Conto da Noite Sombria – Halloween

Conto da Noite Sombria – Halloween

Halloween

Alguém havia preparado uma festa de Halloween para que todos se divertissem naquela noite. A festa seria no campus perto dos dormitório e começaria às dez, ao menos era o que o pequeno folder indicava. Será que a direção estava ciente daquela festinha? De qualquer modo, os alunos logo se empolgaram e o tema sobre “qual fantasia usar” se tornou o principal assunto de conversa entre os alunos da Universidade de Nova Iorque.

No dia e horário combinado os alunos começaram a chegar, fantasiados e empolgados atravessaram o salão onde levava a quadra poliesportiva da universidade.

O local estava com a decoração típica e espalhada por todo lugar lembrancinhas com quitutes para os alunos retirarem. Diversos doces e ponches estavam servidos em diversas mesas.

Diversos alunos já confraternizavam, e, ao que parecia, alguém havia batizado o ponche da festa, deixando alguns um pouco animados demais. As luzes começaram a se apagar e máquinas de fumaça espalharam uma forte névoa por toda a quadra e arredores. Luzes azuis e violetas refletiam-se nas paredes brancas deixando o local escuro, em total clima de Halloween.

Greg olhava todo o lugar do palco junto com mais três vampiros que preparavam os instrumentos.

– Vamos arrasar esses humanos. – Riu baixo. – Todos prontos?

– Pronto! – os outros três se posicionaram.

O som estridente da guitarra preencheu o lugar na chamada para o início do show ao qual a banda do vampiro fora contratada para animar a festa.

– Vocês querem Rock? – Greg gritou no microfone.

Diversos alunos juntaram na frente do palco e o vampiro adorou, virou para o grupo e fez um gesto com a cabeça para começarem a tocar. O clima era de pura animação, os estudantes dançavam, riam e as conversas continuavam animadas cheias de risadas, com mais e mais alunos chegando com suas devidas fantasias. Copos e pratos de doce começavam a se espalhar por todos os lugares e todos pareciam envolvidos naquele clima festivo.

A festa ocorria de forma tranquila, cada vez mais estudantes saiam de seus quartos para se juntarem aos que já estavam na quadra. Já estava quase dando meia noite e não havia acontecido nenhum incidente até o momento, alunos empolgados com as bebidas espalhavam-se, porém nada anormal ou qualquer gracinha por conta dos mais afobados.

Melany era uma das professoras e fora ver o andamento daquela festa. Mesmo sem autorização por parte da universidade, preferiu não intervir, já que ao que parecia tudo estava correndo bem. No entanto pelo toque de recolher do próprio campus, decidiu avisar a todos que se preparassem para finalizar a comemoração, começando então a chamar os seguranças pelo rádio, para que pudessem acompanhar os alunos para fora da quadra quando uma forte explosão se fez ouvir.

Diversos gritos se espalharam pela quadra e pelo corredor, alguns alunos estavam jogados e caídos no chão, as poucas janelas da parte de cima da arquibancada, lâmpadas e os telões eletrônicos haviam sido destruídos e estilhaços voaram pelo local, refletindo as luzes frenéticas da festa. Alguns alunos começaram a se levantar e a se aproximarem das saídas quando um segurança coberto de sangue entrou correndo, escancarando as portas duplas e dando uma visão do verdadeiro pandemônio que se aproximava, antes de fechar as portas atrás de si.

-… Eles… muitos… – o homem balbuciou antes de cair de frente para o chão, suas costas estavam abertas em cortes profundos, os ossos das costelas estavam expostos.

Mais gritos e logo os alunos começaram a correr de forma desesperada, tentando alcançar a outra porta de saída, transformando tudo em um grande caos. Melany subiu em uma das arquibancadas para olhar através da janela quebrada e teve uma terrível visão que paralisou seu corpo por alguns instantes. Ela só conseguiu pensar que todos ali iriam morrer e ela não poderia fazer nada. Diversos seres com aparência horrenda chegavam aos montes para invadir a quadra. A professora gritou para fecharem todas as portas e em um esforço sobre-humano, arrastou uma das mesas e colocou barrando a porta principal.

Greg e sua banda olhavam confusos aquele tumulto todo e o vampiro tatuado fez o mesmo que a professora, subiu na arquibancada e andou até perto de uma das janelas quebradas. Ao ver a quantidade de seres estranhos do lado de fora se assustou.

– Que porra é essa?

Os outros três chegaram e olharam assustando-se, afastaram e olharam o lugar confusos procurando uma rota de fuga.

– Greg, cara, isso aqui vai virar um massacre, merda. – O baterista rosnou baixo.

– Não precisa ficar nervoso, primeiro somos quem somos e… – O baixista olhou pela janela novamente. – Cara, aqueles são bestiais, puta que pariu, são muitos.

