mão.

Martha Medeiros

 

 

CENA I

(NOITE_ Inicia-se o capítulo com a ligação de Luana para seus comparsas)

BADY BOY: Pode falar chefia. A senhora não pede, a senhora manda.

LUANA: Quero que vocês matem uma pessoa.

MARIA DA PURIFICAÇÃO: Filha! Você está louca?

LUANA: Me deixa mãe, me deixa. (voltando a falar com a gangue) O Nome dela é Marcela, namoradinha do meu cunhado, depois te passo uma mensagem com todas as informações dela.

BADY BOY: Mas chefia, Matar? A senhora não acha que está pegando um pouco pesado não?

LUANA: Você não é pago, alías, muito bem pago para achar ou deixar de achar nada, apenas para cumprir minhas ordens, entendeu?

BADY BOY: Sim chefia, mas nós nunca fizemos isso na vida, além do mais, nosso combinado é repassar seus produtos e não sair matando as pessoas.

LUANA: Tudo bem, tudo bem. Se você se recusam a cumprir uma ordem minha irei encontrar alguém que cumpra, dai eu aproveito e encontro alguém também para fazer o servicinho de vocês.

BADY BOY: Não calma dona Luana, não precisa se estressar, nós fazemos o que a senhora deseja.

LUANA: Melhor assim, eu quero que tudo pareça um acidente, um atropelamento acidental, entendeu?

BADY BOY: Pode deixar chefia, faremos tudo como a senhora manda.

LUANA: Ótimo, depois te passo todas as informações sobre a desgraçada. (desliga o telefone)

 

Resultado de imagem para gabriela duarte twitter

 

CENA II

(NOITE_ externa_ Praça da Cidade onde estão reunidos Bady boy, Lagartixa e Emanuelle)

LAGARTIXA: E então chegado. O que a chefia queria?

BADY BOY: Que a gente mate uma pessoa.

LAGARTIXA: O quê? Você não aceitou né?

BADY BOY: Claro que sim.

LAGARTIXA: Mas você está louco?

BADY BOY: E você queria o quê? Que a gente vacilasse com a chefinha? Ai sim eu estaria louco, porque ao invés de matarmos, nós é que estaríamos mortos.

EMANUELLE: Pois eu não vejo mal algum nisso, ao contrário, acho bem exitante a ideia de matar.

LAGARTIXA: Pois pra mim a coca corroeu os miolo de vocês. Eu tô fora.

EMANUELLE: ( para Bady Boy) Pode deixar baby. Eu te ajudo. (corta a cena)

 

Resultado de imagem para antonia morais

 

 

CENA III

MÚSICA: Crushin It _ Brad Paisley

(NOITE_ Praça da cidade_ interna_ Sorveteria Central onde Luciano, seus filhos e seu pai estão sentados em uma mesa bebendo e conversando)

EDUARDO: Então quer dizer que até que enfim meu mano veio abriu os olhos, meteu o pé no traseiro da Patricia, aquela metida e interesseira, e está nos garro com a gatinha e super gente boa da Ritinha?

RODRIGO: (rindo) Mais ou menos isso cara, mais ou menos isso.

LUCIANO: E você está gostando de verdade da Ritinha filho?

RODRIGO: Bom pai, eu sempre gostei dela.

LUCIANO: To falando de amor e não de amizade.

RODRIGO: É muito cedo para isso né pai, vamos deixar as coisas rolarem, convivendo com ela, tenho certeza que aprenderei a amar.

LUCIANO: Assim espero.

EDUARDO: E a Patrícia, nunca mais te procurou?

RODRIGO: Hoje, quando estava saindo da casa dela, ela veio com um papinho de que me amava, que queria uma nova chance.

EDUARDO: E você mano veio? O que você fez?

RODRIGO: Eu deixei bem claro, que o que aconteceu com a gente no passado ficou no passado e que nunca mais vou ter nada com ela.

EDUARDO: Isso ai maninho, manda ela lamber tachinha.

LUCIANO: Eu também estou muito feliz por ter me reconcilado com a Marcela, eu a amo muito.

EDUARDO: Pois se fosse por mim, o senhor faria o mesmo que o Rodrigo fez com a Patricia, mandava ela catar coquinho.

RODRIGO: Não fale isso mano, nem dá para comparar a Marcela com a Patricia, a Marcela errou sim, errou feio, mas está arrependida de verdade e ama mesmo o nosso pai, além de ser super gente boa.

EDUARDO: De gente boa como ela, o inferno está cheio.

LUCIANO: Para Rodrigo, não vamos começar a discutir aqui não é? Afinal foi para ficar em paz que viemos para cá.

(eles observam que Antônio está perdido, distante)

RODRIGO: É mas parece que tem gente que está aqui só fisicamente porque a cabeça está longe.

LUCIANO: O que foi pai? O senhor está se sentindo bem?

