Recomeçar – Capítulo 5

Recomeçar – Capítulo 5

17/01/2018 No ar Recomeçar Web Novela 0

Cena 01:  Manhã/ Imobiliária Vieira Magalhães / Sala da vice – presidência – Leonardo.

 

Leonardo: -Ah! Parece um sonho eu sentado nesta cadeira. –dizia sentado à mesa e sorridente.

Tales: -Mais do que justo, Leo. Você se dedicou tanto para estar aí. –disse sentado em frente ao amigo. -Não se esqueça que hoje vamos comemorar com o pessoal da empresa.

Leonardo: -Eu não me esqueço. –ele ri.

De repente Ulisses adentra na sala e diz:

-Leonardo, preciso falar com você em particular. –olha para Tales com desdém.

Tales: -Bom, eu vou voltar pra minha sala tenho um monte de coisa pra fazer. –disse saindo.

Leonardo: -Sim, pode falar.

 

Cena 02: Manhã /Grajaú / Casa de Carla e Mateus / sala.

 

Mateus: -Joaquim! –disse o repreendendo.

Carla: -Deixa ele. Filho, mamãe não sabe até quando vai ficar na cadeira de rodas.

Vitória: -Não tem nenhum jeito, mamãe? Nenhum remédio?

-Iniciando a trilha sonora – Ele cumprirá –

Carla: -Não tem nenhum remédio apenas um milagre.

Joaquim: -Milagre?

Clarissa: -O que é milagre?

Mateus: -Quando algo que a gente acredita que é impossível pedimos a Deus que o realize.

Joaquim: -É impossível você voltar a andar, mamãe?

Carla: -O que você acha, filho? –disse emocionada.

Joaquim: -Hum! –ficou a pensar. –Eu acho que é possível. –disse com firmeza.

Mateus: -É melhor irmos para praia. Vamos. –disse apressando os filhos enquanto Carla ficou em silêncio e pensativa.

-Encerrando a trilha sonora – Ele cumprirá-

 

Cena 03: Imobiliária Vieira Magalhães / Sala da vice – presidência – Leonardo.

 

Ulisses: -Quero te dizer que o quê você precisar estarei disponível e que saiba que estou satisfeito pela indicação do meu pai. Não há pessoa mais certa para estar na vice-presidência. -ele dizia dissimulado e se sentando na cadeira. 

Leonardo: -Obrigado por oferecer a sua disponibilidade, afinal a empresa também é sua.

Ulisses: -Minha? –ele ri irônico. –Melhor dizendo que é do meu pai. Aqui sou apenas um funcionário como outro qualquer. –ele joga a caneta em cima da mesa.

Leonardo: -Todos somos.

Ulisses: -Admiro essa sua simplicidade poucas pessoas são assim principalmente no cargo em que você está.

Leonardo: -E porque eu mudaria?

Ulisses: -É que dizem que para conhecer um homem só precisa dar poder a ele. –disse encarando nos olhos.

Leonardo: -Pois poder nunca foi o meu objetivo.

Ulisses: -Bom saber disso. E qual é o seu objetivo Leonardo Silveira?

Leonardo: -Na vida eu já conseguir o que queria. Me casei com a mulher que amo, tenho dois filhos que são tudo pra mim, tenho um lar, tenho saúde, bens materiais que preciso, enfim só me resta fazer o meu trabalho que tanto gosto com responsabilidade e ajudar as pessoas que precisam de mim.

Ulisses: -Você não é nada ambicioso, Leo, posso te chamar assim agora que somos amigos? 

Leonardo: -Sim, pode. É, eu nunca fui muito ambicioso. Eu sempre fui esforçado só quero dar o melhor para minha família.

Ulisses: -Mas será mesmo que já conseguisse o melhor para sua família?

Leonardo: -Aonde você quer chegar?

Ulisses: -Por exemplo: será que sua esposa gosta de morar onde vocês moram?

Leonardo: -Interessante que ontem ela me falou da sua vontade de mudarmos da Tijuca e irmos morar aqui em Copacabana.