– Vamos sair daqui logo. – O guitarrista caminhou pelo palco vendo que um grupo de seguranças chamava os alunos para ajudar a fechar todas as saídas e se protegerem. – Que merda, não vamos conseguir sair.

Greg pegou seu smartphone e fez uma chamada de vídeo.

– Will… – Assim que foi atendido, virou o celular. – Olha isso cara, cheio de bestiais, estão atacando a quadra onde eu e a banda viemos tocar.

Willian estava largado no sofá vendo um programa de variedades quando olhou a tela de seu aparelho a cena que Greg lhe mostrava.

– Greg… Isso é piada desses humanos, hoje é dia das bruxas, devem está assustando todos aí na quadra.

– Não é … – Virou a tela para ele. – O cheiro é de bestial e tem humanos mortos lá fora e um aqui dentro da quadra que esta toda trancada. – Greg mostrava a quadra e o tumulto dos alunos. – Viu…? Ajuda a gente cara, temos que sair daqui, isso vai virar um massacre.

Willian ao ver toda a cena entendeu e se alarmou, pegou seu casaco e andou pelo apartamento nervoso.

– Vou avisar ao Regente, estou indo… – Encerrou a chamada e logo em seguida chegou diversas mensagens com imagens tiradas por Greg do que estava acontecendo dentro e fora da quadra. – Minha nossa. – Fez logo em seguida uma chamada para a sede da Regência e após falar com um assistente encaminhou as imagens do ataque. Encerrou a chamada e fez uma nova já saindo do prédio. – Gianni? Ainda bem que atendeu logo, escuta vou lhe mandar algumas imagens, Greg e a banda estão em apuros, preciso de sua ajuda e armas para matar alguns vampiros. – Fez uma pausa e enviou as imagens.

– Greg e a banda em apuros? Conta outra novidade. – Gianni estranhou e assim que recebeu as imagens ficou preocupado. – Isso é no campus da faculdade?

– Sim, já estou no carro indo para lá, enviei para a sede da Regência e vão enviar reforços, nunca vi tantos bestiais juntos. – Will falava pelo viva voz enquanto dirigia rápido.

– Estou indo, não se arrisque, espere-me chegar. – Gianni encerrou a chamada e foi ao seu guarda roupas pegar suas armas, logo que terminou de se preparar, saiu do quarto, atravessou pelo corredor e desceu as escadas da residência que vivia atualmente com Lya.

– Vai sair, padre? – Rice estava sentada no sofá da sala quando o viu passar.

Gianni parou no meio do caminho e olhou-a no canto dos olhos, ele tinha noção de quanto aquela humana não gostava dele, era nítido até no seu cheiro tal falta de apreço, porém não tinha tempo para ela e a ignorou.

– Boa noite, Rice. – Abriu a porta e saiu apressado.

Michael o viu passar do alto da árvore onde estava na sua forma de corvo e observou até ir a garagem pegar um dos carros saindo em seguida, grasnou, abriu as asas e levantou voo seguindo o veículo pelo céu noturno. Desde que Gianni passara a viver naquela residência, tinha ordens de Lya para acompanhar o ex-humano para todo o canto, a contragosto do próprio. Decidiu seguir pelo ar e à distância para não irritá-lo e não levar um tiro daquelas armas de caçar vampiros que ele sempre levava para todo lado.

Pouco depois Gianni chegou ao campus da universidade e notou o local com um ar pesado e frio, saiu do carro e já deixou suas armas preparadas. Vestiu seu casaco e por dentro escondeu as duas pistolas e tinha no cinto alguns pentes reservas de balas especiais para vampiros.

Caminhou pelo lugar cauteloso, a sensação era estranha e não via ninguém em toda volta, se questionou se poderiam estar na tal quadra ao lado do dormitório dos alunos daquela faculdade.

Pegou seu telefone e fez uma chamada para saber onde Willian estava, logo foi atendido.

– Onde você está? – Will falou ofegante, como quem havia corrido – Venha logo, Gianni, isso aqui está um caos, há vários alunos feridos e alguns mortos, além dos seguranças do campus.

– Já chego. – Gianni correu entre os prédios até que avistou a quadra cercada de bestiais. – Por Dio

Willian estava escondido dentro do carro, quando viu Gianni saiu sorrateiro e correu pelo estacionamento até perto dele.

– Gianni… – Chamou baixo, para o outro ver onde estava.

O ex-padre caminhou com as sombras lhe envolvendo para não ser visto pelas criaturas e chegou perto de Will. Ambos escondidos atrás de uma caminhonete observaram o lugar.

– Greg está lá dentro da quadra, já mandou algumas mensagens dizendo que as coisas entraram na quadra, ele e a banda mataram alguns, mas são muitos.

– E o reforço da Regência ainda não chegou?

Willian negou com a cabeça, pegou novamente o celular e enviou as imagens tiradas por Greg dentro da quadra junto com uma mensagem de pedido de ajuda.

– Ainda não responderam, acho que pensam que é alguma piada de Halloween.