ANTÔNIO: Como muito tempo não me sentia.

FABIANO: Será que o pai está apaixonado também? (eles riem)

LUCIANO: Não fale besteira irmão, só se for apaixonado pela Maria da Purificação.

FABIANO: Ai é meio dificil, depois de tantos anos continuar apaixonado por aquele cão.

ANTÔNIO: Quando o amor é verdadeiro filhos, ele ultrapassa todas as barreiras, até mesmo do tempo, só espero conseguir vencer também todos os meu erros e amolecer o coração dela.

FABIANO: Dela quem pai?

ANTÔNIO: Não interessa, e outra: nós viemos aqui para beber ou pra ficar de prosa? (eles voltam a beber_ corta a cena)

MÚSICA: My Immortal ) Evanescence

(Várias passagens da cidade de Recanto Doce, as pessoas na praça, pessoas andam pelas calçadas principais da cidade, a frente da Igreja_ Corta a cena )

Resultado de imagem para reginaldo farias novela cabocla

 

CENA IV

(NOITE_ Casa de Antônio Dias_ Luana e Maria da Purificação estão conversando, após o telefonema que Luana deu aos seus comparsas)

MARIA DA PURIFICAÇÃO: Filha, você está louca?

LUANA:  Por que mãe? Eu nunca estive tão lucida em minha vida e tão decidida.

MARIA DA PURIFICAÇÃO: Mas filha, eu escutei você falando ai, não sei com quem, e mandando ele matar a Marcela.

LUANA: E o que tem isso? Já não mandei apagar a outra: a zonza da Yasmim? Pois então, posso muito bem mantar apagar a insuportável da Ritinha também.

MARIA DA PURIFICAÇÃO: Mas eu sempre fui contra isso que você fez, e agora você vai fazer de novo? Você não acha que as pessoas podem desconfiar?

LUANA: Não vão não mãe, tudo vai parecer um triste e acidental atropelamento.

MARIA DA PURIFICAÇÃO: Sei não filha, mas acho essa ideia de matar um pouco exagerada, podemos pensar em algum plano para separá-la do Luciano.

LUANA: Não mãe, eu já tentei duas vezes separá-los, mas parece que só serviu para uni-los ainda mais, chega. Ela vai morrer sim, só dessa forma vai me deixar em paz e o caminho do Luciano livre para mim.

MARIA DA PURIFICAÇÃO: Você e essa sua obsessão pelo Luciano.

MÚSICA: From This Moment On _ Shaina Twain

LUANA: Não é obsessão mãe, é amor. Eu amo o Luciano com todas as minhas forças, eu o desejo, eu preciso dele comigo e tudo o que fiz e que faço é por ele, é porque eu o amo e não posso ficar sem ele. E eu não vou suportar ver novamente ele, todo feliz, ao lado daquela boia fria morta de fome. Ele vai ser meu mãe, custe o que custar, o Luciano vai ser meu. (corta a cena focalizando o rosto de Luana molhado de lágrimas)

Resultado de imagem para gabriela duarte triste

CENA V

(NOITE_ Casa de Clóvis Arruda_ Maria Eulália e Michel estão sentados no sofá conversando_ Clóvis chega)

CLÓVIS: Filho, que bom que você veio visitar esse seu velho pai. Estava com saudades. (dá um abraço em Michel e pergunta á Maria Eulália) E aí dona Encrenca, a janta tá pronta? To morrendo de fome.

MARIA EULÁLIA:  Está fim, afinal só para isso que presto nessa casa né?

CLÓVIS: IH não vai começar com seu xororó agora não né? Não agora que meu filho veio nos visitar.

MARIA EULALIA: Em respeito e consideração ao Michel não vou falar mais nada, não quero estragar nosso jantar. Vou preparar a mesa. (sai)

CLÓVIS: (para Michel) E a filho, como vão as coisas?

MICHEL: Muito bem pai, a reforma da casa da mãe está á todo vapor, em breve vamos inaugurar nossa casa de shows.

CLÓVIS: Que maravilha filho, se precisar de alguma coisa é só falar.

MICHEL: Na verdade eu estou precisando sim.

CLÓVIS: Do que filho? Pode falar.

MICHEL: De ajuda para terminar a reforma e pensar na decoração, por isso eu queria te pedir para deixar a Cacau ir amanha comigo na obra, quero ouvir a opnião de uma mulher viajada entende? E acho que a Cacau seria a pessoa mais indicada.

CLÓVIS: Ih filho sei não, ela está de castigo, andou se envolvendo com o neto do meu pior inimigo politico.

MICHEL: AH pai, esquenta não, isso é coisa da juventude, logo ela esquece e se envolve com alguem que seja do seu agrado.

CLÓVIS: Será filho?

MICHEL: Creio que sim pai.

CLÓVIS: Tomara, mas por enquanto é melhor ela ficar aqui em casa.