Ulisses: -Pois é, você não pode decidir pela sua família e achar que já dar o melhor. Saiba que o que é melhor pra você talvez não seja o melhor para sua esposa ou seus filhos.

Leonardo: -É, eu prometi a Helô que iria com ela olhar o apartamento novo, mas não sei se vou poder alugar, sabe que os alugueis aqui em Copacabana são muito caros.

Ulisses: -Caros pra você? –ele gargalha. –Acorda Leonardo, você não é mais um simples gerente e sim o vice-presidente da imobiliária Vieira Magalhães. Dinheiro não será mais o seu problema.

Leonardo: -É, mas eu ainda tenho algumas dívidas para pagar talvez em outro momento quando estiver livre delas. -disse risonho enquanto folheava alguns papeis.

Ulisses: -Tô vendo que eu vou ter que ajudar muito você. Quer saber? Você aceita ir com sua esposa jantar na minha casa ou melhor dizendo na mansão do Dr. Roberto?

Leonardo: -Jantar na mansão do Dr. Roberto? –disse surpreso.

Ulisses: -Ué? Sim, porque não? Se acostume, pois a partir de hoje você irá frequentar muito não somente a mansão do Dr. Roberto, mas muitos lugares da alta sociedade. E aí vamos?

Leonardo: -Tá, eu aceito.

Ulisses: -Isso que se fala! –ele vibra. –Hoje à noite.

Leonardo: – Hoje à noite não vai dar, pois vou comemorar com o pessoal da empresa num café aqui próximo. Se você quiser ir já estar convidado.

Ulisses: -Se der tempo dou uma passada por lá. -ele desfaçava a indiferença que tinha dos funcionários. -Então, amanhã pelo meio-dia, deixaria de ser um jantar e será um almoço. Pronto, um almoço de domingo.

Leonardo: -Fechado. Amanhã meio-dia na mansão do Dr. Roberto.

Ulisses: -Certo, eu te espero lá e pode levar o seus filhos também. Eu vou voltar pra minha sala, pois não quero mais tomar o seu tempo, tchau. –disse se levantando e saindo.

Leonardo: -Tá, tchau. –ele volta a ler alguns papeis.

 

Cena 04: Grajaú / Praia / As crianças brincavam de fazer castelinhos na areia da praia enquanto Carla e Mateus estavam sentados de baixo de um guarda sol.

-Iniciando a trilha sonora: Aleluia-

Mateus: -Está tudo bem?

Carla: -Sim.

Mateus: -Vamos dar um mergulho?

Carla: -Vamos. –ela sorrir.

Mateus: -Crianças, o papai vai levar a mamãe para dar um mergulho não saiam daí.

Clara: -Pode deixar papai.

Mateus a pega nos braços e caminha até adentrar no mar, fecha os olhos e sente como se pudesse voltar a andar.

-Encerrando a trilha sonora : Aleluia –

Cena 05: Noite / Copacabana / Cafetaria / Leonardo e Tales estavam reunidos com os colegas de trabalho comemorando a promoção.

 

Tales: -Um brinde para nosso novo vice-presidente. –ele erguia a xícara de café.

Todos ergueram suas xícaras de café e brindaram.

Uma colega de trabalho : -E aí, me conta como está sendo ser o vice-presidente, Leo? 

Leonardo: -Se eu pudesse voltar atrás quando Dr. Roberto me perguntou se queria ser vice-presidente eu devia ter dito não. –ele diz risonho.

Todos riem.

Leonardo: -Nunca trabalhei tanto.

Outros colegas começaram a conversa entre eles e Tales pergunta ao amigo diretamente:

-Leo, o que aquele playboyzinho queria? –ele se referia ao Ulisses.

Leonardo: -Ele veio com um papo de querer ser meu amigo, me elogiou mais uma vez e depois até me convidou para ir amanhã almoçar na mansão do Dr. Roberto. –disse e em seguida deu um gole no café.

Tales: -Xi! Isso não tá me cheirando nada bem. Abre o olho, Leo. Esse cara é um urubu em cima da carniça. Ele quer teu lugar.

Leonardo: -E porque ele quer ser vice-presidente se algum dia aquela empresa será dele?