– Enquanto isso pessoas estão morrendo. – Gianni irritou-se, estava um tanto farto pela falta de atitude do Regente, afinal provocou anos atrás um caos no Central Park e agora enrolava para mandar ajuda.

– Vou invadir. – Caminhou entre os carros sendo seguido por Willian.

Sacou a arma e começou atirar em alguns bestiais na cabeça. Willian usava seu poder de sangue para paralisar alguns evitar que atacassem eles enquanto a dupla se aproximava da quadra.

Na sede da Sociedade Hunter, alguns caçadores passavam pelo lugar apressados, pegavam na recepção suas cartas de execução e saíam em uma rotina quase que sagrada.

– Está complicado. – Daniel sentado em um dos sofás tinha no colo seu notebook, olhava alguns arquivos na tela. – Eu tenho alguns relatos do paradeiro deles, chegaram à cidade há pouco tempo.

A morena andava de um lado para o outro na frente do rapaz.

– Precisamos encontrá-lo antes que os seus feitos cheguem aos ouvidos dos caçadores daqui, Adrian deve chegar a qualquer momento com novidades. – Layla estava de braços cruzados, apreensiva.

Nesse momento notaram uma movimentação estranha na recepção, alguns caçadores falavam nervosos entre si. Layla estranhou e caminhou até eles, deixando Daniel entretido com notebook. Após falar com alguns, voltou empolgada.

– Vamos, guarda logo isso, vamos para ação, finalmente sair desse marasmo. – Ela pegou a mochila, tirou de dentro duas pistolas e carregou.

Daniel olhou intrigado e abaixou a tela do aparelho.

– Ação? – Olhou a movimentação dos caçadores. – Algo acontecendo?

– Receberam um chamado da universidade, ao que parece ataque com vários mortos, ataque de bestiais. – Layla falava com um brilho de excitação nos olhos.

– Polícia?

– Sem polícia, o chamado veio de dentro, um caçador, possivelmente frequenta a universidade. – Andou até ele e o puxou pelo braço. – Anda logo, preciso de ação, estou morrendo de tédio.

– Vamos aonde, Layla? – Adrian chegou de uma reunião junto ao presidente da Sociedade dos Caçadores.

– Universidade, ataque de bestiais, vários mortos ao estilo apocalipse zumbi. – Mordeu os lábios.

– Ação seria bom, preparem-se.

– Yes! – Layla sorriu agitada.

Daniel balançou a cabeça rindo do jeito da amiga caçadora e guardou o material dentro de sua mochila. Pouco depois o trio de caçadores já estava no carro rumo a universidade.

Com a explosão, as poucas janelas foram quebradas e danificadas. Ficavam no alto, mas eram pontos de acesso para dentro e logo os vampiros que cercavam o local chegariam ali e poderiam entrar. A fumaça tornava a visão ainda mais difícil, bem como as luzes que sobraram piscando, tudo aquilo confundia ainda mais os sentidos do que estava presente.

Uma das alunas tentara organizar as pessoas, mas não havia como por ordem naquele caos e ela quase foi jogada contra as mesas. Algumas pessoas juntavam o que podiam usar pelo lugar e lavavam para as entradas e janelas quebradas numa débil tentativa de fazer uma barreira e evitar que aquelas coisas passassem.

Uma aluna que era caçadora tentou fazer um selo sobre a barreira, talvez aquilo atrasasse um pouco a entrada dos vampiros, outra preparava suas armas para o combate iminente.

Melany era uma caçadora também, sentia-se responsável pelos alunos indefesos. Ela e outra professora, uma vampira chamada Alanis, também estavam prontas para o combate, bem como os demais caçadores presentes, alguns sempre carregavam ao menos uma arma consigo onde quer que fossem.

De repente, as luzes que restavam se apagaram, o som da energia caindo se sobrepôs a tudo, calando a música que tocava no aparelho de som, as máquinas de fumaça e apagando o jogo de luz. Um longo segundo de silêncio caiu sobre todos antes da gritaria recomeçar, aquilo que todos ali mais temiam acontecera: alguns bestiais quebraram a barreira improvisada e entraram pelas janelas quebradas. O selo não fora forte o suficiente para impedir as criaturas que agora corriam em direção aos alunos e se espalhavam pela quadra.

Melany, Alanis e alguns alunos que avisaram serem caçadores lutavam contra os bestiais, Alphonso, outro professor vampiro, tentava guiar alguns estudantes para a saída dos fundos quando as luzes se apagaram. O clima era de total caos, tiros ecoavam pelo salão improvisado.

Tudo estaria perdido em pouco tempo, era preciso limitar a área de ação dos vampiros. Tentando se sobrepor aos gritos, Melany subiu alguns degraus da arquibancada, tropeçando em alguns alunos desacordados e atingindo certa altura, embora pouco pudesse ver em meio a fumaça e escuridão.