MICHEL: Mas ela não pode sair nenhum pouquinho, só pra me ajudar pai?

CLÓVIS: Tá bem filho, mas só porque você está me pedindo, mas fique de olho nela.

MICHEL: Pode deixar pai, mudando de assunto, como anda o projeto de sua candidatura a vereador.

CLÓVIS: Está tudo certo, já conversei com o pessoal do meu partido e eles aprovaram a ideia, agora é esperar se aproximar a candidatura e te lançar como vereador.

MICHEL: Que bom pai, não vejo a hora. (corta a cena)

Resultado de imagem para nando rodrigues

 

PRIMEIRO INTERVALO COMERCIAL

 

CENA VI

(NOITE_ PRAÇA DA CIDADE_ Sorveteria Central onde Luciano, Antônio, Eduardo, Rodrigo e Clarinha estão conversando e tomando sorvete)

LUCIANO: É pessoal, a conversa está muito boa, mas é melhor voltarmos para casa, já está tarde e essa menina precisa dormir.

CLARINHA: AH não pai, vamos ficar mais um pouco, está tão bom.

RODRIGO: Verdade Clarinha, está muito bom mesmo, acho que deveriamos sair juntos mais vezes.

ANTÔNIO: Eu apoio a ideia.

LUCIANO: Puxa Pai, logo o senhor que vive enfurnado em casa e só sai pra resolver questões políticas.

ANTÔNIO: Pois é filho, mas seu velho pai está mudando, nunca é tarde não é?

LUCIANO: Bom, para mudar não, mas para ficarmos mais aqui já está tarde sim, mesmo porque a Clarinha precisa ir para escola amanhã.

FABIANO: Então vamos irmão, outro dia a gente volta.

CLARINHA: Eu não quero ir pai, não to com sono.

LUCIANO: Mas vamos sim, já vou até pagar a conta. (se levanta e adentra a sorveteria para pagar)

EDUARDO: Clarinha, olha lá no céu. (aponta para a lua) Hoje é noite de lua cheia, você quer mesmo ficar aqui dando sopa na praça pra noiva fantasma te pegar.

CLARINHA: (grita de susto) Não, eu não, vamos embora logo antes que ela apareça.

RODRIGO: (rindo) Só você mesmo Eduardo.

LUCIANO: Bora macacaiada, a conta tá paga e amanhã é dia de serviço. (eles vão saindo e a turma do Bady boy chega)

RODRIGO: Olha lá, é o pessoal que levou o Netinho para o mundo das drogas.

EDUARDO: Pois eles vão se ver agora. (ele vai saindo, ao encontro da gangue e Rodrigo o acampanha)

LUCIANO: Meninos, voltem aqui, vocês não vão querer caçar briga com gente desse tipo. Filhos. (eles seguem em direção ao bando_ corta a cena).

Resultado de imagem para gabriel malhação

 

CENA VII

(NOITE_ Igreja_ interna_ Quarto do padre Bento)

MUSICA: Experiencia Religiosa _ Enrique Iglesias

(Padre Bento está dormindo e começa a sonhar: Ele sonha que está á beira da cachoeira do Riacho doce, caminhando, para em um determinado lugar, se ajoelha e começa a orar, em um determinado momento, ele vê em sua frente Madalena, ela está linda com um micro vestido branco transparente. Eles se olham cheios de amor e carinho, e então ele começa a correr atrás dela, alcançando-a lhe envolve com seus braços, os dois vão se aproximando cada vez mais até que seus lábios se tocam, ele então abre os olhos e não vê mais Madalena, procura-a a e vê  á sua frente uma mula que, sem a cabeça, soltava fogo no lugar da cabeça, então ele grita, acordando, assustado, com seu próprio grito, nesse momento ele vê, em pé a sua frente, Padre Santo que voltava para assumir seu antigo posto)

PADRE BENTO: Padre Santo!

PADRE SANTO: Te assustei filho, ou está acontecendo alguma coisa? _ (corta a cena)

Resultado de imagem para mula sem cabeça

CENA VIII

MÚSICA: Hard Be Coll_ Joe Nichol

(NOITE_ Cidade de Fernandópolis_ externa_ uma das ruas da cidade)

LENITA: Ai nem acredito que finalmente estou livre, esses dias naquele lugar foram um verdadeiro pesadelo.

LUCAS: Eu imagino, mas agora está tudo bem, você está livre novamente.

LENITA: Sim, estou livre, e graças á você.

LUCAS: Mas não só a mim, sua mãe e sua irmã é que descobriram e me deram o endereço da clínica onde você estava.

LENITA: Que bom que dessa vez elas me ajudaram de alguma forma, mas me diga: como elas estão?

LUCAS: Tristes, sentindo sua falta e sofrendo nas mãos de seu pai, como sempre.

