Brenda, o diabo veste Prada

Brenda, o diabo veste Prada

Essa é a Brenda:  a garota mais arrogante, antipática, metida e intragável da escola e que decidiu me  eleger como seu ajudante e cúmplice para reconquistar o meu melhor amigo, Matheus, desde que ele lhe deu um pé na bunda, há três semanas.

 

 

 

Quem poderia prever que um dia eu a veria tomada por um desespero atroz, deixando o seu orgulho de lado para me pedir ajuda, afinal, a patricinha do colégio CGAM jamais me dirigiu a palavra antes, nem a mim e nem a qualquer outro ser humano que não fizesse parte do seu mundo cuja ordem do dia (de todos os dias) é não estou aqui para agradar ninguém.

 

 

 

Até hoje me pergunto o que Matheus teria visto nela além da sua beleza superficial, da sua pseudoperfeição e da sua autoestima tão frágil como um cristal?
O que o universo de uma garota mimada, exibida, metida e elitista poderia ter em comum com o mundo de um carinha como Matheus, gente boa, sem papas na língua e bastante popular no melhor estilo malandro de ser?

 

 

 

 

Reconheço que desde que me descobri apaixonado por Matheus, vê-lo com uma garota e ouvir suas confissões sobre cada uma delas não me faz muito bem. Na verdade não me faz bem e ponto.

 

Mas daí ter que testemunhar sua felicidade ao lado do diabo veste Prada, foi uma prova de fogo muito, muito injusta.

 

 

Seis mensagens chegando pelo Whatsapp.
Meu coração dispara.
Torço para que sejam de Matheus. Precisam ser de Matheus…
Merda. Eu não posso acreditar. As mensagens são da Brenda…

Precisamos nos falar com urgência.

Dá seu jeito.

Vou precisar da sua ajuda.

Consegui, dessa vez, bolar um plano infalível para reconquistar o Matheus.

Me espera amanhã entre o intervalo do segundo para o terceiro tempo na saída do corredor para a sala de música.

Bjs e não me deixe esperando, lindo.

 

 

 

Respondo obrigatoriamente com um “OK”. Sei que se não fizer isso, enviar qualquer retorno, Brenda irá me torrar o que resta da paciência.

 

 

 

 

 

 

 

 

Então…  

Dia 04 de abril começa a 1a. temporada de “Eu, Kadu”

Espero vocês, beleza? 

Fui!

 

 

 

Francisco José Siqueira

Um belo dia, comecei a escrever sem saber que me acorrentara para o resto da vida a um amo nobre, mas impiedoso…

Deus quando nos dá um dom também entrega um chicote a ser usado especialmente na autoflagelaçao.

– Truman Capote –

* email para contato: f.araujo72@ig.com.br