– POR FAVOR, SAIAM PELOS FUNDOS, TODOS VOCÊS, VÃO PARA OS DORMITÓRIOS, ENTREM NOS QUARTOS E FECHEM AS PORTAS! ISSO É UMA ORDEM!!! – ela gritou e logo voltou à ação. Torcia para que todos conseguissem escapar e se protegessem, só assim ainda teriam alguma chance até que a ajuda chegasse.

Era preciso agir rápido, aqueles bestiais eram mais ágeis do que o normal e alguns deles já atacavam aos humanos, os derrubando no chão. Os caçadores presentes começaram os disparos e os alunos presentes também ajudaram a abaterem às bestas que invadiam o local. Depois do que pareceu ser um longo momento, sons de tiros somaram-se aos dos disparos dos caçadores lá dentro.

Gianni atirava abatendo alguns bestiais que tentavam atacar a dupla, notou que alguns deles quando o viam assustavam-se fugindo dele, outros mais fortes chegavam até os enfrentar sem sucesso.

Greg e a sua banda estavam ajudando alguns alunos humanos quando viram Gianni e Willian chegarem.

– Ainda bem, já não aguento mais matar essas coisas. – um dos vampiros bufou irritado.

– Vamos fazer a limpa na quadra, mas ao que parece alguns alunos fugiram para os dormitórios e foram seguidos pelos bestiais. – Informou o baterista pegando uma perna da mesa e acertando na cabeça das bestas degolando-a.

Gianni estava preocupado, já havia muitas mortes e aqueles alunos presos no dormitório eram alvos fáceis. Não esperou pelo outros, rapidamente foi para o prédio em anexo a quadra onde levava ao dormitório do campus.

– Ótimo, agora vamos ter que salvar esses humanos. – Resmungou o baixista.

– Gianni não vai embora enquanto não ajudar a todos. – Willian fez um gesto para Greg que iria atrás.

Greg deu de ombros e acertou com um taco de basebol outra das criaturas.

– Eu nem ligo, está divertido acertar os vampiros zumbis – riu e seguiu Will e Gianni para o portão que levava ao dormitório.

Melany e os demais alunos que ajudavam, exterminavam os bestiais enquanto tentavam manter o caminho seguro para outros alunos fugirem. Ela ouviu o som de disparos do lado de fora e suspirou aliviada, finalmente o auxílio havia chegado. Olhou para os que estavam lutando e ordenou que um grupo ficasse ali ajudando a conter a horda enquanto outro fosse com ela para proteger o caminho até o dormitório. Assim foi feito.

Eles seguiram pelos fundos atirando nas criaturas que se aproximavam e notou que parte dos bestiais seguiam para os outros prédios, deveriam estar sentindo o cheiro dos alunos presentes nos outros dormitórios. Mais uma vez ela ordenou para o grupo se dividir e seguiu atrás dos desgarrados antes que causassem caos em mais um lugar.

Alanis e Alphonso seguiram atrás da professora, mas sabiam que teriam que caçar em breve, o cheiro de sangue humano no ar era intenso e aquilo era bastante preocupante a dupla de vampiros, talvez afastar-se dos alunos feridos fosse mesmo a decisão mais sensata. Poderiam tomar pílulas inibidoras para retardarem a sede, mas diante de todo o trabalho que tinham à frente talvez um ou dois goles de algum aluno ferido não faria diferença… ou faria?

Sim, aquele pensamento passou pela cabeça deles, mas eles não teriam muito tempo para agir. Prenderam a respiração e engoliram as pílulas que traziam consigo para manterem-se sobre controle e continuaram seguindo.

O trio chegou na área e notaram algo diferente, havia um silêncio estranho, parecia que nada e nem ninguém estava naquele lugar.

– Notaram esse silêncio? – Layla saltou do carro, andou um pouco a frente e sacou sua arma.

Daniel juntou-se a ela, tinha a mão uma .12 destravada e outra pistola na cintura, além de uma katana presa no cinto.

– Vamos descobrir o que é. – Andou à frente.

Adrian fechou o carro e seguiu junto a Layla.

– Segundo o informado, o ataque está ocorrendo na quadra onde havia uma festa de Halloween. – Informou ao irmão Adrian.

– Tenham cuidado. – Adrian destravou sua pistola.

Pouco depois o trio entrou na quadra, a cena era aterradora, além de alguns alunos mortos haviam muitas cinzas de bestiais abatidos, outos alunos se mexiam gemendo e feridos.

Um outro grupo de caçadores entrou junto e começaram a ajudar os que ainda aparentemente tinham vida enquanto os demais faziam a limpa no lugar eliminando bestiais restantes que se arrastavam tentando atacar.

Ouviram gritos ao longe e Layla correu para a porta que levava a um corredor ligando o caminho ao dormitório.

– Os alunos sobreviventes devem ter corrido para lá e foram seguidos pelos bestiais. – Apontou a arma para frente e seguiu pelo lugar. Daniel logo atrás lhe dava cobertura.