LENITA: Aquele velho lazarento, ainda vai me pagar por tudo que faz com a gente.

LUCAS: Você pretende voltar pra lá?

LENITA: Claro, eu tenho um plano pra me vingar dele, e vou precisar muito de você, mas ainda não é o momento.

LUCAS: Então vamos ter que descobrir um lugar para você ficar escondida até lá.

LENITA: Sim, mas sabe o que eu quero e preciso agora?

LUCAS: Não, do que?

LENITA: De comer, estou morta de fome, a comida daquele lugar parecia mais uma lavagem.

LUCAS: Claro, mas eu não tenho dinheiro pra te levar pra nenhum lugar chique, como você deve ser acostumada a ir.

LENITA: E quem aqui falou de lugar chique peão? Eu quero é um podrão daquela barraca de cachorro quente ali. (aponta para uma barraca de cachorro quente e vai indo para lá, puxando-o pela mão_ corta a cena)

Resultado de imagem para fernanda vasconcellos 2017

 

CENA IX

(NOITE_ praça da cidade_ Rodrigo e Eduardo vão ao encontro da gangue de Bady boy, para tirar satisfações com eles por terem iniciado Netinho nas drogas).

EDUARDO: Ei, vocês.

BADY BOY: O que foi? Por acaso o playba vai querer um cigarrinho do capeta, igual seu primo.

EDUARDO:Não, eu vim pra te dar isso. (lhe dá um soco fazendo-o cair)

LAGARTIXA: Ei playba! Quem pensa que é pra bater no meu chegado? (dá um soco no estômago de Eduardo)

RODRIGO: Você pirou? Fazer isso como meu mano? (dá um soco em Lagartixa)

MÚSICA: A good Time travel.

(Inicia-se uma luta entre a gangue de Bady boy e Rodrigo e Eduardo, os irmãos, na maioria das vezes saem na melhor, batendo feio na dupla de malandro, Emanuelle intervêm, dando uma chave de braço em Rodrigo, o imobilizando)

LUCIANO: Ela pegou meu filho de jeito. Pai cuida das meninas que vou lá ajudá-los.

(Luciano deixa Clarinha e Jasmim com Antônio e vai para a luta, conseguindo soltar Rodrigo e ajudando-os a bater nos malandros, como estavam perdendo feio a briga, Bady boy saca uma arma)

BADY BOY: Paro! Paro a palhaçada, agora vocês vão ver com quem estão mexendo.

(nesse momento Antônio surge por detrás de Bady boy e lhe dá uma garrafada)

LUCIANO: Pai eu não te falei para ficar cuidando das meninas.

ANTÔNIO: (entre um sopapo e outro nos maladros responde) E vocês acham que ia deixar vocês sozinhos nessa? Deixe as meninas com o Jair e vim ajudar vocês.

(vendo que estavam perdendo feio, e desarmados por Antônio, a gangue sai correndo, fugindo da familia)

ANTÔNIO: Vão, vao mesmo, corram seus marigas.

(Jair traz então as crianças até eles)

CLARINHA: Isso ai pai, vocês deram uma surra nesses bandidos filhadumaégua, se o senhor Jair tivesse deixado eu teria vindo ajudar vocês.

LUCIANO: Hum olha só! Que filhinha mais corajosa que eu tenho, mas agora use essa coragem para acordar cedo amanha e ir pra escola estudar.

ANTÔNIO: Sim vamos, porque essa briga me deu um cansaço.

RODRIGO: Mas o senhor se saiu muito bem vô

ANTONIO: Um pouco enferrujado confesso, mas dá pro gasto. Agora vamos embora.

FABIANO: Vou com vocês até a fazenda, mas não vou para casa agora, tenho que resolver uma coisa antes.

LUCIANO: Tudo bem mano, agora vamos. (Luciano vê Cidinha, ao longe, sentada no banco da praça)

Vão indo vocês, tenho que conversar com uma pessoa aqui ainda.

RODRIGO: Tudo bem pai, te esperamos em casa ( a familia sai e ele vai ao encontro de Cidinha)

LUCIANO: Cidinha?

Resultado de imagem para reginaldo farias

CENA X

(NOITE_ Fazenda de Antônio Dias_ Interna_ Casebre de Vitinho_ Fabiano chega e adentra, porque encontra a porta semi aberta)

FABIANO: Vitinho, meu salvador, cadê você? Cansei de fugir de mim mesmo e do que sinto por você. Quero ser feliz ao seu lado. Vitinho? (encontra uma carta sobre a mesa ao lado do vidro de remédio que Luana havia entregado para Vitinho)

Resultado de imagem para carta

CENA XI

(NOITE_  Praça da Cidade_ Luciano encontra Cidinha)

LUCIANO: Cidinha, minha amiga, o que está fazendo uma hora dessas, sozinha, aqui na praça?

CIDINHA: Eu não tenho outro lugar para ir.