Tales: -E tu acha que ele vai esperar o Dr. Roberto partir dessa pra melhor para assumir tudo?

Leonardo: -Não sei, eu não quero julgar.

Tales: -Não seja ingênuo, Leo, não seja ingênuo. –disse depois dando um gole no café.

 

Cena 06: Noite/ Mansão do Dr. Roberto Vieira Magalhães / sala de jantar / a família jantava naquele momento.

 

Ulisses: -Amanhã temos convidados no almoço. –disse sentado na mesa ao lado direito do pai.

Roberto: -Convidados? Quem? –ele pergunta sentado na cabeceira da mesa.

Ulisses: -Convidei o Leonardo e a família para o almoçar aqui amanhã. Por acaso o senhor tem outros planos? porque se sim ou posso pedir que ele venha outro dia.

Roberto: -Não tenho planos para amanhã. Achei uma boa ideia convidar o Leonardo. Eu até pensei nisso, mas são tantas coisas para resolver que nem me lembrei.

Nanci: -Também achei uma ótima ideia. –disse sentada de frente para o marido e lhe dando um sorriso irônico.

Ulisses sorrir sarcástico para Nanci.

 

Cena 07: Noite /Grajaú / Casa de Carla e Mateus / Sala / As crianças estavam sentadas no sofá enquanto Carla estava ao lado e Mateus em pé.

 

Carla: -Crianças, o papai e a mamãe precisam falar com vocês.

Vitória: -O que foi?

Clarissa: -A gente fez coisa errada?

Mateus: -Não, vocês não fizeram nada de errado. –disse se sentando no sofá ao lado dos filhos.

Joaquim: -E o que tá pegando?

Clara: -É, o que é?

Carla: -Já estamos sabendo o motivo da briga que aconteceu na escola.

Clarissa: -Você quer dizer brigas, não é mamãe? Porque já foram várias e até perdir a conta.

Carla: -Sim, brigas.

Joaquim: -Eu só quis te defender, mamãe. Aqueles meninos idiotas ficam tirando onda comigo e com minhas irmãs porque você tá na cadeira de rodas.

Vitória: -É verdade! Eles vivem tirando brincadeiras sem graça com a gente.

Mateus: -E porque vocês não falaram sobre isso antes?

Clarissa: -A gente não queria que vocês soubessem.

Vitória: -Não queria que vocês ficassem tristes.

Carla: -Vem cá. –ela abre os braços.

As crianças foram em direção a ela.

Carla: -Escutem meus filhos. Eu sei que tudo ainda é muito novo para vocês, mas não sintam raiva de seus coleguinhas porque talvez os pais deles não os ensinaram que todos nós somos diferentes e isso que é o que nós torna especiais.

Mateus: -Mamãe tem razão, crianças. Imagina se todos fossem iguais? –disse se levantando e se aproximando dos filhos e da esposa. –Que chato o mundo seria, não acham?

Clarissa: -É sim, seria muito chato. O que acham? -ela olha para os irmãos.

Vitória: -Também concordo. De iguais já basta a gente em ser quadrigêmeos. 

Todos riem.

Mateus: -Isso mesmo, princesa. –ele a coloca no braço e lhe dar um beijo no rosto.

Clara: -Disse tudo, Vitória.

Carla: -O fato de eu estar na cadeira de rodas não significa que não vou poder mais fazer as coisas. Sei que não será do mesmo jeito como quando eu andava, mas continuarei levando minha vida normalmente.

Joaquim: -Sim, mas o que eu faço para calar a boca daqueles moleques atrevidos? Bato neles?

Mateus: -Não, filho. –eles desce Vitória do braço. –Não deve bater nos seus colegas.

Joaquim: -E o que eu faço? Vou deixar eles correrem atrás de mim até me baterem?

Mateus: -Eu sei de um jeito para fazer seus colegas não baterem mais em você.

Joaquim: -Como?

 

 

 

 

 

 

Trilha sonora:

 

Cena 02 – Ele cumprirá – Amor e Adoração

Cena 04 – Aleluia -Patrícia Souza

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