Adrian já ia seguir quando barulho de carros estacionando perto da quadra alertou-o. Ele e outros caçadores olharam a porta principal alarmados quando um grupo grande de seres vestido de negro entrou no lugar.

Aquele que comandava olhou tudo e apontou a todos para começarem a fazer a limpa. Chegou perto dos caçadores, que estavam com suas armas em punho para se defenderem.

– Quem são vocês? – Adrian deu um passo a frente, porém reconheceu de imediato quem eram. – O Regente enviou-os para a limpeza. – Olhou os demais humanos e se afastou.

Os outros caçadores abaixaram as armas e observaram o grupo de vampiros limpar o lugar e tirar somente os vampiros mortos que ainda não haviam virado cinzas.

– Cuidamos dos nossos caçadores, cuidem dos seus… – O vampiro que liderava a operação deixou o lugar com outro grupo para capturar e retirar os bestiais daquele campus.

– Quero ver a desculpa que irão dá para esse ataque. – Um caçador ralhou baixo. – Não cuidam tão bem assim dessas pragas.

O líder daquela operação parou e voltou em fúria para o caçador quando foi impedido por Adrian.

– Calma, vamos resolver tudo. – Adrian olhou o caçador e fez um gesto com a cabeça para ele se afastar. – Os bestiais seguiram os alunos para o dormitório, devemos salvar os que estão presos lá. – Abaixou a mão, a qual havia erguido para parar o vampiro. – Não temos tempo para rixas, temos vidas para salvar.

O líder do grupo de vampiros fuzilava o outro caçador com seus olhos vermelhos, andou de costas e deu uma risada rosnada voltando para os demais vampiros para continuarem a limpeza da quadra.

A destruição imperava sobre o local e a sensação de desespero parecia crescer a medida que o som de tiros e gritos entravam na mente de cada um, apenas os flashes das balas iluminando aquela escuridão e os vultos dos bestiais que ainda restavam lá dentro dançando de um lado para o outro.

Os alunos que ainda estavam no andar inferior do dormitório se apressaram para o andar superior, tropeçando nos degraus, vezes por outros alunos desacordados, vezes pela própria escuridão, e aquela subida tornou-se quase um martírio. Até mesmo os ágeis vampiros presentes sentiam-se incapazes diante daquelas criaturas que pareciam tão ou mais poderosas do que eles.

Os caçadores que foram naquela direção tentavam a todo custo conter os bestiais enquanto outros tentavam carregar os feridos que ainda haviam salvação. Era perigoso ficar junto aos feridos, o cheiro do sangue atraía aquelas criaturas, mas que escolha tinham? Era seu dever ajudar a todos e protegê-los das criaturas da noite, mesmo que aquilo custasse suas vidas.

Uma nuvem de cinzas surgia toda vez que alguma daquelas coisas era destruída. O cheiro do sangue seguia pelos corredores e mesmo os alunos vampiros estavam com dificuldade para se controlarem, o massacre deixara o cheiro muito forte e aquilo atiçava a sede dentro de cada um.

Gianni, Will e Greg entraram no dormitório e atacavam os bestiais que ainda estavam por ali, foram eliminando todos pelo caminho.

– Estranho. – O ex-humano olhou aquelas criaturas, algumas tinham algum poder e usavam para se defender e até atacar. – Bestiais tem poder? – Olhou Will questionando aquela anormalidade.

Willian eliminou mais uma das criaturas e ofegou passando o braço na testa.

– Reparei nisso há alguns minutos.

Greg bufou irritado.

– Essas coisas não param de vir, desde quando há tantos bestiais na cidade?

– Sei lá, mas vamos ajudar os alunos, tem muitos presos pelo lugar. – Will seguiu Gianni que já entrava em alguns cômodos para eliminar as bestas com sua arma e sombras. A maioria que sentia a presença dele fugia ou ficava tão assustado que travavam encolhendo-se nos cantos daquele lugar.

No andar superior, as coisas só pareciam piorar. Em caos, os estudantes não conseguiam se organizar e, como não havia ninguém lá para fazê-lo, eles corriam e sofriam dentro dos próprios quartos, sendo atacados por aquelas criaturas, tendo o sangue sugado de suas veias. As balas dos caçadores haviam acabado e estava difícil proteger mesmo a si próprios, foram obrigados a recuar para não se tornarem mais uma das vítimas, juntaram-se a alguns dos alunos para formar barricadas contra aquelas coisas. Aos poucos, todos sentiam seus ânimos minados por aquela terrível sensação de proximidade da morte. Aquele era certamente o fim, todos ali estariam mortos em minutos.

Então era aquilo, então estavam todos condenados?

Alguns fecharam os olhos e aceitaram aquele fim, rezando docilmente para seus deuses ou deusas, outros ainda tentaram de forma inútil se desvencilhar das mãos que os puxavam para o abismo da morte.