LUCIANO: Como assim, você não tem outro lugar? Você não estava morando com o Bastião?

CIDINHA: Eu estava, mas nós brigamos.

LUCIANO: Ah sim, grande novidade. Por que brigaram dessa vez?

CIDINHA: Ah, ele veio com uma prosa esquisita, de que eu era a mulher dele, que queria ficar comigo como marido e mulher.

LUCIANO: E que mal tem isso? Todo mundo tá cansado de saber que o Bastião é apaixonado por você.

CIDINHA: Mas eu não sou por ele.

LUCIANO: Ah Cidinha, você acha que me engana? Essa implicância toda que você tem com ele, não é de graça vai! Você no fundo, no fundo gosta dele.

CIDINHA: Eu gostar daquele traste? Jamais.

LUCIANO: Cidinha! Não mente para mim, eu te conheço.

CIDINHA: Ta bom eu até gosto dele sim, talvez por isso implique tanto com ele, mas eu sou apaixonada por outra pessoa. Eu sou apaixonada por você. (corta a cena)

Imagem relacionada

 

SEGUNDO INTERVALO COMERCIAL

 

CENA XII

(NOITE_ Praça da cidade onde Luciano e Cidinha estão conversando)

LUCIANO: O que você está dizendo Cidinha?

CIDINHA: É isso mesmo, eu sempre fui apaixonada por você.

LUCIANO: Cidinha, olha…

CIDINHA: Não Luciano, eu sei que você ama a Marcela, e torço que pra que vocês voltem a se entender, ela também te ama e é super bacana.

LUCIANO: Na verdade nós já nos entendemos, mas, mesmo se não tivéssemos nos entendido, mesmo se eu nunca tivesse conhecido ela, também nunca iria acontecer nada entre a gente. Eu gosto muito, mas muito mesmo de você, serei eternamente grato por tudo o que você fez por mim e estou muito arrependido de tudo o que te disse e por ter te mandado embora, mas meu amor por você é um amor de irmão entende?

CIDINHA: Sim, eu entendo.

LUCIANO: Agora o Bastião, ele te ama de verdade e não como uma irmã ou amiga, ele te ama como homem, assim como eu amo a Marcela e olha: em alguns casos, o amor pode nascer no primeiro olhar como foi no caso meu e da Marcela, mas, na maioria das vezes, ele é construido, ao longo do tempo, por pessoas que se gostam, que acreditam no amor e querem ficar juntas. Bom, como já está muito tarde, vou te levar para casa, mas amanha bem cedo eu te levo de volta para a Poconé. Eu adoraria ter você trabalhando e morando com a gente de novo, mas seu lugar é lá, ao lado do Bastião. Agora anda, me dê cá um abraço. (eles se abraçam) levanta essa cabeça, abre seu sorriso lindo e vai ser feliz com o homem que te ama, o homem da sua vida. (eles saem abraçados)

Imagem relacionada

CENA XIII

(NOITE_ Fazenda de Antônio Dias_ interna_ Casa da sede_ Luana e Maria da Purificação estão conversando na sala_ o restante da família chega)

MARIA DA PURIFICAÇÃO: Até que enfim vocês lembraram que tem casa não é cambada?

ANTÔNIO: É, mas se você ficar aqui enchendo nosso saco, pelo menos eu vou voltar.

LUANA: Cadê o mosca morta do Fabiano?

LUCIANO: Ah ele veio com a gente, mas disse que não iria entrar porque tinha uma coisa para resolver.

LUANA: Eu sei bem que coisa é essa, e vocês também precisam saber.

RODRIGO: Do que você está falando tia?

LUANA: Eu estou falando daquilo que o seu tio tentou esconder esses anos todos, estou falando do inferno que eu vivo ao lado dele.

ANTÔNIO: Quer ser mais clara, por favor.

LUANA: O Seu filho, é gay. O Fabiano é gay. (corta a cena)

Resultado de imagem para reginaldo farias

(NOITE_ Fazenda de Antônio Dias_ interna_ Casa da sede_ Luana está contando para a família sobre a homosexualidade Fabiano)

ANTÔNIO: Você está louca Luana? O que você está dizendo?

LUANA: É isso mesmo, o Fabiano é homossexual, ele não gosta de mim, aliás ele nunca gostou porque ele não gosta de mulher.

EDUARDO: Isso que a senhora está dizendo é um absurdo tia.

LUANA: Absurdo é vocês todos ainda não terem percebido isso, agora mesmo, eu tenho certeza que ele está no casebre do peão Vitinho, se pegando com ele.

LUCIANO: Essa sua acusação é muito séria e muito grave Luana, se isso for mais uma de suas armações e mentiras, nem sei que o sou capaz de fazer.

LUANA: Vocês não acreditam não é? Vocês não acreditam em mim, pois então vamos até lá agora, no casebre daquela bicha louca que vocês vão descobrir quem é verdadeiramente o Fabiano.

