Além da porteira: Capítulo 17

Além da porteira: Capítulo 17

Antes mesmo do ônibus parar,seu Dorico avistou o compadre Francisco  e já quis adentrá-se.

DORICO: Olhe dona Santa,olhe…

SANTA: Olhar o que seu Dorico?

DORICO: O meu compadre Francisco,está sentado logo ali….Abrem essa porta deixa eu ajudar o compadre a descer.

SANTA: Espere  seu Dorico o ônibus parar,o senhor pode  se machucar.

O fazendeiro, não se conteve  em emoção ao ver o compadre que esperou a anos,para cumprir o que ambos combinaram no passado,e agora está “prestes” a realizar o tão sonhado casamento de seus filhos.

DORICO: Meu compadre Francisco,quanta satisfação em recebe-lo de novo.

FRANCISCO:Como vai compadre Dorico?

DORICO: Bem.Vou muito bem compadre.Aguardo por esse momento  a anos.Como é bom ver o senhor de novo meu compadre.

FRANCISCO:Fico feliz em saber que se sentiu bem em me ver ,compadre.

DORICO: Bom meu comnpadre,é melhor a gente apressar e voltar pra fazenda,por que tá vindo uma daquelas gostosas chuvinhas de verão.

FRANCISCO:Vamos, por que temos  muito  oque  conversar ,  pra eu voltar logo  pro meu Pantanal.

E assim  os dois fazendeiros foram em direção à fazenda para tratarem do casamento de seus filhos,Promessa e Carlos.E enquanto retornavam ,começou a chover.E durante a viagem,falaram de muitas coisas,negócios ,fazendas,lucros e o que ainda desejam alcançar.

NO SÍTIO  DE  RAUL

Raul, está sentado em sua humilde varanda olhando a chuva cair molhando e fertilizando a terra ,preparando-a para novas e grandes produções.E no meio desse encanto da natureza,ele se pega a pensar naquela que mexeu com sua cabeça,promessa afilha do fazendeiro rival,que quer possuir o seu pequeno sítio,que é o único bem e recordação direta de sua família.

De repente o silêncio é quebrado pelo barulho do jipe de seu Dorico que está voltando da vila com o seu compadre Francisco.Raul,como já faz parte de seu instinto, esconder-se de todos,entrou imediatamente para dentro de sua casa e ficou a observar da fresta da janela os que passavam na estrada enfrenta a sua casa.

Seu Dorico ao aproximar-se do sítio de Raul,parou o veículo bem enfrente a porteira  que da assesso ao sítio e que está sempre trancada e …

DORICO: Olha só compadre,essa merreca de sítio ainda será minha.

FRNCISCO: Mas esse sítio não é daquela sr Manuel?

DORICO: Sim era dele, porque ele já virou cinzas,hoje é de um moleque filho dele.

FRANCISCO: Mas o que aconteceu com pai do rapaz?

DORICO: Isso é uma longa história compadre.Mas uma coisa eu posso te dizer esse sitiozinho ainda será meu, custe o que custar…..Vamos embora depois eu te conto essa história.

E seguraram estrada ,rumo à fazenda de Dorico.

Raul,lá do interior de sua casa ouviu a conversa de Dorico com seu amigo,e mais uma vez ouriçou todo o seu sentimenta de ira sobre o fazendeiro vizinho    .

RAUL: Maldito. Malllldito.Esse sítio jamais será seu ,homem do mal.Terá que me matar também pra conseguir o que quer.Comigo vivo você não terá nunca o gostinho de possuir o que era de meu pai.

NO SÍTIO DE GLÓRIA

Severino,Glória e Lídia,estão almoçando  e ouvindo a chuva cair no telhado da varanda,quando Glória  se lembra do  assunto do irmão   mais velho que foi dado aos vizinhos.

LÍDIA:Como o sertão é bom.Morar aqui é o mesmo que está no paraíso.

GLÓRIA:morar no campo minha filha tem um gosto muito especial,prazer que  muitos não podem sentir.

SEVERINO:É verdade,aqui nós estamos em contato direto com a paz.A gente acompanha todo o ciclo de vida da natureza.Um dia de  chuva como o de hoje,por exemplo ,refaz tudo:o verde ressurge,as flores enfeitam o campo,os pássaros cantam,enfim,como você disse minha filha ,aqui é o paraíso,que muitos não  conhecem.

GLÓRIA: Realmente é isso tudo.E eu me lembro o que mamãe me disse no leito de morte,que foi num dia chuvoso como o de hoje que ela teve que dar meu irmão mais velho para os vizinhos.

LÍDIA: O que deu em você mamãe ,que agora se pegou a lembrar desse seu irmão depois de tanto tempo que a vovó morreu?

GLÓRIA: Não sei minha filha,isso começou a martelar na minha cabeça assim do nada.Parece coisa do destino.Sinto que isso se tornará real na minha vida.

SEVERINO: Mas você não se lembra de nenhum morador daqui do tempo em era criança?

GLÓRIA: Ainda não me veio ninguém à mente.

LÍDIA: Bom,vamos almoçar que a chuvinha está caíndo e o almoço está esfriando.

NA  FAZENDA

Ceição e Flor estão preparando um bom almoço para  a visita,orientadas pala patroa Zenaide,quando então chega Promessa muito deprimida.

ZENAIDE: Hum…Ceição,esse feijão está maravilhoso.Inresistível.

CIAÇÃO: Que bom que a patroa gostou,é sinal que a visita não terá do que reclamar.

FLOR: Ei ,promessa,veio provar o feijão da mamãe também?

PROMESSA: Eu, nada Flor.Minha vida está muito amarga.Parecendo fel.

ZENAIDE: Minha filha,não fique assim.

PROMESSA: A senhora quer que eu fique como?Dançando,cantando,alegrando com a chegada do meu futuro sogro arranjado?

ZENAIDE:Lembre do que já conversamos minha filha.O tempo é precioso,ele resolve tudo.

PROMESSA :O tempo é precioso sim,tão precioso que passa rápido,quando damos por fé não o temos mais ,e nada foi resolvido.

Enquanto isso na estrada que da assesso à fazenda:

DORICO: Veja compadre que pastagem bonita,o meu gado tá rolando de gordo.

FRANCISCO: É compadre,tá tudo muito bom….mas presta a atenção no volante compadre que essa chuva faz dar uma “laminha”  perigosa.

DORICO: Não se preocupe compadre ,aqui nós estamos em casa,não tem perigo nenhum.

E assim eles seguem rumo a fazenda.Francisco quer conhecer sua futura nora, e acertar tudo com a família da noiva,sobre os detalhes do casamento,para voltar para o Pantanal e mandar seu filho pra conhecer sua futura esposa.

CONTINUA……….

 

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