Então todos foram atingidos por um terrível dor de cabeça, tão terrível que seus corpos pareceram perder o controle sobre seus sistemas nervosos, mãos e braços, pernas e pés, nada obedecia e tudo o que sentiam era aquela terrível dor.

Muitos dos que ainda estavam acordados caíram de forma inconsciente e, para eles, aquela noite terminava ali.

Melany estava aturdida, perdida diante do que estava acontecendo, seu coração batendo tão forte no peito que ela achava que iria explodir em um ataque cardíaco. As criaturas não paravam de surgir um momento sequer e suas balas já haviam acabado. Tudo o que tinha em mãos agora era uma arma descarregada e um punhal que usava para se defender dos restantes.

Desesperada, ela se preparava junto a seu grupo para tentar sobreviver, algo que parecia cada vez mais e mais impossível e distante, mal havia erguido sua adaga quando foi atingida por uma forte dor de cabeça.

Ela caiu sobre os joelhos no pátio. A dor deixava sua visão turva e ela sentia que aqueles seriam seus últimos momentos. Pensou em Alphonso, pensou em todas as vidas que estavam ali e não fora capaz de proteger.

Confusa e tomada pela dor, ela sentiu um estranho e ruidoso vento frio tomando o lugar, tão forte que parecia que a faculdade estava envolvida em um tornado. Mesmo no escuro, Melany pode ver cada uma daquelas criaturas restantes simplesmente desaparecerem como num passe de mágica, sumir em pleno ar, como se nunca houvessem estado lá, mas o caos e as ferimentos e mortes, sim, estes sim eram reais.

Diante dela um casal claramente de puro sangues observava tudo com seus olhos vermelhos.

As luzes haviam voltado e ela pode ver, com sua visão turva, o vampiro observar toda a cena com um sorriso satisfeito no rosto. Ao lado dele a vampira, que mais parecia uma garotinha, permanecia de olhos fechados com suas mãos em posição de prece.

Pelo que a caçadora conhecia de vampiros, aqueles dois não eram meros puro sangue, eram anciões e, raramente vampiros daquele tipo se expunham daquela forma. Quem seriam e porque haviam feito aquilo?

Moy sladkiy brat, eto vremya dlya chaya – a menininha perguntou num tom doce, em russo.

O irmão limitou-se a abraçá-la e então os dois foram envoltos em sombras profundas, sumindo do local, deixando o caos e destruição causados certamente por ambos.

Melany então perdeu seus sentidos.

Gianni sentiu aquela presença, a sensação era estranha, mas manteve-se firme. Quando olhou para o lado viu Will cair no chão desacordado, Greg lutava para se manter de pé e deu uma olhada final para o ex-humano apagando em seguida. Gianni se aproximou deles e os envolveu com as sombras, apesar de sentir algo diferente ainda tinha forças para lutar e não perder os sentidos.

Naquele momento uma dupla com armas em punho apontou para ele aproximando-se.

– Layla isso é magia de vampiro, algum vampiro está manipulando todo lugar. – Daniel e Layla estavam usando uma conjuração de proteção e devido àquilo não foram pegos.

– Ajudem-nos… – Gianni estava tonto e falou com a dupla.

Layla estranhou aqueles vampiros, principalmente o que tentava resistir àquela pressão anormal que queria obrigá-lo a adormecer.

– Daniel, olha esse vampiro protegendo os outros. – Ela apontou para Gianni. – Ele tem uma arma de caçador.

Daniel apontou a arma para Gianni e se aproximou.

– Ei, você, aonde arrumou essa arma? – Apontava a pistola. – Um vampiro não consegue segurar arma de caçadores. – Olhou pelo canto dos olhos para Layla.

– Eu sou caçador como vocês… – Falou sonolento. – Sou transformado… Consigo usar armas… Por favor, estou ajudando… Meus amigos… desacordados… – Caiu de joelhos e ofegou. – Ajudem-nos…

Layla olhou o lugar e depois abaixou a arma.

– Não temos tempo para esse blá, blá, blá… – Foi até Gianni. – Conjure algo para lhe proteger já que se diz caçador como nós, estão usando ilusão nesse lugar, quebre isso com sua magia.

Gianni abriu os olhos surpreso, pensou rápido e entendeu o que era, entoou algumas palavras em aramaico e logo quebrou a ilusão que queria desacordá-lo.

– Obrigado, a sensação estranha que sinto desde que cheguei deixou minha mente confusa, mas agora estou melhor.

Layla olhava Gianni de cima a baixo e inspirou baixo.

– Um vampiro que pode tocar em armas para matar vampiros… Esse privilégio é somente da família do Vampiro Rei. – Franziu a testa e olhou-o novamente. – Você é da família do Vampiro Rei?

Gianni ainda um pouco atordoado negou com a cabeça. Daniel baixou a arma, naquele andar todos haviam apagado.