ANTÔNIO: Nós vamos, mas reze, reze muito para que aquilo que você está dizendo seja verdade, senão você vai se ver comigo. (corta a cena)

Imagem relacionada

CENA XIV

(NOITE_ Casa de Pureza_ interna_ ela está deitada em sua cama se contorcendo de calor)

PUREZA: Ai meu Deus! O que está acontecendo comigo? Eu não consigo dormir de tanto calor. Vou abrir a janela para entrar um pouco de vento. (ela abre a janela e vê a lua) A Lua! Hoje é noite de lua cheia e ela está linda. (rasga sua camisola) Não posso ficar aqui, com esse calor insuportável e perder esse lindo espetáculo.

(Pureza, já semi nua, sai para fora de sua casa e, contemplando a lua, começa a rodopíar pela rua, Candida vê a cena e corre com um pano para ajudar a amiga)

CÂNDIDA: Amiga, você está em crise novamente!

PUREZA:  Que mané crise o quê? Quem tem crise é você, crise dos nervos por ser mal amada, eu estou é feliz, me sinto leve como uma borboleta.

CÂNDIDA: Você tá mais é para uma mariposa da casa da Madame Clotilde, anda veste isso. (tenta cobrí-la com o pano)

PUREZA: Para com isso Cândida, esta muito calor pra ficar coberta. Por que você também não tira um pouco dessa roupaiada? (rasga a roupa de Candida que, envergonhada, tenta tapar suas vergonhas)

CÂNDIDA: Olha só o que você fez! Rasgou toda a minha roupa. (começa a ter crise de nervo)

PUREZA:  Assim que é bom. (pega na mão dela e começa a puxar) Vem comigo amiga, vamos agora procurar alguem que possa apagar nosso fogo.

CÂNDIDA: Eu não tenho fogo nenhum para apagar e você, se continuar assim, vai é para o fogo do inferno. (Pureza não a escuta e sai andando e rodopiando pela rua)

PUREZA: Ai, ai que calor na bagurinha. Quem pode apagar meu fogo? (Jair vai passando por ali e as encontra) Jair, seu delicia. Você pode ajudar a apagar o meu fogo?

(o abraça escandalosamente, roçando na perna nele)

CÂNDIDA: AH agora chega! Quando alguém mexe com com meu Jairzinho, me dá uma raiva, uma raiva, mas uma raiva. Agora você vai ver.

(parte para cima de Pureza e as duas começam a brigar, uma puxando o cabelo da outra_ Jair as separa, recebendo os tapas, e abraçando Candida, canta em seu ouvido: Os sonhos mais lindos sonhei, de quimeras mil, um castelo ergui. E no teu olhar, tonto de emoção, com sofreguidão, mil venturas previ. O teu corpo é luz, sedução. Poema divino…_ Cândida desmaia, sendo amparada por Jair)

JAIR: Com licença Pureza, preciso levar a Candinha para casa.

(ele vai levando ela no colo, sem que Jair veja ou perceba, Cândida abre os olhos e pisca para Pureza_ corta a cena)

Resultado de imagem para noite de lua cheia

CENA XV

(NOITE_ Casa Paroquial_ interna_ Padre Bento acorda e vê Padre Santo, em pé, ao seu lado)

PADRE SANTO: E então Padre Bento, por que o senhor assustou? Foi por minha causa?

PADRE BENTO: Padre Santo, a bênção.

PADRE SANTO: E então filho, você não vai me responder porque você levou aquele susto?

PADRE BENTO: Ah não foi nada não padre, foi só um pesadelo, mas me diga como o senhor está?

PADRE SANTO: Estou muito bem, tiveram que fazer uma ponte de safena, mas agora estou otimo. Me diga, como foram as coisas por aqui, na minha ausência?

PADRE BENTO: Bem difícil padre, aquelas beatas do cão fizeram um inferno na minha vida, por muito tempo fiquei celebrando a missa sem ninguem, porque as abençoadas convenceram o povo a não vir na igreja enquanto o senhor não estava, graças a Deus e á umas pessoas generosas dessa cidade, aos poucos os fiés estão voltando, menos as três malucas. Olha padre, eu não sei como o senhor consegue suportar aquelas três.

PADRE SANTO:  Ah filho, elas não são fáceis mesmo, principalmente a líder delas: a dona Maria da Purificação.

PADRE BENTO: Aquela então, é o cão chupando chupeta e dando risada.

PADRE SANTO: Por que você acha que eu infartei?