– Daniel… Layla… – Adrian chegou acompanhado do outro grupo de caçadores. – Estão bem? – Reparou em Gianni que estava tentando acordar Will e Greg. – Quem é esse?

– Um vampiro que se diz ex-humano e caçador. – Layla olhava a tela do seu smartphone. – Ele sabe magia, usa armas de caçador e, detalhe, não é da família do Vampiro Rei. – Ela completou a chamada e ficou falando enquanto caminhava pelo corredor.

Adrian estranhou aquelas afirmações de Layla, aproximou-se de Gianni e olhou-o assim como a dupla desacordada no chão do corredor.

– Sou Adrian Richs, aquela é minha irmã Layla e o outro amigo se chama Daniel Barn, e você quem é? – Adrian agachou ao lado da dupla inconsciente. – Seus amigos estão bem?

– Gianni Salvatore… – Verificou os dois amigos. – Sim, estão bem, apesar de terem sidos desacordados.

– Salvatore…

– Gianni… – A voz suave ecoou pelo lugar quando a puro apareceu preocupada sendo seguida por Michael. – Dio, quando Mic falou onde estava e o que estava acontecendo vim direto para te ajudar. – Lya olhou o trio de caçadores e parou ao lado de Gianni.

Layla e Daniel olharam Adrian que não tirava os olhos de Lya.

– Estou bem, vamos sair daqui, preciso levar Greg e Will, mas eles foram apagados por magia ilusória.

– Esse lugar fede a morte, há desespero correndo de um lado para o outro. – Lya estremeceu. – Mic ajuda a tirar esses dois daqui.

Layla segurou o braço de Adrian puxando-o em seguida.

– Vamos embora, o resto quem cuida são os demais caçadores.

– Sr. Salvatore fique com meu cartão. – Adrian estendeu para Gianni. – Liga-me, posso lhe ajudar.

Gianni pegou e olhou o número, guardou o cartão e voltou a ajudar a levar Greg e Will para fora daquele lugar. O trio de caçadores ficou olhando aqueles vampiros saírem principalmente a sangue puro com eles.

– Daniel, sabe quem era aquela vampira? – Layla caminhava para fora do dormitório quando pararam diante do carro que lhes trouxeram anteriormente.

– Uma sangue puro entrando em um lugar assim, com aquela aparência e principalmente vindo atrás de um ex-humano… – Daniel ficou tenso.

– Ex-humano que possivelmente foi transformado por ela. – Layla completou.

– A Dama Negra… – Adrian aproximou-se em seguida respondendo.

Eles se olharam e depois voltaram a face para Adrian com olhares questionadores.

– Acreditem, vamos ter novidades em breve.

– Estou mais preocupada com aquele vampiro que usa armas de caçadores. – Layla abriu a porta do carro.

– Vamos logo sair daqui, chegaram reforços e o esquadrão de limpeza do Regente está no lugar preparando a nova mentira para encobrir esse ataque de bestiais.

Adrian assumiu o volante enquanto falava sendo acompanhado por Daniel que sentara no banco do carona.

– Isso é interessante.

O trio partiu deixando o lugar que estava todo tomado dos vampiros capangas do Regente.

Haviam alguns mortos, alguns feridos gravemente e muitos em choque. Agora que as luzes estavam acesas era visível a destruição do que havia ocorrido. Todos então ouviram o barulho da polícia e dos helicópteros sobrevoando o local e, muitos carros agora enchiam a parte da frente da faculdade.

A imprensa de Nova Iorque, bem como a polícia e muitas ambulâncias cercavam os alunos e professores que acordavam, todos queriam respostas, alguns queriam apenas fazer seu trabalho e salvar vidas.

Reforços eram pedidos a todo momento no rádio e vozes e mais vozes noticiavam o que parecia ter sido um terrível ataque terrorista. Mas… quem havia chamado a todos ali?

Desnorteada, Melany era amparada em uma ambulância e via diversos de seus doces alunos humanos serem carregados e colocados no gramado frontal do dormitório. Muitas macas, muitos gritos e muita dor, ela sequer conseguia entender as perguntas dos repórteres e sequer conseguia imaginar uma resposta. Ela só torcia para que a Sociedade Hunter enviasse logo alguém para resolver tudo aquilo.

– Ela precisa descansar! – o socorrista que a atendia afastou o repórter inoportuno e fechou a porta da ambulância.

Todos os alunos feridos foram enviados ao hospital mais próximo.

No dia seguinte…

A imprensa local noticiava um grande ataque terrorista a faculdade, diversos locais ao redor do mundo prestavam suas homenagens às jovens vítimas e rezavam para que aqueles que ainda estavam vivos  no hospital conseguissem sobreviver aos ferimentos.

Algumas armas foram encontradas e todas apreendidas e tinham por origem o país da Rússia, o que causou um grande desconforto mundial. Grupos terroristas do oriente assumiram o ataque e extremistas disseram que aquele seria o primeiro de muitos. A tensão mundial culminou em ataques a países como Síria, Palestina e Afeganistão, aumentando ainda mais os refugiados na Europa.