PADRE BENTO: Tá explicado padre, tá explicado. (corta a cena)

Resultado de imagem para francisco cuoco

 

 

TERCEIRO INTERVALO COMERCIAL

 

CENA XVI

NOITE_ Fazenda de Antônio Dias_ interna Casebre de Vitinho_ Fabiano está sentado á mesa lendo a carta deixada por Vitinho)

MÚSICA: De onde vem a calma_ Los Hermanos

APENAS A VOZ DE VITINHO: Meu amor, meu grande e único amor. Eu te amo, eu te amo muito, por isso, quando você ler essa carta eu não estarei mais aqui, já terei ido embora para bem longe e talvez nunca mais a gente se veja novamente.

Eu só queria que você soubesse que eu não to fugindo do nosso amor, eu não teria porque fazer isso, eu não tenho o porquê escondê-lo de ninguem, ao contrario, minha vontade era sair gritando aos 4 ventos que eu amo a pessoa mais incrivel, mais generosa, mais doce e mais humana que eu já conheci e sei, apesar de você ter tentado fugir todos esse tempo de mim, eu sei que você também me ama e só não se entregou á esse amor por medo de perder a sua familia, e eu entendo isso.

Mas tem uma coisa que você precisa saber, eu só entrei na sua vida, porque sua mulher me pagou para isso, me pagou para te seduzir e ajudá-la a armar um escandalo para te desmarcarcar diante toda a sua familia, mas eu não podia fazer isso, eu não podia estragar a vida da única pessoa que me olhou como gente, que sentiu algo verdadeiro e gratuito por mim, eu não podia estragar a vida da pessoa que eu mais amo nesse mundo.

Me perdoa, se você puder, um dia, me perdoa por ter aceitado esse acordo maldito com sua mulher, e tome muito cuidado com ela, ela não vai desistir de se livrar de você. Se cuida meu amor, te amo, pra sempre eu te amo.

(Fabiano, debruçado na mesa e com a carta em suas mãos, cai em um profundo choro e permanece ali chorando a perda de seu amor)

Resultado de imagem para carta de amor triste

CENA XVII

(NOITE_ Casa de Cândida_ Jair entra com ela no colo e a leva para cama, a beija na testa e ela acorda)

CÂNDIDA: O que aconteceu?

JAIR: Você teve outra das suas crises nervosas e, depois de te acalmar, te trouxe aqui para sua casa.

CÃNDIDA: Muito obrigado Senhor Jair, o senhor é sempre muito gentil.

JAIR: Não precisa agradecer não, mas posso te fazer uma pergunta?

CÂNDIDA: Claro.

JAIR: Você brigou com a Pureza porque ela estava dando em cima de mim e disse que ninguem poderia mexer comigo, você até disse: com seu Jairzinho? Você sente ciumes de mim?

CÃNDIDA: Ah por favor seu Jair, me respeite, vê-la se eu sou uma mulher de ficar tendo crise de ciumes?

JAIR: Tudo bem, tudo bem, já entendi. E antes que a senhora me expulse de sua casa, como da outra vez, eu vou embora antes. (vai saindo, mas Cândida o chama).

MUSICA: Fascinação_ Maria Rita

CÂNDIDA: Jair, espere. (ele volta) eu sinto sim, muito ciumes de você e sabe por quê?

JAIR: Não.

CÂNDIDA: Por que eu te amo seu troxa. (da um tapa na cara dele depois o beija) e eu não vou te expulsar daqui essa noite, ao contrario, quero que você fique aqui comigo. (eles se beijam e fazem amor_ corta a cena)

Imagem relacionada

CENA XVIII

MUSICA: Estoy Enamorada_ Thalia e Pedro Capo

MUSICA:

(NOITE_ Casa de Patrícia_ Quarto de Ritinha, ela está sentada na cama, abraçada ao ursinho que Rodrigo havia dado á Patricia e lembrando-se do beijo que ele lhe dera)

Patricia chega ao quarto

PATRICIA:Ritinha, Ritinha. (Ritinha não escuta, está longe pensando em Rodrigo) Ritinha estou falando com você.

RITINHA: O que você quer Patrícia? Minha hora de serviço já acabou.

PATRICIA: Eu so quero ter uma conversa com você.

RITINHA: Fale então.

PATRICIA: Hoje eu vi o Rodrigo sair de dentro do seu quarto, o que ele queria?

RITINHA: Por que você mesma não pergunta para ele?

PATRICIA: Porque, graças a você, ele não quer falar comigo, eu até tentei conversar com ele hoje, a hora que ele estava indo embora, mas não consegui.

RITINHA: Você quer mesmo saber o que ele estava fazendo aqui? Eu ele estavamos ficando, é isso, alías, a gente está namorando.

PATRICIA: (ri com sinismo e ironia) Você acha mesmo que uma cara lindo, gostoso e rico como o Rodrigo vai namorar com você?

RITINHA: E por que não?

PATRICIA: Por que você, além de pobre e hororossa, é ridicula e imbecil.

RITINHA: Obrigada pelos elogios, mas o Rodrigo não acha nada disso.

PATRICIA: Será que você não percebe, que o Rodrigo só está te usando para fazer ciumes para mim, sua boba?

RITINHA: Claro que não.

PATRICIA: Claro que sim, e você sabe muito bem disso, você sabe que é a mim que ele ama, que é á mim que ele deseja e é comigo que ele quer ficar, acontece que ele está muito magoado, por conta daquilo que você e o irmão dele armaram contra mim, e está querendo me provocar.

RITINHA: Não é nada disso, o Rodrigo quer sim ficar comigo, ele está apaixonado.

PATRICIA: Deixa de ser tonta garota, nem você acredita nisso que está dizendo. Bom eu estou te avisando, agora se você quiser continuar sendo usada por ele, fique, o azar é seu, porque nos duas, sabemos muito bem, que no fim é comigo que ele vai ficar. (sai gargalhando)

MUSICA: Sensações_ Paula Fernanda

(Ritinha, acreditando nas palavras de Patricia, chora)

Imagem relacionada

 

CENA XIX

(Noite_ Casebre de Pai André_ ele está em oração diante de um pequeno altar e Cecília passa por ali, em direção á cozinha, abre a geladeira, pega água e vai ao encontro de Pai André)

CECÍLIA: Pai André, atrapalho?

PAI ANDRÉ: Não filha, imagina, já acabei minhas orações. O que foi? Algum problema com o Netinho?

CECÍLIA: Não Pai André, ele ainda está dormindo e pelo jeito vai demorar para acordar.

PAI ANDRÉ: Que bom filha, ele precisa mesmo descansar.

CECÍLIA: Pai André, como o senhor fez aquilo?

PAI ANDRÉ: Aquilo o quê filha?

CECÍLIA: Eu vi muito bem, quando o senhor levitou e projetou um raio de luz azul sobre o Netinho, fazendo-o se acalmar e dormir.

PAI ANDRÉ: Imagina filha, fiz isso não, deve ter sido sua imaginação, afinal, a pancada que você levou foi feia.

CECÍLIA: Não minta para mim Pai André, não foi coisa da minha cabeça, eu vi, tenho certeza, só não sei como o senhor fez.

PAI ANDRÉ: Filha, tudo aquilo que é impossivel pela ação humana se torna possivel com a força da fé. Foi isso, apenas coloquei minha pequena fé em ação, agora por que você, não esquece isso e vem rezar um pouco comigo, vai te fazer muito bem filha e o Netinho vai precisar.

CECÍLIA: Vamos sim.

MÚSICA: Doce é sentir _ Ziza Fernandes

( os dois, de mãos dados, se prostam diante do pequeno altar e começam a orar_ corta a cena)

Resultado de imagem para marco nanini igreja

CENA XX

(NOITE_ Praça da cidade_ interna_ Michel está retornando para a casa de Madame Clotilde)

MÚSICA DE SUSPENSE

Michel escuta passos atrás de si, quando vira-se para ver, percebe apenas um vulto, então continua a caminha, de repente escuta novamente o barulho de passos, virando-se, vê o vulto novamente atrás dele, mas dessa vez mais perto, volta a caminha, dessa vez mais rápido quando sente alguém por detrás o empurrando, fazendo-o cair de frente, quando ele vira-se, ainda no chão, vê a noite fantasma)

NOIVA FANTASMA: Amor, é você meu amor?

MICHEL: Tá louca tia? Sou seu amor não.

NOIVA FANTASMA: Mas, então, serve você mesmo. (tenta abraçá-lo)

MICHEL: Socorro!!!!!! (sai correndo_ corta a cena)

Resultado de imagem para noiva fantasma

CENA XXI

(NOITE_ fazenda de Antônio Dias, casebre de Vitinho. Luana, Rodrigo, Eduardo, Antônio e Maria da Purificação estão do lado de fora, próximos á porta de entrada)

LUANA: Chegamos, preparem-se a cena que você irão ver pode chocar vocês, afinal não sabemos o que os dois estão aprontando aqui dentro.

MARIA DA PURIFICAÇÃO: Ainda bem que não trouxemos as crianças.

(Eles entram e dão de cara com Fabiano, sentado ainda á mesa e chorando)

ANTÔNIO: Filho, o que você está fazendo aqui?

LUANA: Eu não avisei que ele estaria aqui? (pergunta para Fabiano) Onde está o seu amante?

FABIANO: (entrega carta para Luana) Eu que pergunto, onde está o Vitinho e por que você pagou ele para dar encima de mim? Por que você tentou armar esse flagrante? (ela fica muda sem resposta) Anda sua vagabunda. Responda. (corta a cena com foco no rosto assustado e admirado de Luana)

Resultado de imagem para gabriela duarte

(a cena congela e uma grande cachoeira surge, alagando toda a cena ao som da música água de Djavan).

 

FINAL DO TRIGÉSSIMO CAPÍTULO