Em seu quarto no hospital central de Nova Iorque, Melany assistia a todos os dias o noticiário, ainda atônita com o que havia acontecido. Em suas mãos, uma prancheta relatava o caso a associação, os poucos detalhes que sua mente ainda confusa conseguia relatar, mas estava claro que tudo aquilo seria um grande problema para o Regente.

Pela primeira vez em todos aqueles anos de convivência, Melany se questionou se seria mesmo seguro aos humanos permanecer no mesmo ambiente que os vampiros. Diante daquilo ela fez uma última anotação na prancheta e então entregou a um homem que estava ao seu lado.

Sem dizer qualquer coisa, o homem saiu e deixou-a sozinha em seu quarto, com seus pensamentos não mais tão unânimes sobre a existência do tratado de paz entre as duas raças.

– Fim?-

Conto Baseado em Jogo de RPG Vampire Knight – Academia Cross

Narrado por Gabi Brito

Adaptação do Texto

Fabiana Prieto

Isa Miranda

Música Tema : Wraith of the Ropes - Death Bed

Glossário


Bestiais

São vampiros ex-humanos que sucumbirão a loucura pelo sangue. Vampiro que libera a fera interior e decaiu a condição animalesca, sua mente e corpo só agem por instintos e atacam ferozmente para aplacar a sede de sangue que é constante. Perdem totalmente a consciência, não volta a sua condição anterior. Muitos vivem escondidos, saem a noite para caçar, não andam de dia como os demais, o sol os matam. São feras e por isso são caçados pela Sociedade Hunter e pelos Vampiros da nobreza a pedido do Vampiro Rei.

Seres idealizados e criados para o universo de A Dama Negra.

 

Universidade de Nova Iorque (NYU)

É uma universidade de pesquisa privada sem fins lucrativos sediada na cidade de Nova Iorque. Fundada em 1831, a NYU é considerada uma das universidades de pesquisa mais influentes do mundo. Ranking universitário compilado pela Times Higher Education, EUA News & World Report, eo Ranking Acadêmico de Universidades do mundo todos rank NYU entre as 32 melhores universidades do mundo. NYU é uma parte fundamental da criatividade, energia e vitalidade que é Manhattan, localizado com o seu núcleo em Greenwich Village, e seus campi baseados em toda a cidade de Nova York. NYU também é uma universidade de classe mundial, operando NYU Abu Dhabi e NYU Xangai, e 11 centros acadêmicos globais em Accra, Berlim, Buenos Aires, Florença, Londres, Madrid, Paris, Praga, Sydney, Tel Aviv e Washington, DC.

 

O lendário Edifício The Dakota

Entre tantos prédios modernos e envidraçados, uma construção histórica, no entanto, repousa solenemente numa das esquinas mais caras da cidade, na junção da Rua 72 com a Avenida Central Park West. Ali, há exatos 131 anos, foi erguido o edifício Dakota, um dos primeiros prédios residenciais de luxo do mundo. Apesar de centenário, ele continua um dos endereços mais cobiçados da cidade e sua história se confunde com a da própria Nova York. É isso o que revela o novo livro “The Dakota: A History of the World’s Best-Known Apartment Building” (“O Dakota: A História de um dos Prédios Residenciais Mais Conhecidos do Mundo”), do historiador americano Andrew Alpern, com lançamento previsto para 13 de outubro. Por muitos anos, a construção do Dakota foi considerada uma empreitada improvável. O local onde hoje está o edifício, à beira da face oeste do Central Park, era praticamente uma área rural em 1880, ano em que teve início a sua edificação. A região era muito afastada do centro financeiro e social da cidade, na época ao sul de Manhattan, e não contava com transporte adequado. Além disso, construir um prédio residencial de luxo era uma ideia inovadora para a época. Até então, morar em apartamentos era condição apenas das classes mais baixas – os ricos viviam em suntuosas casas. Convencer os nova-iorquinos endinheirados a se mudarem para um endereço tão distante, ainda mais um prédio, seria um desafio, mas a opulência do Dakota falou mais alto. Com pé direito alto, paredes revestidas em mogno e chão de mármore, o edifício logo conquistou moradores abastados. Mas, apesar da riqueza do lugar, os aluguéis eram modestos, o que tornava possível a convivência de residentes ricos com artistas e outros tipos alternativos.

Local que serve de fachada para abrigar a sede da Sociedade Hunter – Universo fictício de A Dama Negra.

Episódios da Primeira temporada.

Isa Miranda

Amo escrever, por isso sou aquilo que escrevo, são as palavras que me dão poder e nelas me torno única. 

 

  • Andrea Bertoldo

    Sensacional, Isa! <3 Muita saudade do nosso RPG mesmo. Parabéns!! Ficou perfeito!!